Soltas pelo Papa, pombas “da paz” são violentamente atacadas por outras aves

Neste domingo (26), durante a tradicional celebração do Ângelus, na Praça São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco, junto com duas crianças, soltou duas pombas brancas da janela do Palácio Apostólico, num gesto simbólico pela paz mundial. Segundos após alçar voo, porém, as pombas foram violentamente atacadas em pleno ar por um corvo e uma gaivota. Dezenas de milhares de pessoas viram a gaivota agarrar-se à cauda de uma das pombas, enquanto o corvo bicava repetidamente outra. A pomba atacada pela gaivota só perdeu algumas penas; mas a outra, perseguida pelo corvo, levou muitas bicadas e não se sabe o seu destino. Muitas pessoas presentes no local interpretaram este insólito acontecimento como sendo um mau prenúncio de que tempos de guerra virão. O ataque foi flagrado por um fotógrafo da agência de notícias britânica Reuters. Veja a sequência dessa “batalha aérea” nas fotos abaixo e depois tente responder: Sinal dos tempos ou apenas uma coincidência muito cômica?

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Durante homilia, Papa Francisco declara sua crença na doutrina da salvação universal

Durante homilia na missa da última quarta-feira (22) no Vaticano, o papa Francisco surpreendeu o mundo ao declarar sua crença na doutrina da salvação universal, a qual defende que, independente de qualquer coisa, toda a humanidade será salva no Juízo Final, inclusive os ateus. Ele enfatizou a importância de “fazer o bem” como um princípio que une toda a humanidade, e uma “cultura de encontro” para “apoiar a paz”. Em determinado momento do sermão, o papa proferiu as seguintes palavras:

“O Senhor nos criou à sua imagem e semelhança, e todos somos imagem do Senhor. Ele faz o bem e deu a todos esse mandamento em nossos corações: façam o bem e não o mal. Devemos fazer o bem uns aos outros. (…) O Senhor redimiu a todos pelo sangue de Cristo: todos nós, não apenas católicos. ‘Mas, padre, os ateus também?’ – Todos! ‘Mas eu sou ateu, padre. Eu não acredito…’ – Faça o bem: nos encontraremos lá!”.

Respondendo à homilia do líder da Igreja Católica Romana, o padre James Martin escreveu em um e-mail ao The Huffington Post: “O papa Francisco diz, mais claro do que nunca, que Cristo se ofereceu como um sacrifício por todos. Essa sempre foi uma crença cristã. No entanto, raramente você ouve isso ser dito por católicos com tanta força, e com tão evidente alegria. E nessa época de controvérsias religiosas, é um lembrete oportuno que Deus não pode ser confinado a nossas estreitas categorias”.


Relatório do Vaticano conclui que judeus
não precisam de Cristo para serem salvos

Como resultado de uma longa investigação realizada por teólogos do Vaticano, a Igreja Católica Romana publicou um relatório no qual conclui oficialmente que os judeus não precisam se converter a Cristo para garantir a salvação eterna. O material, elaborado pela “Comissão para as relações religiosas com os judeus”, também afirma que a Igreja não deve procurar ativamente converter judeus ao cristianismo, postura que já era defendida pelo Papa emérito Bento XVI. Essa era uma questão que prejudicava, segundo eles, as relações diplomáticas e ecumênicas entre as duas religiões. “Embora os judeus não creiam em Jesus Cristo como o redentor universal, eles têm direito à salvação porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis”, conclui o relatório.

Essa posição está sendo interpretada diplomaticamente, como uma tentativa do Vaticano de minimizar o efeito de séculos de ensino antissemita, que na Idade Média justificou a perseguição e até a morte de judeus. Desde o Concílio Vaticano II, em 1965, a Igreja Católica não atribui mais a responsabilidade pela crucificação de Cristo à “comunidade judaica”, destacando ainda o que chama de herança compartilhada das duas religiões. As relações ecumênicas entre as duas religiões já foram tratadas em outro relatório, de 1998, no qual essa mesma comissão conclamou os católicos a se arrependerem por não terem feito mais para impedir o Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial e recriminou o silêncio da Igreja como instituição na época do horror nazista.

A crença de que o único caminho para a salvação é através da fé em Cristo é um princípio fundamental do cristianismo. Desde o surgimento da igreja primitiva, liderada pelos apóstolos, os cristãos ensinam que é somente graças à morte e ressurreição de Cristo que as pessoas têm oportunidade de salvação. Quando teólogos católicos afirmam que determinada classe de pessoas – os judeus – são tratados de maneira diferente, é natural que isso gere muita polêmica em todo o mundo, como de fato está acontecendo.

Com informações de Jews News e Gospel Prime.

A história de 7 papas nada santos

Com todo respeito aos católicos, devo lembrar que as histórias narradas abaixo são verdadeiras e assumidas pelo próprio Vaticano, que não tem mais interesse em escondê-las, antes as confessa como erros históricos que não devem ser repetidos. Dispostas em ordem cronológica, algumas dessas histórias envolvem crimes e orgias.

PAPA ESTEVÃO VI (896-897) – Essa talvez a seja a história mais macabra dessa lista. Provavelmente o mais desequilibrado de todos, o papa Estevão VI queria de todo jeito se vingar de seu predecessor, o papa Formoso, por achar que tinha sido injustiçado por ele. Porém, seu inimigo já estava morto. Estevão então ordenou que o cadáver de 9 meses fosse exumado, vestido com vestes sagradas papais e apoiado em um trono para ser julgado por seus crimes. Um diácono respondeu em nome do falecido. Estevão se enfureceu e jorrou acusações no defunto, por achar que ele recebeu injustamente o título de papa. O cadáver perdeu o julgamento, e Estevão declarou que ele foi um papa vazio. Ele, então, cortou seus 3 dedos usados para dar bênçãos e ordenou que o corpo fosse retirado de suas vestes e despejado em um cemitério para estrangeiros. Logo após esse episódio, um terremoto atingiu Roma, destruindo a basílica papal. O cadáver foi desenterrado mais uma vez e atirado em um rio. Algumas pessoas compassivas o “pescaram” e deram a Formoso um enterro mais adequado. No entanto, o julgamento macabro voltou a assombrar Estevão, pois os danos do terremoto foram tomados como um sinal de Deus. Tumultos e multidões que apoiavam Formoso prenderam Estevão em um calabouço, onde mais tarde ele foi encontrado estrangulado.

PAPA JOÃO XII (955-964) – Alcançando o título de papa aos 18 anos, João XII foi rapidamente considerado preguiçoso e infantil. Acusações mais severas partiram de sacerdotes e autoridades da igreja, que alegaram que ele invocava demônios, assassinava e mutilava pessoas, incendiava casas e participava de jogos de azar. Também afirmaram que ele “transformou o palácio papal em um bordel”, cometendo adultério com muitas mulheres, além de 2 viúvas, sua própria sobrinha e a namorada de seu pai. Seu reinado como papa terminou nos seus 20 e poucos anos, quando ele morreu de um derrame, enquanto estava supostamente na cama com uma mulher casada.

PAPA BENTO IX (1032-1048) – Até mesmo outros religiosos não pouparam críticas severas a essa figura. Bento IX ganhou poder e riqueza em uma idade precoce, aos 20 anos, como resultado de laços de sua família com a igreja. Ele herdou o título de papa por ser sobrinho do papa João XIX. Ele rapidamente desenvolveu uma imagem de “cruel e imoral”. O Papa Victor III escreveu sobre Bento IX: “…cometia estupros, assassinatos e outros atos indescritíveis. Sua vida como papa foi tão vil, tão má, tão execrável, que eu estremeço só de pensar nisso”. São Pedro Damião tinha coisas similares a dizer de Bento IX, descrevendo-o como “banquete de imoralidade” e “um demônio do inferno sob o disfarce de um padre”, que organizava orgias patrocinadas pela igreja e participava regularmente de bestialidades. Em seu último ato de corrupção como papa, Bento IX decidiu que queria se casar, e vendeu seu título para seu padrinho por 680 kg de ouro.

PAPA ALEXANDRE VI (1492-1503) – Alexandre VI teve várias amantes, incluindo Giulia Farnese (conhecida como Júlia, a Bela), e teve numerosos filhos ilegítimos com a antiga amante Vannozza dei Cattani (que era casada na época). Seus caminhos hedonistas eram tão descarados que, mesmo com o crime e a violência tomando as ruas de Roma, o papa ocupou-se com comédias, banquetes pródigos e bailes – todos pagos com fundos da igreja católica. Surgiram até mesmo boatos de que o papa organizava orgias.

PAPA JÚLIO II (1503-1513) – Júlio II tinha várias amantes e, pelo menos, uma filha ilegítima (algumas fontes indicam que ele tinha 2 outras filhas, que morreram durante a infância). Em 1511, o conselho fez acusações de atos sexuais indecentes contra ele, alegando que ele era “um vergonhoso sodomita coberto de úlceras”. Embora fosse um fã de artes e esculturas antigas, Júlio também teria forçado Michelangelo a concluir a Capela Sistina antes do tempo que o artista pediu. Segundo registros, Michelangelo nunca chegou a terminar o túmulo do papa Júlio, após ele ter morrido.

PAPA LEÃO X (1513-1521) – Leão X era estritamente contra a Reforma Protestante, movimento inspirado pelos argumentos de Martinho Lutero contra os métodos inescrupulosos da igreja para arrecadar dinheiro das pessoas. O Papa Leão X não só permitia, como incentivava os fiéis a pagarem por seus pecados – literalmente. O líder religioso colocava preços nos pecados dos outros e obrigava-os a dar-lhe dinheiro em troca de sua absolvição. E sim, ameaçava os fiéis de que suas almas iriam para o inferno, caso eles não pagassem em dinheiro pelos seus pecados.

PAPA CLEMENTE VII (1523-1534) – Apesar de ser indiferente à Reforma Protestante, o papa Clemente VII ficou mais conhecido por outro motivo: estava sempre disposto a mudar seu ponto de vista político para coincidir com o de quem tinha mais poder e riqueza no determinado momento. Ele trafegou entre alianças com a França, a Espanha e a Alemanha, embora tenha se inclinado para as forças políticas francesas antes de sua morte em 1534. Ele faleceu “misteriosamente” depois de comer um cogumelo venenoso. Como resultado de sua fidelidade oscilante, seus críticos, como Carlos V, o compararam a um pastor que tinha fugido do seu rebanho para retornar como um lobo.

Fonte: Live Science.

Papai Noel existe?

Existem cerca de 2 bilhões de crianças no mundo. Porém, como o Papai Noel não visita crianças das religiões judaica, muçulmana, budista e hindu, isso reduz o trabalho na noite de Natal para 32% do total, que dá cerca de 640 milhões de crianças. A uma taxa média de 2,5 crianças por lar, tem-se um total de 256 milhões de lares, considerando que haja pelo menos uma criança boazinha em cada lar. Graças à diferença de fuso-horário e à rotação da Terra, Papai Noel tem cerca de 36 horas de Natal para trabalhar – desde que ele viaje de leste para oeste, o que parece mais lógico. Para concluir todo o trabalho a tempo, ele teria que realizar algo em torno de 2 mil visitas por segundo.

Ou seja, para cada lar cristão com uma criança boazinha, Papai Noel teria cerca de 0,5 milionésimo de segundo para estacionar o trenó, saltar, descer pela chaminé (ou qualquer outro buraco), encher as meias, distribuir os presentes restantes embaixo da árvore, subir de volta pela chaminé, entrar no trenó e ir até a próxima casa. Considerando, para facilitar o cálculo, que cada um dos 256 milhões de lares estejam distribuídos uniformemente pelo mundo, estamos falando agora de aproximadamente 1,25 quilômetros por casa, o que dá uma viagem total de 320 milhões de quilômetros em apenas 36 horas. Isso significa que o trenó do Papai Noel move-se a uma velocidade média de quase 9 milhões de quilômetros por hora (mais de 7 mil vezes a velocidade do som).

O peso da carga no trenó é outro elemento interessante. Considerando que cada criança não receba nada mais do que um Lego médio, de mais ou menos um quilo, o trenó levaria algo em torno de 640 mil toneladas, sem contar o peso do bom velhinho. Uma rena média não puxa mais do que 136 quilos; isso significa que Papai Noel precisaria de quase 5 milhões de renas. Isso aumentaria a carga em mais 1,4 milhão de toneladas, já que uma rena pesa em média 300 quilos. Dois milhões de toneladas viajando a 9 milhões de quilômetros por hora resultaria numa enorme resistência do ar. O trenó se aqueceria da mesma maneira que um meteorito ao entrar na atmosfera da Terra. O primeiro par de renas explodiria em chamas quase que instantaneamente, explodindo as renas atrás delas e criando estrondos sônicos ensurdecedores em seu rastro. Todo o conjunto seria vaporizado em menos de 0,76 milésimo de segundo. Conclusão: se algum dia o Papai Noel realmente existiu, ele com certeza já está morto.


São Nicolau: o verdadeiro Papai Noel

Mesmo que o Natal tenha se tornado essa festa consumista, com o Papai Noel como figura proeminente, em substituição a Jesus, é interessante pesquisar as raízes do “bom velhinho” na cultura popular. Primeiro, é curioso ver como a nomenclatura varia de país para país, inclusive dentro do mesmo idioma, como acontece em Portugal, onde Papai Noel é conhecido como Pai Natal. Isto se justifica pelo fato de que Noël significa Natal em francês. A influência gaulesa se fez sentir também nos países hispânicos, que o chamam de Papá Noel, com a defasada exceção do Chile, que o chama de Viejito Pascuero.

Entretanto, é pelo idioma inglês que o nome Santa Claus remete à origem mais remota do Papai Noel. O personagem histórico que inspirou a criação do mito do bom velhinho foi Nicolau de Mira, também conhecido como São Nicolau de Bari, canonizado por católicos e ortodoxos, considerado o padroeiro da Rússia, da Grécia e da Noruega. A própria Lapônia, terra onde habitaria o Papai Noel, é uma região ártica que engloba parte dos territórios de Suécia, Noruega, Finlândia e Rússia. Só que São Nicolau de Mira nasceu mais ao sul, em Patara, hoje Demre, na Turquia, supostamente na segunda metade do século III, vindo a morrer no mesmo local em 6 de dezembro de 342 d.C.

O santo continua tão popular na Europa que, depois do alegado descobrimento, em 1993, de sua tumba na ilha turca de Gemile, o governo muçulmano da Turquia requereu formalmente à Itália, em 2009, a devolução dos restos mortais de Nicolau, que haviam sido levados a Bari em 1087, ainda na época das Cruzadas. No ano 2000, governo russo chegou a doar uma estátua de São Nicolau à cidade de Demre, mas em 2005 o prefeito da cidade trocou o pobre Nicolau de bronze por um Papai Noel de plástico (vermelho, é claro), de olho nos ganhos financeiros advindos do turismo. Os protestos russos não tardaram a ser ouvidos, mas o prefeito turco foi irredutível. Deixou Papai Noel no pedestal e retornou São Nicolau a uma esquina perto da igreja da cidade.

É difícil separar o que é lenda do que é real na vida de São Nicolau, mas o fato incontestável é que ele era muito popular no seu tempo. Conta-se, por exemplo, que ele teria ressuscitado três crianças vítimas de um macabro assassinato, além de ter convertido ladrões que queriam saquear a sua igreja. A mais famosa história que se conta a seu respeito é a de um pai muito pobre que não tinha como prover o dote para casar as três filhas. Nicolau, à noite, teria atirado três sacos de moedas de ouro e prata na casa da família pela chaminé, e assim salvou as moças de se tornarem prostitutas, o que fatalmente aconteceria caso não pudessem se casar. Por esse dado, histórico ou não, nota-se de onde vem boa parte da inspiração que, associada a pitadas de mitos germânicos e escandinavos, resultou na “invenção” folclórica do Papai Noel.

Já que o mito suplantou o personagem histórico, é bom voltar às origens e resgatar um pouco da vida de São Nicolau. Ele era muito religioso desde a mais tenra idade, e após perder os pais ainda muito jovem, em decorrência de uma epidemia, foi criado pelo tio, que também se chamava Nicolau e era bispo de Patara à época. O jovem Nicolau teria ido a Jerusalém, buscando se dedicar a uma vida eremita de oração, como era comum naqueles tempos, mas se convenceu de que deveria voltar a sua terra, onde seria mais útil ao Senhor. Foi assim que ele subiu paulatinamente na hierarquia eclesiástica e, por ocasião do Concílio de Niceia, em 325 d.C., foi um dos cerca de 300 bispos presentes para decidir questões cruciais que ameaçavam os rumos da ortodoxia da Igreja.

O tema mais disputado em Niceia foi a doutrina da trindade, combatida por Ário de Alexandria e seus seguidores. Conta-se que, enquanto Ário defendia que Jesus, o Filho, não era nem nunca havia sido igual (ou consubstancial) ao Pai, Nicolau ficou tão furioso que cruzou o recinto e, na presença do imperador Constantino, deu um tapa na cara do herege. O ato intempestivo teria causado profundo constrangimento no concílio, e Nicolau foi sumariamente despido de suas vestes episcopais. Lendas à parte, o fato é que, terminado o concílio, o arianismo foi derrotado e declarado anátema, consolidando-se o dogma da trindade, e Nicolau foi posteriormente restituído à sua posição de bispo.

Fonte: O Contorno da Sombra.

“O calendário cristão está errado”, diz papa

calendar_icon1O calendário cristão, baseado no ano de nascimento de Jesus, estaria atrasado devido a um erro de cálculo, afirmou o Papa Bento 16. As declarações estão na série de livros com 3 volumes chamada L’Infanzia di Gesu (“A infância de Jesus”), escrito pelo próprio Bento 16 e editado pela Casa Publicadora do Vaticano em parceria com a editora Rizzoli, da Itália.

Veja também: Sobre os nomes dos meses

Segundo o Papa, o cálculo do calendário cristão que é usado atualmente foi feito pelo monge Dionysius Exiguus, que havia errado em alguns anos. Essa afirmação do líder católico reforça a tese de estudiosos que afirmam que o nascimento de Jesus teria acontecido entre 4 e 6 anos antes da data conhecida atualmente. Essas não são as únicas afirmações polêmicas publicadas na trilogia de livros. Bento 16 também afirma que não haviam animais na manjedoura onde Jesus nasceu, e justifica dizendo que a Bíblia não menciona isso, e que os anjos nunca cantaram para os pastores anunciando o nascimento de Jesus. O livro deverá ser lançado em inglês em breve, com o título Jesus of Nazareth: The Infancy Narratives (“Jesus de Nazaré: narrativas da infância”).

Se Jesus não nasceu em 25 de dezembro,
por que o Natal é comemorado nesta data?

Na Antiguidade, povos pagãos realizavam o Natalis Solis Invicti, o “nascimento do sol invencível”, uma festa em homenagem ao deus persa Mitras. O Natalis, que podia ser celebrado entre 22 e 25 de dezembro, era realizado pelos pagãos nesse período porque é nele que acontece o solstício de inverno, o dia mais curto do ano. Em 354 d.C., a Igreja Católica, na figura do Papa Libério, cristianizou a festa pagã e começou a comemorar nela o nascimento de Jesus. Hoje, ele é celebrado nesse dia pelas Igrejas Católica, Anglicana e Protestantes. A Igreja Ortodoxa, que se baseia no calendário juliano, celebra o Natal em 7 de janeiro, quando o menino Jesus teria sido circuncidado.

Em entrevista à revista Mundo Estranho, o cientista da religião Carlos Caldas defende que, entre os estudiosos especialistas no assunto, é consenso que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro. O primeiro argumento é o climático e está na própria Bíblia, que confirma que Cristo nasceu em um período de recenseamento, no qual as pessoas deveriam viajar do campo às suas cidades de origem para se alistar. “Sendo o inverno de Israel tão rígido, como explicar esses deslocamentos? Também por causa do frio, não dá para imaginar um menino nascendo numa estrebaria”, disse o professor à publicação. Ao que tudo indica, Cristo nasceu entre março e novembro, quando o clima é menos rigoroso. E até sobre o ano de seu nascimento não há consenso. A maioria dos historiadores (e até o próprio papa Bento 16!) concordam que  Jesus teria nascido por volta do ano 7 a.C. Isso se deve a um erro de cálculo cometido pelo monge Dionysius Exiguus, que teria feito o calendário cristão que até hoje usamos no ocidente.

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