Físicos e biólogos estão fazendo metafísica em plena era “pós-metafísica”, diz Cirne-Lima

Trecho de um artigo do filósofo e professor gaúcho Carlos Roberto Velho Cirne-Lima.

Na filosofia, o século 20 nasceu sob o impacto da destruição da metafísica; Deus está morto, proclamou Nietzsche, a razão está em cacos. Estamos numa era pós-metafísica. O positivismo lógico do Círculo de Viena, o atomismo de Bertrand Russel e a pluralidade dos jogos de linguagem de Wittgenstein fizeram da filosofia terra arrasada. Metafísica ou filosofia primeira, com queriam Aristóteles, os clássicos da Idade Média e do Idealismo Alemão, o vento do século a levou; sobrou apenas a Ética, a doutrina sobre o dever-ser.

Todas as demais disciplinas, antes filosóficas, se é que sobreviveram, devem ser colocadas lado a lado com a física, a química, a astronomia, a biologia, a linguística; lado a lado, em pé de igualdade, com a mesma dignidade e a mesma amplitude. Uma ciência universal que paire sobre as ciências particulares e as fundamente é algo, embora belo, obsoleto. Também o Deus de eras anteriores foi destronado e reduzido a mero produto da fértil imaginação humana; vivemos a era da secularização.

Onde a filosofia recua, porém, avançam os cientistas oriundos principalmente da biologia e da física. Os filósofos não ousam mais falar de metafísica, de filosofia primeira, mas os físicos estão aí a postular, a pesquisar e a construir uma Grand Unified Theory que deveria juntar numa só teoria válida para todo o universo a relatividade e a mecânica quântica. Eles falam abertamente de uma Theory of Everything, teoria sobre toda e qualquer coisa, ou seja, uma teoria geral do universo. Os físicos falam sem medo, escrevem sem maiores reservas, onde nós filósofos há mais de um século calamos.

Mais audazes que os físicos são ainda os biólogos, que elaboraram uma General System Theory; em cima desta e com os mesmos pressupostos neoplatônicos surge agora a Complexity Theory, as teorias sobre Artificial Life, as teorias sobre sistemas evolutivos complexos, etc. Físicos e biólogos querem, sim, desenhar uma ciência que explique não apenas áreas particulares do saber, mas a totalidade do universo; eles estão fazendo metafísica em plena era pós-metafísica.

Viagra para o cérebro

viagra-cerebroÉ assim que usuários se referem às pílulas que prometem turbinar o raciocínio, a memória e o aprendizado. Saiba mais na reportagem abaixo, publicada na revista Época.


Imagine tomar uma pílula e ser capaz de estudar a noite inteira sem sentir sono nem se distrair. Ou, com outra pílula, tornar-se mais criativo e destacar- se entre os colegas de trabalho. Pois é exatamente isso que uma nova geração de suplementos promete: um atalho para o sucesso ao turbinar a memória, afiar o raciocínio e aprimorar a capacidade de atenção. Entre quem usou e resolveu contar a experiência na internet, as pílulas ganharam o apelido de “viagra cerebral”, uma referência ao medicamento que revolucionou o mercado ao tratar a impotência sexual masculina. Os ingredientes que prometem prodígios cerebrais são velhos conhecidos da indústria farmacêutica: vitaminas e estimulantes naturais, como a cafeína. Agora, combinações dessas substâncias foram agrupadas em cápsulas, produzidas por pequenas empresas, interessadas no apetite de estudantes e jovens profissionais por soluções miraculosas. Faltam estudos sobre a eficácia dessas combinações e seus possíveis efeitos colaterais. Vale a pena assumir o risco e apostar nas pílulas?

Nos Estados Unidos, esse tipo de suplemento virou uma febre. Em vídeos na internet, centenas de usuários relatam suas experiências. Discutem as vantagens de cada uma das combinações com o mesmo entusiasmo e dedicação com que halterofilistas falam de novos produtos para aumentar os músculos. “São fisiculturistas do cérebro”, diz o pesquisador Sean Duke, da Universidade Trinity, na Irlanda. “Eles querem aumentar as capacidades mentais como os halterofilistas desejam melhorar o corpo”, compara.

A mais nova sensação desse universo anabolizado é um suplemento chamado OptiMind, lançado em junho. Ele foi criado pelos americanos Lucas Siegel, de 23 anos, e Timothy West, de 21, depois da morte de um colega de faculdade que usara uma quantidade excessiva de medicamentos tarja preta para afastar o cansaço e aumentar a concentração. “Essa experiência trágica nos inspirou a criar um produto seguro, que ajudasse os estudantes a manter a concentração sem se preocupar com riscos para a saúde”, diz West, que trabalha como chefe de vendas da empresa AlternaScript, que produz o OptiMind. O produto mistura estimulantes, vitaminas e moléculas de proteína; e promete aumentar a disposição física e aprimorar a memória e a concentração. West diz tomar dois comprimidos por dia e jura que não há perigo para a saúde.

O OptiMind não é o único suplemento desse tipo no mercado. Nos EUA, há pelo menos 20 produtos à venda pela internet. O AlphaBrain, produzido pela empresa Onnit, é popular entre jogadores de pôquer, para aprimorar o foco e diminuir o estresse. Cada pílula contém 11 substâncias. Os fabricantes estão de olho num público que já buscava esses efeitos, mas tinha de recorrer ao uso ilegal de remédios controlados. Algumas das substâncias favoritas desse público eram drogas para o Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Pessoas com esse diagnóstico costumam ser desatentas, inquietas e impulsivas. Os remédios, prescritos por médicos, são usados para manter esses sintomas sob controle. Sem receita, eles são usados por pessoas saudáveis que querem melhorar sua capacidade de concentração – ainda que não haja nenhum consenso médico atestando que são eficazes nessa situação.

As drogas costumam ser vendidas clandestinamente, pela internet, por pessoas que conseguiram uma receita ou o remédio com amigos. Há quem tente enganar o médico. “Precisamos ficar atentos com pessoas que simulam os sintomas para conseguir uma receita”, diz o psiquiatra paulistano Mario Louzã. É exatamente nesse nicho que os novos suplementos fazem sucesso. Os entusiastas não precisam recorrer a estratégias ilegais para ter acesso às drogas que procuram. Nos EUA, os novos coquetéis podem ser comprados livremente na internet, sem receita, porque foram considerados como “suplementos alimentares” pela agência que regula medicamentos, a FDA.

A venda sem receita não significa que as novas fórmulas sejam isentas de riscos. Faltam estudos para provar sua segurança. “É possível que, no futuro, pesquisas sugiram que esses suplementos podem causar algum grau de dependência, como já aconteceu com a nicotina e a cafeína”, afirma o pesquisador Mitul Mehta, do King’s College, em Londres. Outra possibilidade é que as fórmulas prejudiquem áreas do cérebro ligadas a outras funções. Pode ser um risco muito grande, considerando que os efeitos desejados pelos consumidores também não foram comprovados cientificamente. “Há a possibilidade de que a melhora do rendimento seja apenas placebo e autossugestão”, afirma a psicóloga Denise Barros, que estudou essas substâncias em seu doutorado na UERJ.

Os brasileiros entusiasmados com os novos suplementos devem conter a empolgação. Eles podem até ser importados de outros países, mas apenas para uso pessoal. Não podem ser distribuídos comercialmente no Brasil. Para isso, precisam ser aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por ora, não há nenhum pedido de fabricantes ou importadores para regulamentar os produtos no país. O jeito é confiar na velha fórmula da inteligência: alimentação equilibrada, sono em dia e muita dedicação para estudar. Costuma dar trabalho, mas é infalível.

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Como manter seu cérebro jovem

Dicas de Cristiane Segatto publicadas na revista Época.

A capacidade de armazenar informações pode ser comparada ao desempenho de um atleta. É na juventude – entre os 20 e os 30 anos – que a memória costuma estar em sua melhor forma. Depois dos 50, a maioria das pessoas começa a notar falhas aqui e ali. Trata-se de um processo normal, lento e gradativo, que começa décadas antes. Não é, necessariamente, sinal de doença grave. Com o passar dos anos, fica mais difícil lembrar algumas informações ou reter novas memórias. Outras continuam acessíveis como sempre estiveram. É por isso que um idoso é capaz de contar histórias da infância, em mínimos detalhes, mesmo quando não lembra onde colocou as chaves de casa.

Quando as falhas se tornam frequentes, muitos idosos e familiares procuram exercícios, suplementos alimentares ou fórmulas mágicas para estimular a memória. Existirá alguma? Ler, talvez? Tocar piano? Resolver exercícios mentais pelo computador? Sozinha, nenhuma dessas atividades basta. O importante é diversificá-las. Desde 2000, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) acompanham mais de 2 mil moradores paulistanos. Todos têm mais de 60 anos. Alguns já passaram dos 100. “Os que envelhecem bem fazem de 5 a 7 atividades diferentes por dia”, diz Yeda Duarte.

Sem estímulos novos, diminui a capacidade natural que o cérebro tem de criar conexões alternativas entre os neurônios – algo que compensa, ao menos em parte, a perda dessas células nervosas na velhice. Com pequenas adaptações,  atividades cotidianas podem trazer benefícios. Quem é destro submeterá o cérebro a um belo treino se começar o dia escovando os dentes com a mão esquerda (ou vice-versa). Outra boa providência é desligar o GPS do carro e se aventurar por um caminho diferente. Desde, é claro, que isso seja feito em segurança. Vale considerar também as vantagens da terapia do dinheiro curto. “Ir às compras com o orçamento apertado é um excelente exercício”, diz o médico Edson Amaro Jr., coordenador científico do Instituto do Cérebro do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. É preciso andar de loja em loja (atividade motora), comparar preços (raciocínio), registrar mentalmente as ofertas (memória), prever os gastos (planejamento), interagir com os vendedores (comunicação) e ler nos olhos deles a intenção de cada um (empatia) para conseguir negociar.

Mexer o corpo é fundamental. “Atividade física é muito mais importante para o cérebro do que fazer palavras cruzadas”,  diz Amaro. Os músculos dos sedentários perdem volume. Essa condição, comum na velhice, aumenta o risco de quedas. O prejuízo vai além das fraturas. Uma alteração na capacidade de interagir com o meio pode provocar a perda das funções cognitivas. A consequência pode ser dramática: mudança na conexão entre os neurônios, perda de volume de algumas regiões cerebrais e uma degeneração irreversível, como o Alzheimer. Por enquanto, os medicamentos disponíveis apenas retardam a progressão da doença. A maioria das pessoas que apresentam  sintomas depois dos 65 anos não tem histórico familiar. A genética pode ser responsável por um pequeno número de casos. Alguns genes aumentam o risco de desenvolvimento do Alzheimer. Mas seu peso é relativo. “A alteração genética não é determinante”, diz o pesquisador Michel Naslavsky, do Centro de Estudos do Genoma Humano, da USP. “Outros componentes favorecem o aparecimento da doença, como o AVC e até outros fatores genéticos ainda desconhecidos”, afirma. Em menos de 5% dos casos, os genes não apenas aumentam o risco, mas causam a doença. Nessas famílias, o Alzheimer acomete gerações. Em geral, precocemente. Com exceção dessas pessoas, diminuir o risco de declínio cerebral é algo que está ao alcance da maioria. O que protege contra o Alzheimer não é ter mais neurônios – e sim ter mais conexões entre eles. Nunca é tarde para criá-las.


Como aumentar a sua inteligência

Artigo de Adonai Santanna, professor de matemática da UFPR.

Esta postagem se refere àquilo que psicólogos cognitivos chamam de inteligência fluida, a capacidade de aprender novas informações, mantê-las em nossos cérebros e usar este novo conhecimento para resolver problemas e desenvolver novas habilidades. O texto abaixo é baseado em uma palestra ministrada por Andrea Kuszewski na Universidade Harvard em 2010. Veja uma versão escrita e detalhada desta palestra aqui. As técnicas relatadas na palestra permitiram, entre outros resultados, aumentar o QI de uma criança autista de 80 para 100 pontos, em três anos. Por conta de uma propriedade cerebral chamada de neuroplasticidade, é possível aumentar significativamente a inteligência fluida de qualquer pessoa. Aqui estão as atividades que Kuszewski aponta como fundamentais para o desenvolvimento da inteligência fluida:

1. Buscar novidades: Os grandes gênios sempre tiveram múltiplos interesses intelectuais. Estagnar o cérebro em uma única área do conhecimento ou atividade intelectual é uma péssima ideia. É fundamental a abertura para novas experiências. Aquilo que é novo para o seu cérebro desencadeia novas conexões sinápticas, aumentando a atividade neuronal. Além disso, novidades ativam a dopamina, um neurotransmissor que, entre outras coisas, aumenta a motivação. Ou seja, a busca por novidades estimula a própria busca.

2. Enfrentar desafios: Existe vasta literatura sobre o papel de jogos para melhorar a inteligência, mas ela geralmente carece de fundamentação científica. Jogar tetris pode melhorar temporariamente certas habilidades cognitivas. Mas uma vez que o jogador domine o jogo, persistir com tetris inevitavelmente resultará em queda de atividade cerebral. Desafios precisam ser renovados. Ou seja, deve haver uma incessante busca por problemas. Quanto mais difíceis de serem resolvidos, melhor. Caso contrário, sua atividade cerebral diminuirá e sua inteligência será comprometida.

3. Pensar criativamente: Ao contrário do que diz a crença popular, criatividade envolve ambos os hemisférios do cérebro, não apenas o direito. Criatividade nada tem a ver com produção artística, mas com cognição criativa. Cognição criativa envolve a associação entre ideias aparentemente distantes, intercâmbio entre formas tradicionais e formas atípicas de pensamento, e a geração de ideias originais que sejam adequadas para as atividades que você exerce. Resolver problemas de matemática, por exemplo, apelando apenas para analogias com o mundo real, é o mesmo que matar a criatividade.

4. Seguir o caminho mais difícil: A tecnologia tem tornado o mundo mais eficiente, permitindo que as pessoas tenham mais tempo para se concentrar naquilo que é realmente importante. Certo? Errado. O emprego sistemático de GPS, por exemplo, piora a noção de localização espacial das pessoas. Mas nem todas as novas tecnologias são nocivas para o intelecto humano, ainda que compensações sejam necessárias. Faça contas sem usar calculadoras. Siga para um destino desconhecido sem usar GPS. Escreva textos impecáveis sem usar corretores ortográficos; e reescreva esses textos, para que fiquem realmente atraentes. Leia textos em idiomas estrangeiros sem usar tradutores. Faça sua própria comida. John Kennedy disse, no mais belo discurso que já ouvi: “Nós iremos para a Lua não porque é fácil, mas porque é difícil”.

5. Formar redes sociais: Não importa se suas redes sociais operam via Facebook ou contato pessoal. O fato é que a condição humana é de caráter social. Coloque a cara para bater. Exponha suas ideias. Mantenha contato com quem sabe muito mais do que você; é preciso aprender. Mantenha contato com quem sabe muito menos do que você; é preciso ensinar. Mantenha contato com aqueles que pensam como você, mas também com aqueles que pensam diferente. Troque ideias sobre ciência, educação, música, cinema, teatro, história, religião, vida. Uma vida social rica é fonte de novidades, é a oportunidade de encontrar desafios, é a inspiração para soluções criativas. Mas vida social rica não se traduz na forma de quantia de pessoas, porém na forma de diversidade de visões.

Três teoremas científicos que você provavelmente aprendeu errado na escola

A ciência avança mais rápido do que os livros didáticos. Por isso, frequentemente eles ficam desatualizados. São inúmeros os exemplos de teoremas ou teorias científicas que já estão desatualizadas há bastante tempo, mas que ainda são ensinadas nas escolas. Escolhi aqui apenas três exemplos clássicos para ilustrar isso.


Os cinco sentidos

sentidos-corpoVisão, audição, tato, olfato e paladar. O clássico quinteto existe, mas você já ouviu falar em propiocepção? É nossa capacidade de saber onde está cada parte do corpo, sem precisar ver ou tocar. Dor e temperatura, outros sentidos óbvios, ficam na pele, mas não tem nada a ver com tato. Equilíbrio fica na orelha interna, mas não é audição. Você também tem sensores diferentes para notar que o pulmão, bexiga, estômago e intestinos estão cheios e percebe quando seu sangue está com pouco oxigênio, quando prende a respiração. Temos até mesmo um GPS no nariz. Então, quantos sentidos existem? Na verdade, não é tão fácil assim definir o que é um sentido. Podemos chamar nossa percepção da passagem do tempo, sem nenhum órgão associado a ela, de sentido? No fim, há quem fale em mais de 20 sentidos. A certeza é que são mais de cinco.


As cores primárias

coresSegundo as aulinhas de educação artística, misturando amarelo, vermelho e azul, podemos obter todas as cores. E você não pode obtê-las misturando nenhuma outra cor. Pura balela. As verdadeiras cores primárias são ciano, magenta e amarelo. Simplesmente não dá para fazer qualquer cor com vermelho e azul; ao passo que dá para fazer azul com ciano e magenta, e vermelho com amarelo e magenta. Qualquer um que já recarregou uma impressora deve ter percebido: as tintas vêm nessas três cores, e não nas do guache com que você sujou os dedos na terceira série. Só que isso não é tudo. Essas são as cores primárias substrativas. Mas existe outro tipo de cores primárias, as aditivas. Quando a gente fala em tintas, misturá-las é remover cores. Como ensinado na escola, a luz branca contém todas as cores. Quando ela reflete num material pintado, volta com menos cores.

Quando você pinta uma parede branca de azul, o que está fazendo é impedir que ela reflita as outras partes do espectro luminoso. Misturando tintas, você reduz quais partes da luz branca são refletidas. O resultado é que, se você juntar as três cores primárias subtrativas, o resultado é preto, e não branco. O branco é a união de todas as cores de forma aditiva. E podemos produzir cores dessa forma emitindo luz. Se você acender uma luz vermelha e outra verde, o resultado é amarelo, e não o marrom desagradável produzido ao se misturar tintas. Isso porque estamos ampliando o espectro luminoso ao adicionar mais partes dele à uma emissão de luz. Dessa forma, as cores primárias aditivas são azul, vermelho e verde. De fato, é assim que seus olhos funcionam: eles tem receptores para essas três cores. As cores primárias erradas vem da Renascença, quando os pigmentos eram limitados. Desde o século 19 sabemos que não é assim.


Os estados da matéria

estados-aguaSólido, líquido e gasoso, certo? Mas o que dizer do plasma, em que os elétrons se separam de seus núcleos, criando algo que parece gás, mas conduz eletricidade e pode ser controlado por campos magnéticos? Ou o cristal líquido, com propriedades tanto de sólido quanto de líquido, que também está na sua TV, mas não nos livros didáticos? E ainda o superfluido, um material que tem zero viscosidade, e corre para cima quando posto num recipiente? Assim como no caso dos sentidos, existem muitos outros estados da matéria. A maioria deles só existe em condições raras e extremas, observados apenas em laboratório. Então, para simplificar, lembre-se pelo menos do plasma, que é comum, existe na natureza e é fácil de explicar: basta aquecer qualquer gás imensamente ou expô-lo a uma grande corrente elétrica.

Com informações de: Superinteressante.

10 fatos curiosos sobre os sonhos

Os sonhos são uma das experiências mais misteriosas e interessantes das nossas vidas. As histórias que vivemos durante o sono – que muitas vezes parecem ser reais – intrigam especialistas e curiosos. Na busca de explicações para esse fenômeno, descobriu-se uma série de curiosidades que vale a pena compartilhar. Veja abaixo uma lista com 10 fatos curiosos sobre os sonhos, compilados pelo blog Mega Curioso:

1. Todo mundo sonha, inclusive cegos: Se você acha que não sonha, é porque não consegue se lembrar dos seus sonhos. Com exceção de pessoas com distúrbios psicológicos extremos, todo mundo sonha, inclusive cegos. Pessoas que ficaram cegas podem ver imagens durante os sonhos. Já as que nascem cegas não enxergam nada, mas possuem sonhos igualmente vívidos envolvendo os outros sentidos.

2. Animais também sonham: Estudos realizados com diversos animais mostraram que eles apresentam a mesma frequência de ondas cerebrais que os humanos durante o sono. Se você quiser ver isso acontecendo de perto, assista a um cão ou gato dormir por alguns minutos. É comum flagrar esses animais movendo as patas como se estivessem correndo e fazendo sons como se estivessem caçando algo em seus sonhos.

3. Sonhamos em média 4 a 7 vezes por noite: O sonho acontece na fase REM, período que corresponde de 20% a 25% do período que estamos dormindo. Portanto, se descansarmos aproximadamente 8 horas por dia, permanecemos nessa fase entre um hora e meia e duas horas diariamente. Esse momento é caracterizado pelo movimento rápido dos olhos e pela atividade cerebral semelhante à quando estamos acordados. Em média, é possível ter de 4 a 7 sonhos em uma única noite, cada um com duração de 5 a 20 minutos. Uma pessoa normal passa, em média, 6 anos da sua vida sonhando.

4. Esquecemos 95% dos sonhos: Já percebeu como é difícil se lembrar de um sonho? Isso acontece porque costumamos esquecer a metade do sonho apenas 5 minutos depois de acordarmos. E após 10 minutos, você já esqueceu cerca de 90% do que sonhou. Se você for acordado durante o sono REM, no entanto, tem mais chances de lembrar do sonho mais vividamente do que quando acorda naturalmente pela manhã.

5. Todos os rostos são conhecidos: Nosso cérebro não é capaz de inventar rostos. Se algum estranho aparecer nos seus sonhos, saiba que você já viu esse rosto antes. Todas as feições com as quais sonhamos são de pessoas reais, quer você se recorde delas ou não. Como temos contato com milhares de pessoas ao longo da vida, nosso cérebro tem um repertório enorme de personagens para incrementar suas histórias.

6. Nem todo mundo sonha em cores: Sabe-se que 12% das pessoas com visão normal sonham exclusivamente em preto e branco. Para o restante, as imagens são sempre coloridas. Curiosamente, estudos realizados entre 1915 e 1950 apontavam que a maior parte das pessoas sonhava em preto e branco, mas isso começou a mudar a partir da década de 1960. Atualmente, apenas 4,4% dos sonhos de pessoas com menos de 25 anos são em preto e branco. Pesquisas recente acreditam que isso seja um reflexo da modernização do cinema e da televisão que passaram a ser exibidos em cores.

7. Estímulos externos invadem os sonhos: É comum que nosso cérebro interprete os estímulos externos que recebemos durante o sono e faça com que eles participem dos sonhos. Isso explica porque o som do seu despertador pode ser interpretado como uma sirene que toca no meio de um sonho, mas nada mais é do que a incorporação desse estímulo sonoro. Esse fenômeno é tecnicamente chamado de “incorporação”. Um exemplo similar ocorre quando você sente sede ou vontade de urinar no mundo real enquanto dorme e isto é transportado para o sonho. A maioria das crianças urinam na cama por causa de incorporação: estão com a bexiga cheia, sonham que estão apertados e urinam no sonho ao mesmo tempo em que molham a cama. Pessoas com sede durante o sono relatam tomar copos de água dentro do sonho para, minutos depois, ficar com sede e tomar outro copo. O ciclo se repete até que a pessoa acorda.

8. Homens, mulheres e crianças sonham diferente: É estranho, mas cerca de 70% dos personagens dos sonhos dos homens são outros homens. As mulheres, por outro lado, costumam apresentar um equilíbrio entre personagens homens e mulheres em seus sonhos. Além disso, homens têm comprovadamente mais sonhos eróticos do que as mulheres. Já as crianças não sonham sobre si mesmas até aproximadamente os 3 anos. À partir desta idade, elas têm muito mais pesadelos do que os adultos até completar 7 ou 8 anos. Muitas sofrem de terrores noturnos e acordam gritando.

9. Sonhos recorrentes e sonhos lúcidos: Algumas pessoas têm sonhos recorrentes. Trata-se do mesmo sonho que se repete durante longos períodos de tempo. Geralmente possui aspectos de pesadelo e pode ser causado por estresse pós-traumático. Um sonho lúcido, por sua vez, é aquele em que você está consciente de que está sonhando, mesmo estando realmente dormindo. Durante essa experiência, você pode direcionar ou controlar o conteúdo do sonho. Aproximadamente metade de nós pode lembrar da experiência de um sonho lúcido. Alguns indivíduos podem ter sonhos lúcidos com bastante frequência.

10. Alguns sonhos são universais: Os sonhos normalmente são influenciados por experiências pessoais, mas certos temas são muito comuns em todas as culturas. Por exemplo, pessoas de todo o mundo frequentemente relatam a desconfortável sensação estar sendo perseguidas, fugindo, sendo atacadas ou despencando em queda livre. É muito comum também a sensação de tentar correr e não conseguir sair do lugar, sentir-se congelado e incapacitado de se mexer. Outras experiências comuns incluem eventos escolares, como estar sempre atrasado ou despreparado para um prova importante, sair de casa sem roupa e estar nu em público.

Graduados – documentário completo

Dividido em três episódios, o documentário a seguir mostra o dia a dia de brasileiros que estudam nas melhores universidades do mundo, como as americanas Harvard, Princeton Yale. O documentário revela a rotina desses jovens que apostaram na aventura do conhecimento em um país estrangeiro, em busca da excelência acadêmica.


Conheça a rotina da Universidade Harvard

Assista abaixo uma série de três reportagens sobre como é o dia a dia numa das melhores universidades do mundo: a americana Harvard.


Universidades de ponta têm menos aulas
e mais tempo livre para estudo

A maioria dos estudantes brasileiros de graduação que foram estudar em universidades de ponta pelo programa Ciência sem Fronteiras do MEC conta que estranhou a quantidade reduzida de aulas das instituições estrangeiras. Um estudante de uma universidade como Harvard, considerada a melhor do mundo, tem em média 15 horas-aula por semana. Para comparar, quem faz engenharia na USP tem quase três vezes mais aulas. A filosofia de universidades como Harvard é que cada hora de aula demanda em média uma hora extra de estudos e leituras do aluno. Além disso, a universidade espera que o aluno se envolva em atividades de pesquisa, empresas-júnior, trabalho sociais e culturais e que pratique esportes. Com tudo isso, a formação fica completa e a grade fica cheia. Enquanto isso, o aluno da USP mal consegue ter tempo para estudar para as disciplinas obrigatórias porque as aulas tomam o dia inteiro. Essa questão é comumente abordada pelos gestores do Ciência sem Fronteiras. Na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que neste ano aconteceu em Recife, o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, discutiu o assunto e defendeu a redução da grade obrigatória de aulas. O problema, de acordo com Guimarães, é fazer com que as universidades brasileiras topem essa redução.

Fonte: Abecedário.

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