Reorganização das regiões do Brasil

regioes-do-brasilComo vocês já devem ter notado, tive essa ideia num momento de ócio. Na verdade, ideias como essa só podem surgir do ócio. O ócio é, por assim dizer, uma condição de possibilidade para ideias desse tipo. Enfim, quando estou entediado, costumo estudar geografia no Wikipedia e fazer longas e fascinantes viagens virtuais no Google Maps e Street Views – viagens essas que eu jamais poderia fazer fisicamente por falta de uma fortuna pessoal. Numa dessas, cismei com a atual divisão do Brasil em cinco regiões.

Não gosto da forma como o Brasil é dividido (acho o Norte grande demais em extensão, e o Sul pequeno demais, ente outras coisas). Então resolvi testar novas formações possíveis. Não é nada sério: só um rascunho bem grosseiro de como eu dividiria o Brasil, caso me ocorresse a oportunidade. Nos mapas abaixo, todos devidamente legendados, apresento possíveis divisões do Brasil em duas, três, quatro ou seis regiões.

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BÔNUS

Regiões do Brasil em 1913:

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Regiões do Brasil em 1938:

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O real tamanho do continente africano

A cartografia é a ciência que estuda os mapas. Ela é essencial para o ensino da geografia. No século 3 a.C., Eratóstenes e Hiparco construíram as bases da cartografia moderna, usando um globo como forma e um sistema de longitudes e latitudes. Pouco depois, Ptolomeu desenhou os mapas em papel com o mundo dentro de um círculo. Com a era dos descobrimentos, os dados coletados durante as viagens tornaram os mapas mais exatos. Após a descoberta do novo mundo, a cartografia começou a trabalhar com projeções de superfícies curvas em impressões planas. No início do século 20, iniciou-se um processo de críticas ao eurocentrismo relativo à projeção de Mercator, apresentada em 1589. Essa situação culminou, a partir de 1960, na mudança e troca de mapas (e demais projeções cartográficas) que refletiam essa distorção que beneficiava a Europa em detrimento às regiões como a África e a América do Sul. O apoio a essa questão foi tão forte que a ONU modificou todos os seus mapas distribuídos mundo afora.

O problema da projeção de Mercator é que a Terra é um globo. Para gravar a superfície de uma esfera em um plano bidimensional e quadrilátero é preciso distorcê-la bastante. Perceba no exemplo acima que, quanto maior a latitude (proximidade dos pólos), mais “esticada” fica a representação da superfície terrestre. Nesse tipo de projeção, Alasca, Canadá, Groenlândia, Europa setentrional, Rússia e Antártida parecem muito maior do que realmente são. Repare que a Groenlândia parece ser praticamente do mesmo tamanho que a África, quando na verdade, sabe-se que o continente africano é 14 vezes maior.

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Em apenas 3 minutos, este vídeo resume mais de 6 mil anos de História da Europa

O vídeo abaixo recupera mais de 6 mil anos da dinâmica geopolítica da Europa e retrata a trajetória de territórios, impérios e nações, do nascimento à fragmentação e vice-versa, em igual frequência, num xadrez de permanente impermanência – uma ebulição que as crises, primaveras e conflitos atuais mostram continuar presente. Como estarão dispostas as peças desse tabuleiro daqui a 100 anos?


6 mil anos de urbanização em 3 minutos de vídeo:


História territorial do mundo em 16 minutos de vídeo:

Ex-advogado tatua mapa mundi nas costas e colore países que conhece

tatoo1Até 2006, o americano Bill Passman, de 59 anos, nunca tinha tido um passaporte. Após acordar um dia e se perguntar o que havia acontecido com seu sonho de juventude de viajar muito, ele resolveu largar o emprego de advogado e começou a rodar o mundo. A prova da mudança no estilo de vida de Bill está em sua própria pele. Ele fez uma tatuagem com o contorno do mapa mundi nas costas, e cada novo país visitado é preenchido com uma cor. O desenho está cada vez mais colorido: são 65 países até o momento. Sua primeira viagem foi à Tanzânia, na África, para escalar o monte Kilimanjaro. Desde então, Bill vem viajando pelo globo e colorindo suas costas. Afirma que aprendeu a “mochilar” e lançou um livro com dicas para viajar muito gastando pouco.

Bill conta que esteve no Brasil em 2011 e visitou as cataratas do Iguaçu, Paraty, Rio de Janeiro, Natal e Manaus. Também fez um passeio de barco de 8 dias pela Amazônia. Nesta segunda-feira (26), ele parte para a Dinamarca e em seguida para a Rússia. Ele decidiu enfrentar o preenchimento do maior país do mundo na semana passada. “Aproveitei que eu tinha tempo e já havia comprado as passagens”, conta. O trabalho durou 2 horas, mais 40 minutos de retoques posteriores. Ele faz questão de dizer que a tatuagem é uma confirmação de sua paixão por viajar, mas não define seus destinos. “Não é meu plano visitar os países apenas para colorir minha tatuagem. Tanto que estive na Guatemala mais de 20 vezes, simplesmente porque eu gosto de lá”, diz. Mas Bill gosta tanto de conhecer lugares, pessoas e culturas que seu tatuador deve continuar bastante ocupado. “Vejo muitas cores na minha tatuagem no futuro”.

Fonte: G1.

Etimologia dos nomes e formação geopolítica dos países da América do Sul

Origem dos nomes dos países sul-americanos:

BRASIL – Produto de grande importância comercial no século XVI, a árvore pau-brasil batizou nosso país, onde os colonizadores portugueses encontraram florestas fartas dessa madeira. “Brasil” quer dizer algo como “em brasa”, referência à forte coloração avermelhada do tronco, utilizado para fazer corante.

ARGENTINA – A Argentina impressionou seus descobridores pela grande quantidade de riquezas minerais encontradas em seu solo, principalmente a prata. Tanto que o seu nome foi inspirado em argentum: prata, em latim.

URUGUAI – O Uruguai acabou ganhando o mesmo nome que os índios tupis e guaranis haviam dado ao grande rio que atravessa seu território. No idioma deles, a palavra significa “rio dos caracóis”.

PARAGUAI – Quando o Paraguai foi descoberto pelos espanhóis, a região era habitada por índios chamados payaguaes. Excelentes nadadores e hábeis navegadores, eles viviam às margens do rio que dava nome à tribo. O termo pode ser traduzido como “rabo de mar”, “rio ornado” ou “rio que dá origem ao mar”.

CHILE – Antes mesmo da colonização, o Chile já era chamado assim pelos índios aimarás, que habitavam o norte do país. Na língua deles, chilli quer dizer “onde acaba a terra”, referência à posição geográfica do território: o extremo oeste do continente.

COLÔMBIA – Colômbia significa algo como “Terra de Colombo”, numa homenagem óbvia ao navegador italiano Cristóvão Colombo (1451-1506), que, como todo mundo sabe, descobriu o continente americano em 1492.

BOLÍVIA – O general e estadista Simon Bolívar (1783-1830) tornou-se um dos principais heróis sul-americanos ao lutar pela independência de vários países da região, inclusive da própria Bolívia, batizada em homenagem a seu libertador.

VENEZUELA – A Venezuela deve seu nome a Américo Vespúcio (1454-1512), explorador italiano naturalizado espanhol. Ao visitar a região, ele encontrou indígenas que construíam suas casas em palafitas sobre as águas do lago Maracaibo, no noroeste do país. Isso o fez chamar o lugar de “Pequena Veneza”: Venezuela.

PERU – A origem do nome Peru é controversa, com duas interpretações conflitantes. A primeira afirma que se trata de derivação do nome Birú, um importante chefe inca. Para a segunda, a mesma palavra significa também “terra de riqueza e esperança”.

EQUADOR – O Equador foi batizado com o mesmo nome da linha imaginária que corta seu território e divide o planeta ao meio. A palavra deriva do latim aequus, ou “igual”, numa referência à divisão da Terra em duas partes iguais, os hemisférios Norte e Sul.

Fonte: Mundo Estranho.


Acompanhe no mapa a formação geopolítica dos países sul-americanos de 1700 até hoje:

Non-Native_American_Nations_Control_over_South_America_1700_and_on

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