O filósofo e o futuro

Em geral, quando pensamos no futuro, tentamos imaginar o que será diferente, o que vai mudar. Daí surgem as mais variadas especulações sobre ciência, tecnologia e inovação. O papel do filósofo, ao contrário, é perguntar o que vai permanecer, o que vai continuar valendo, o que não vai mudar. Porque, afinal, é isso o que mais importa. Desisti de estudar jornalismo no primeiro ano do curso por um motivo muito simples: os textos jornalísticos não resistem ao tempo. Uma notícia incrivelmente bem escrita hoje, na qual o jornalista investiu tanto tempo, esforço e talento, estará velha amanhã. Os textos jornalísticos relatam fatos, e estes estão sempre presos ao tempo em que aconteceram. Passam-se os dias e aquela reportagem magnífica já ficou ultrapassada por novos fatos, novas notícias, novos tempos. Em vez de jornalismo, resolvi estudar filosofia. E o motivo não foi outro: os bons textos filosóficos, ao contrário dos jornalísticos, pretendem-se atemporais, almejam a imortalidade, resistem aos séculos. Platão e Aristóteles, 25 séculos depois, continuam atuais; enquanto que ninguém mais lembra o que William Bonner disse semana passada no Jornal Nacional.

Veja também: Breve definição de filosofia

A ciência não é uma invenção moderna

Isaac Newton dizia que, se conseguiu enxergar mais longe, é porque estava vendo de cima dos ombros de gigantes que o precederam. Chesterton, por sua vez, escreveu em O Defensor: “Ora, pareceu-me injusto que a humanidade se ocupasse perpetuamente em chamar de más todas aquelas coisas que foram boas o suficiente para tornar outras coisas melhores, em eternamente chutar a escada pela qual subiu. Pareceu-me que o progresso deveria ser algo mais além de um contínuo parricídio; portanto, investiguei os montes de entulho da humanidade e encontrei tesouros em todos”. A tabela abaixo exemplifica isso muito bem. Nela, podemos comparar teorias e descobertas científicas consideradas “modernas” e constatar que elas já eram conhecidas na antiguidade.

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Carl Sagan sobre a quarta dimensão

Este vídeo é um trecho da série de documentários Cosmos, de Carl Sagan. Aqui ele explica muito didaticamente o que seria para nós uma quarta dimensão do espaço.

Entrevistas com Newton da Costa

O professor Newton da Costa, um dos mais iminentes cientistas do nosso tempo e um dos lógicos e matemáticos brasileiros de maior projeção internacional, foi entrevistado pelo canal Itajubá em Foco, de Minas Gerais. Na ocasião, ele fala sobre vários assuntos, que vão desde a lógica paraconsistente até Deus e a religião.

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BÔNUS 1: Newton da Costa sobre Lógica e Direito

O professor Newton da Costa também foi entrevistado pelo canal do Tribunal Regional do Trabalho do Estado de Santa Catarina (TRT-SC). Na ocasião, ele fala sobre a relação entre a lógica e o Direito. Especialmente para os estudantes de ciências jurídicas, eis os vídeos:

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BÔNUS 2: Newton da Costa sobre a leitura

Uma campanha de incentivo à leitura criada pelo Colégio Medianeira, do Rio Grande do Sul, conseguiu entrevistar o professor Newton da Costa, um dos mais iminentes cientistas do nosso tempo e um dos lógicos e matemáticos brasileiros de maior projeção internacional. Ouça o que ele tem a dizer sobre o hábito da leitura.

Mapas mentais do trabalho científico

Quando a gente entra na graduação, demora um pouco para entender claramente como funciona o trabalho científico. O mapa mental abaixo ajuda bastante quem está começando na ciência. Em qualquer nível (da iniciação científica à tese de doutorado) e em qualquer área do saber, é basicamente isto que se espera de um bom pesquisador:

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Crédito da imagem: Sobrevivendo na Ciência.

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