O real tamanho do continente africano

A cartografia é a ciência que estuda os mapas. Ela é essencial para o ensino da geografia. No século 3 a.C., Eratóstenes Hiparco construíram as bases da cartografia moderna, usando um globo como forma e um sistema de longitudes e latitudes. Pouco depois, Ptolomeu desenhou os mapas em papel com o mundo dentro de um círculo. Com a era dos descobrimentos, os dados coletados durante as viagens tornaram os mapas mais exatos. Após a descoberta do novo mundo, a cartografia começou a trabalhar com projeções de superfícies curvas em impressões planas. No início do século 20, iniciou-se um processo de críticas ao eurocentrismo relativo à projeção de Mercator, apresentada em 1589. Essa situação culminou, a partir de 1960, na mudança e troca de mapas (e demais projeções cartográficas) que refletiam essa distorção que beneficiava a Europa em detrimento às regiões como a África e a América do Sul. O apoio a essa questão foi tão forte que a ONU modificou todos os seus mapas distribuídos mundo afora.

mundi mercator

O problema da projeção de Mercator é que a Terra é um globo. Para gravar a superfície de uma esfera em um plano bidimensional e quadrilátero é preciso distorcê-la bastante. Perceba no exemplo acima que, quanto maior a latitude (proximidade dos pólos), mais “esticada” fica a representação da superfície terrestre. Nesse tipo de projeção, Alasca, Canadá, Groenlândia, Europa setentrional, Rússia e Antártida parecem muito maior do que realmente são. Repare que a Groenlândia parece ser praticamente do mesmo tamanho que a África, quando na verdade, sabe-se que o continente africano é 14 vezes maior que ela! Isso indica que às vezes não temos a real noção do tamanho do continente africano, por exemplo. Confira na imagem abaixo o tamanho real do continente africano comparado ao de vários países:

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Fonte: Contexto.

NOTA: A melhor maneira de representar (projetar) a superfície terrestre é num globo, já que a Terra é redonda. Quado se faz necessário representá-la toda em apenas duas dimensões (para imprimir num livro didático, por exemplo), a melhor técnica é a do planisfério tal como representado abaixo (com esse formato meio oval, e não como um retângulo). Clique na imagem para ver em tamanho maior.

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Em apenas 3 minutos, este vídeo resume mais de 6 mil anos de História da Europa

A Europa e o Oriente Próximo viram surgir algumas das mais brilhantes – e das mais perversas – formas de organização humana. Ao longo dos séculos, essas áreas foram cortadas e recortadas por fronteiras e limites que dividiram povos, línguas e culturas. O vídeo abaixo recupera mais de 6 mil anos da dinâmica geopolítica de boa parte dessa região e retrata a trajetória de territórios, impérios e nações, do nascimento à fragmentação e vice-versa, em igual frequência, num xadrez de permanente impermanência – uma ebulição que as crises, primaveras e conflitos atuais mostram continuar presente. Como estarão dispostas as peças desse tabuleiro daqui a 100 anos? Aliás, a interessante iniciativa bem poderia ser repetida nas Américas, para resgatar um pouco do passado do continente, em especial antes da chegada dos europeus.

Ex-advogado tatua mapa-múndi nas costas e colore países que conhece

tatoo1Até 2006, o americano Bill Passman, de 59 anos, nunca tinha tido um passaporte. Após acordar um dia e se perguntar o que havia acontecido com seu sonho de juventude de viajar muito, ele resolveu largar o emprego de advogado e começou a rodar o mundo. A prova da mudança de estilo de vida de Bill está em sua própria pele. Ele fez uma tatuagem com o contorno do mapa-múndi nas costas, e cada novo país visitado é preenchido com uma cor. O desenho está cada vez mais colorido: são 65 países até o momento. Sua primeira viagem foi à Tanzânia, na África, para subir o Monte Kilimanjaro. “Enfrentei os 5.895 metros de subida, e não foi fácil, especialmente para alguém vindo da Louisiana, onde não há montanhas”, contou Bill ao G1. Depois disso ele se demitiu do trabalho e, desde então, vem viajando pelo globo, e colorindo suas costas. Afirma que aprendeu a “mochilar” e, em 2011, lançou um livro com dicas para viajar barato.

Bill conta que esteve no Brasil em 2011 e visitou as cataratas do Iguaçu, Paraty, Rio de Janeiro, Natal e Manaus. Também fez um passeio de barco de 8 dias pela Amazônia. Nesta segunda-feira (26), ele parte para a Dinamarca e em seguida para a Rússia. Ele decidiu enfrentar o preenchimento do maior país do mundo na semana passada. “Aproveitei que eu tinha tempo e já havia comprado as passagens”, conta. O trabalho durou 2 horas, mais 40 minutos de retoques posteriores. Ele faz questão de dizer que a tatuagem é uma confirmação de sua paixão por viajar, mas não define seus destinos. “Não é meu plano visitar os países apenas para colorir minha tatuagem. Tanto que estive na Guatemala mais de 20 vezes, simplesmente porque eu gosto de lá”, diz. Mas Bill gosta tanto de conhecer lugares, pessoas e culturas que seu tatuador deve continuar bastante ocupado. “Vejo muitas cores na minha tatuagem no futuro”.

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Fonte: G1.

A guerra vai ao Google Maps

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O Google Maps, serviço de mapas do Google, é uma mão na roda. Mas há inúmeras batalhas acontecendo dentro dele com governos e países tentando convencer o Google a adotar seus pontos de vista. Veja quais:


Índia x China

Em agosto de 2010, o estado indiano de Arunachal Pradesh amanheceu sendo território chinês – pelo menos para o Google Maps. Para piorar, a gafe aconteceu justamente na semana em que representantes de China e Índia se reuniam para discutir a posse do território, foco de uma disputa antiga entre os países. O Google corrigiu o erro, mas indianos enfurecidos inundaram a internet com protestos e teorias conspiratórias, acusando a empresa de tomar partido a favor da China na questão. Isso porque o Google já tinha os nomes em chinês das cidades daquela região – nomes que não deveriam existir, pois oficialmente a área pertence à Índia.


Camboja x Tailândia

Google atribuiu a região do templo de Preah Vihear, na fronteira dos dois países, à Tailândia. Mas, na verdade, essa área é disputada há mais de 100 anos. O governo cambojano chamou o Google de “irresponsável”, e o Maps foi alterado – agora divide a área com uma linha pontilhada.


Sudão x Etiópia

Outro problema de território disputado está no chamado Triângulo do Ilemi, que é pleiteado por esses 3 países africanos. O Google fica em cima do muro: exibe a área em disputa com um contorno vermelho, recurso que usa para “demarcar áreas disputadas por estados vizinhos”.


Árabes x Google 

Para os países árabes, o golfo Pérsico deveria ser chamado de golfo Árabe – eles querem eliminar a referência ao Irã (antiga Pérsia). Em 2008, o Maps passou a exibir ambos os nomes. Isso não satisfez ativistas árabes, que organizaram um abaixo-assinado online, com 1,2 milhão de assinaturas, exigindo a mudança do termo.


Israel x Palestina

A cidade de Kiryat Yam, no noroeste de Israel, processou o Google depois que um palestino acessou o Google Earth e inseriu a seguinte descrição de lá: “Vila árabe destruída por israelenses em 1948”. As autoridades locais protestaram, dizendo que isso é mentira, e o Google deletou a frase.

Fonte: Superinteressante.

Entenda de uma vez por todas a diferença entre Inglaterra, Reino Unido e Grã-Bretanha

Veja também: Americano, norte-americano ou estadunidense?

Está aí uma dúvida que me acometia desde a infância. Nenhum adulto generoso se deu ao trabalho de explicar isso ao pequeno Charles – nem mesmo as professoras de geografia! Somente depois de adulto – com uma ajudinha do Google – é que essa dúvida me fora esclarecida. Compartilho a descoberta por entender que muita gente sente a mesma dificuldade quando ouve falar em Brasil x Grã-Bretanha numa modalidade qualquer dos Jogos Olímpicos; ou em Brasil x Inglaterra numa partida de futebol. Às vezes parece ser tudo uma coisa só e, às vezes, coisas diferentes. Vamos aos “tira-teimas”:

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INGLATERRA

É um país que tem como capital a cidade de Londres. Ao longo da história, a Inglaterra conseguiu se impor politicamente sobre alguns países vizinhos e passou a controlar um Estado batizado de Reino Unido (veja a seguir). No século 19, com a Inglaterra à frente, o Império Britânico se tornou, em extensão territorial, o maior império de todos os tempos, dominando quase um quarto do planeta!

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GRÃ-BRETANHA

É o nome da grande ilha onde ficam três países: Inglaterra, Escócia e País de Gales. Com quase 230 mil km² de área, ela tem cerca de 1000 km de comprimento de norte a sul e pouco menos de 500 km de leste a oeste. O termo “Grã-Bretanha” muitas vezes é usado como sinônimo de “Reino Unido” – o que não é inteiramente correto, pois um dos países que formam o Reino Unido não fica nessa ilha: a Irlanda do Norte.

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REINO UNIDO

Nome oficial: Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

É um Estado formado por quatro países: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. A chefe de Estado é a rainha Elizabeth II, e o chefe do governo é um primeiro-ministro, eleito por um Parlamento central, em Londres. Nas grandes questões de governo, como política econômica, quem manda é esse Parlamento. Mas Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte também têm assembléias nacionais, com certa autonomia para tratar de questões locais.

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ILHAS BRITÂNICAS

É um arquipélago formado por cerca de 5 mil ilhas. As duas maiores são a Grã-Bretanha e a ilha da Irlanda. Nesta última ficam dois países: a Irlanda do Norte (membro do Reino Unido) e a República da Irlanda (um Estado independente). Além das duas “grandalhonas”, fazem parte desse arquipélago milhares de ilhas menores, como as Órcades, Shetland, Hébridas, Man e ilhas do Canal (como Jersey).

Com informações de: Mundo Estranho.

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Resumindo:

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Entenda a história da bandeira britânica:

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Mapa político do Reino Unido:

Clique na imagem para ver em tamanho grande.

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