Estatísticas da pós-graduação no Brasil

Infográficos produzidos pela revista Galileu com dados de 2010 divulgados pelo CNPq e pela Capes revelam os números da pós-graduação no Brasil.

Número de doutores por milhão de habitantes:

Baseado em dados de 2010 (Foto: gabriela oliveira)

Concentração de mestres e doutores por estado:

Calculados a partir de dados do CNPq, com base no censo 2010, fontes IBGE, Banco Mundial e CAPES (Foto: gabriela oliveira)

Número de mestres e doutores por gênero:

 (Foto: gabriela oliveira)

Pós-graduação: Qual é a diferença entre especialização, mestrado e doutorado?

Veja também: Diferença entre bacharelado, licenciatura e tecnológico

No Brasil há dois tipos de pós-graduação, segundo a CAPES:

1. Lato sensu (conhecida como especialização ou MBA). Designa todo e qualquer curso que se segue à graduação. Normalmente os cursos de especialização e aperfeiçoamento têm objetivo técnico profissional específico sem abranger o campo total do saber em que se insere a especialidade. São cursos destinados ao treinamento nas partes que compõem determinada profissão. Sua meta é o domínio técnico-científico de uma área limitada do saber ou da profissão, para formar o profissional especializado.

2- Stricto sensu (que abrange os cursos de mestrado e doutorado). É o ciclo de cursos regulares que se seguem à graduação, sistematicamente organizados, visando desenvolver e aprofundar a formação adquirida no âmbito da graduação. Ela se subdivide em dois ciclos: mestrado e doutorado. Ambas compreendem a definição de pós-graduação stricto sensu, com a diferença no grau de profundidade dedicado ao estudo do objeto de pesquisa. Embora representem um escalonamento na pós-graduação, esses cursos podem ser considerados relativamente autônomos. Ou seja, o mestrado não é obrigatoriamente um requisito para ingresso no doutorado.

A pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) confere grau acadêmico, e a lato sensu (especialização e MBA) concede apenas um certificado. Para a conclusão de um mestrado, que dura em média 2 anos, exige-se a defesa de uma dissertação. Para a conclusão de um doutorado, que dura em média 4 anos, exige-se a defesa de uma tese. A diferença entre elas é que a tese de doutorado deve apresentar uma contribuição científica original em algum campo de conhecimento.

No caso das universidades públicas é possível conseguir uma bolsa junto aos órgãos de fomento à pesquisa. O valor da bolsa de mestrado hoje é de R$ 1.500,00 e a de doutorado é R$ 2.200,00 (por mês). A contemplação com a bolsa depende de alguns fatores, como a disponibilidade de bolsas no programa de pós-graduação e a colocação no processo seletivo (cada programa possui sua própria forma de ingresso e avaliação). Outra possibilidade é com um professor que tenha alguma bolsa de projeto que ele tenha aprovado, e que pode repassar aos seus alunos. Nesse caso, mesmo ficando mal colocado no processo seletivo é possível conseguir uma bolsa.

Com informações de: Pós-graduando.

Estudo falso é aceito para publicação em mais de 150 revistas científicas

Imagine o seguinte experimento: Você escreve um trabalho científico falso, baseado em dados inventados, assinado com nomes falsos de pesquisadores que não existem, associados a universidades que também não existem, e envia esse trabalho para centenas de revistas científicas do tipo open access (que disponibilizam conteúdo gratuitamente na internet) para publicação. O que você acha que aconteceria?

Um biólogo e jornalista americano chamado John Bohannon fez exatamente isso e os resultados, publicados pela revista Science, são aterradores (para aqueles que se preocupam com a credibilidade da ciência): ele escreveu um trabalho falso sobre as propriedades supostamente anticancerígenas de uma molécula supostamente extraída de um líquen e enviou esse trabalho para 304 revistas científicas de acesso aberto ao redor do mundo. Não só o trabalho era totalmente fabricado e obviamente incorreto (com falhas metodológicas e experimentais que, segundo Bohannon, deveriam ser óbvias para “qualquer revisor com formação escolar em química e capacidade de entender uma planilha básica de dados”), mas o nome dos autores e das instituições que o assinavam eram todos fictícios. Apesar disso (pasmem!), mais da metade das revistas procuradas (157) aceitou o trabalho para publicação. Um escândalo!

O que isso quer dizer? Quer dizer que tem muita revista “científica” por aí que não é “científica” coisíssima nenhuma. E que o fato de um estudo ter sido publicado não significa que ele esteja correto (pior, não significa nem mesmo que ele seja verdadeiro, para começo de conversa). A ciência, assim como qualquer outra atividade humana, infelizmente não está isenta de falcatruas. E o que isso não quer dizer? Não quer dizer que o sistema de open access seja intrinsecamente falho ou inválido. Certamente há revistas de acesso livre de ótima qualidade, como as do grupo PLOS, assim como há revistas pagas de baixa qualidade que publicam qualquer porcaria. Nenhum sistema é perfeito. Até mesmo a Science publica umas lorotas de vez em quando, assim como a Nature e outras revistas de alto impacto, que empregam os critérios mais rígidos de seleção e revisão. Além disso, o fato de uma revista ser gratuita não significa que ela não tenha revisão por pares (peer review) e outros filtros de qualidade. Assim, o que deve ser questionado não é a forma de disponibilizar a informação, mas a forma como ela é selecionada e apurada — em outras palavras, a qualidade e a confiabilidade da informação, não o seu preço.

O relato de Bohannon acaba de ser publicado no site da Science, dentro de um pacote de artigos intitulado “Comunicação na ciência: Pressões e Predadores”. Nessa mesma temática, a revista Nature publicou recentemente também uma reportagem sobre o escândalo envolvendo 4 revistas científicas brasileiras que foram acusadas de praticar citações cruzadas — ou “empilhamento de citações” –, esquema pelo qual uma revista cita a outra propositadamente diversas vezes, como forma de aumentar seu fator de impacto (e, consequentemente, o prestígio dos pesquisadores que nelas publicam). As revistas são Clinics, Revista da Associação Médica Brasileira, Jornal Brasileiro de Pneumologia e Acta Ortopédica Brasileira. O suposto esquema foi descoberto pela empresa Thomson Reuters, maior referência internacional na produção de estatísticas de publicação e citações científicas. Como punição, as 4 revistas tiveram seu fator de impacto suspenso por um ano (leia a reportagem completa aqui). O texto inclui explicações de alguns dos atores envolvidos e aborda as críticas aos padrões de avaliação da CAPES, bastante frequentes na comunidade científica brasileira, por enfatizar de maneira supostamente exagerada o fator de impacto das revistas.

Fonte: Estadão.

140 programas de pós-graduação no Brasil recebem nota máxima da Capes

Na última terça-feira (10), a Capes divulgou os resultados da Avaliação Trienal dos cursos de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) do Brasil. A avaliação atribui notas de 1 a 7 aos programas de cada universidade. Os programas que recebem nota 1 ou 2 são reprovados e deixam de ser reconhecidos pelo MEC. Recebendo nota 3, o programa é considerado “regular”. Com uma nota 4, o programa é reconhecido como “bom”. Um 5 classifica o programa como “muito bom”. Já os programas avaliados com notas 6 e 7 oferecem cursos de “excelência internacional”. 3.337 programas de pós-graduação de todo o Brasil e de todas as áreas do conhecimento foram avaliados. Em linhas gerais, o resultado foi o seguinte:

1.054 obtiveram nota 3

1.219 obtiveram nota 4

598 obtiveram nota 5

229 obtiveram nota 6

140 obtiveram nota 7

A Capes reprovou 60 programas de pós-graduação no país, que tiraram as notas 1 e 2, mas seus nomes ainda não foram divulgados. Os coordenadores dos cursos terão um mês para recorrerem da nota. O processo levou em consideração informações prestadas pelos cursos durante os anos de 2010, 2011 e 2012. Na primeira etapa as atividades de avaliação contaram com a participação, durante 4 semanas, de 1.200 consultores vindos de todas as regiões do país, distribuídos nas comissões das 48 áreas de avaliação.

Veja a lista completa dos programas com avaliação acima de 3

Do documento disponível no link acima, reproduzo aqui a parte que diz respeito à área que me interessa: filosofia. Destaque para os programas de pós-graduação em filosofia da USP e UFMG, que receberam nota máxima (7). A “pós” em filosofia da minha querida UFPB recebeu nota 3, mostrando que ainda tem muito o que melhorar.

ÁREAINSTITUIÇÃOCURSONOTA
FILOSOFIAFAJE M3
ÉTICA E EPISTEMOLOGIAFUFPI M3
FILOSOFIAFUFSE M3
FILOSOFIAPUC/PR MD4
FILOSOFIAPUC/RS MD6
FILOSOFIAPUC/SP MD5
FILOSOFIAPUC-RIO MD5
FILOSOFIAUCS M3
FILOSOFIAUECE M3
FILOSOFIAUEL M3
FILOSOFIAUEM M3
FILOSOFIAUERJ MD5
FILOSOFIAUFBA MD5
FILOSOFIAUFC MD4
FILOSOFIAUFES M3
FILOSOFIAUFF M3
FILOSOFIAUFG MD4
FILOSOFIAUFMG MD7
ESTÉTICA E FIL. DA ARTEUFOP M4
FILOSOFIAUFPA M3
FILOSOFIAUFPE/UFPB/UFRN D3
FILOSOFIAUFPB M3
FILOSOFIAUFPEL M4
FILOSOFIAUFPR MD5
FILOSOFIAUFRGS MD6
FILOSOFIAUFRJ MD4
LÓGICA E METAFÍSICAUFRJ MD4
FILOSOFIAUFRN M4
FILOSOFIAUFSC MD6
FILOSOFIAUFSCAR MD5
FILOSOFIAUFSM MD4
FILOSOFIAUFU M3
FILOSOFIAUNB M4
FILOSOFIAUNESP/MAR M4
FILOSOFIAUNICAMP MD6
FILOSOFIAUNIFESP MD4
FILOSOFIAUNIOESTE M4
FILOSOFIAUNISINOS MD5
FILOSOFIAUSP MD7

Com informações de: UOL Educação.

Capes lança curso de inglês online gratuito

O conhecimento da língua inglesa é requisito importante para a realização de estudos científicos (consulta em artigos, livros e periódicos estrangeiros) além de ser comumente exigido em cursos de pós-graduação no exterior. Várias instituições estrangeiras que oferecem oportunidades de aperfeiçoamento científico exigem que o pesquisador comprove seus conhecimentos da língua inglesa por meio de exames como o TOEFL, FCE ou CAE. O curso My English Online, oferecido pela CAPES/MEC, contempla desde o nível mais básico até os níveis mais avançados, preparando o estudante para os exames de língua inglesa solicitados para admissão em instituições acadêmicas no exterior. O curso possui 05 níveis de ensino, é gratuito para o aluno e exige responsabilidade com o cumprimento de etapas de estudo.

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O CURSO

O curso My English Online é baseado na ferramenta para ensino de idiomas MyELT, que oferece aos usuários um pacote completo de atividades interativas para o estudo da língua inglesa em qualquer horário e em qualquer lugar. O usuário terá acesso a livros interativos, leituras graduadas (National Geographic), exercícios de gramática (com correção imediata), dicionários, atividades para prática oral e testes de acompanhamento. Além disso, os materiais podem ser impressos para prática posterior, sem necessidade de consulta ao computador. O curso é dividido em 5 níveis de aprendizado. Cada nível contém 3 partes abrangendo atividades com e-Book, vídeo, gramática e leituras. Ao final de cada parte, o usuário deverá fazer um Teste de Progresso como preparação para a Prova Final do nível.

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COMO ESTUDAR

No seu primeiro acesso ao curso My English Online, o usuário deverá realizar o Placement Test (Teste de Nivelamento), composto por questões que buscam identificar o seu conhecimento da língua inglesa. O resultado classifica o usuário no nível mais adequado para a realização dos estudos. O curso é dividido em 5 níveis de aprendizado. Cada nível possui duração máxima de 6 meses (dois meses para cada parte). Ao acessar um nível, serão oferecidas as seguintes opções:

  • About Level • Contém dicas de estudo e a estrutura do nível.
  • eBook • Conteúdo principal do curso que ajudará o usuário a desenvolver suas habilidades de leitura, escrita, compreensão oral e gramática em língua inglesa.
  • Grammar (Gramática) • Conteúdo para o desenvolvimento das habilidades gramaticais.
  • Reading (Leitura) • Conteúdo para o desenvolvimento das habilidades de leitura.
  • Video (Vídeo) • Conteúdo em vídeo para o desenvolvimento da habilidade de compreensão oral.

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REQUISITOS

Para se candidatar ao curso My English Online é necessário que o usuário atenda aos seguintes requisitos: (1) Estar matriculado em instituição de ensino superior pública, em curso de graduação; ou ter obtido pelo menos 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) para estudantes de graduação das instituições de ensino superior privadas; ou ser aluno de pós-graduação em Programa de Pós-Graduação recomendado pela CAPES. (2) A cada 2 meses deverá, obrigatoriamente, realizar um Teste de Progresso de modo que, em cada nível, o estudante deverá realizar dois Testes de Progresso antes da Prova Final. O estudante receberá um aviso por e-mail caso não realize o teste ou a prova dentro do prazo. (3) O aluno será habilitado no próximo nível de estudo se obtiver um rendimento igual ou superior a 60% na Prova Final. Para cada nível concluído, o usuário receberá um certificado de conclusão por e-mail.

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IMPORTANTE: O usuário terá sua senha cancelada e não poderá voltar a cursar o My English Online caso não realize os Testes de Progresso ou a Prova Final dentro do prazo estabelecido, ou não consiga, nestas últimas, nota igual ou superior a 6,0 (seis).

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