O papel da filosofia na educação

Palestra ministrada pela diretora da Nova Acrópole de Brasília, professora Lúcia Helena Galvão, sobre o papel da filosofia na educação. Encontre tempo e ouça com atenção.


A filosofia nas obras de Machado de Assis,
Fernando Pessoa e Cecília Meireles

Palestras ministradas pela professora Lúcia Helena Galvão, diretora da Nova Acrópole de Brasília, sobre a filosofia presente na obra literária de Machado de Assis (1839-1908), Fernando Pessoa (1888-1935) e Cecília Meireles (1901-1964).


A filosofia no Renascimento

Palestra ministrada pela professora Lúcia Helena Galvão, diretora da Nova Acrópole de Brasília, sobre a filosofia na época do Renascimento.


Sobre o significado de “alma gêmea”

Palestra ministrada pela diretora da Nova Acrópole Brasília, professora Lúcia Helena Galvão, na qual ela corrige o uso equivocado de expressões como “alma gêmea” e “amor platônico” à luz do seu significado original na filosofia clássica.

Sobre as recentes mudanças “drásticas” no sistema educacional brasileiro

Comentário irônico do professor Pier (Pierluigi Piazzi) sobre as recentes mudanças “drásticas” implementadas no sistema educacional brasileiro. O trecho foi extraído do livro Estimulando inteligência (São Paulo: Aleph, 2014, pp. 23 e 24).


Ao tomar conhecimento do vergonhoso resultado do Brasil no exame internacional PISA, as “autoridades de ensino” correram para repará-lo imediatamente. Adotaram uma providência “importantíssima”; eu diria até “crucial”. Em ocasiões anteriores, toda vez que se detectava o óbvio, ou seja, que o sistema educacional brasileiro é uma catástrofe, os “gênios” de Brasília sempre preconizavam “mudanças drásticas”. A primeira mudança foi denominar os cursos primário e ginásio de 1º grau, e o colegial de 2º grau; o que, é claro, manteve tudo catastroficamente ruim. Mas, pelo menos, eliminou-se o exame de admissão, que era a maior evidência da incompetência do sistema educacional brasileiro. Depois, ao verificar a inutilidade desta “drástica mudança”, os “gênios” resolveram fazer outra, mais “drástica” ainda: denominaram o 2º grau de “ensino médio” (talvez por ser indicativo de “mediocridade”), e o 1º grau de “ensino fundamental”, criando uma terrível confusão, ao ter que diferenciar o “Fundamental I” do “Fundamental II”, impedidos que estavam de usar a terminologia normal: primário e ginásio.

Pressionados pelo vergonhoso resultado do PISA 2003, partiram, como já disse, para mais uma mudança. Alguém deve ter dito, numas das reuniões dos “gênios” de Brasília: “Olha pessoal, não dá mais para apenas mudar o nome. O povo já começou a desconfiar”. Provavelmente, depois de algumas horas remoendo e sugerindo absurdos, em uma atividade frenética que não poderíamos chamar de brainstorm (pois isso pressupõe a existência de um brain), finalmente alguém viu surgir uma luz no fim do túnel: “Pessoal, se não dá mais para mudar o nome, vamos mudar o número!”. E batizaram, no ensino fundamental, a primeira série de “segundo ano”, a segunda série de “terceiro ano”, e assim sucessivamente. Puxa! Nem as maiores mentes da história da humanidade teriam conseguido um lance de gênio como esse! Eu sempre brinco dizendo que deve existir algum acordo secreto entre o MEC (Ministério da Educação) e os pintores das placas colocadas em frente às escolas deste país.


O que mudou na educação brasileira em 40 anos

Esta famosa charge foi publicada em 2009 pelo jornal francês Ouest-France.
Ela sintetiza bem o que mudou na educação nas últimas 4 décadas.

que-notas

“As escolas particulares vivem em pânico, com medo de perder alunos, e a questão financeira se sobrepõe à pedagógica, gerando uma tolerância que leva ao caos. Antigamente, ao ocorrer um problema entre um professor e um aluno, a família era chamada para enquadrar o aluno. Hoje, quem é enquadrado é o professor! (…) Hoje o professor é um profissional desprestigiado, mal remunerado e destituído de autoridade. No passado, o pai entregava o aluno à professora com a seguinte recomendação: ‘Se ele não se comportar direitinho, por favor, me avise que eu dou um jeito nele!’. Hoje, pelo contrário, as famílias processam o professor por ter exigido melhora no comportamento do aluno e, o que é pior, ouvem apenas a versão do pequeno delinquente!”

PIAZZI, Pierluigi. Estimulando Inteligência. São Paulo: Aleph, 2014, pp. 68 e 152.


Um retrato das políticas educacionais

A reportagem a seguir é da afiliada da rede Globo no Amazonas. Ela mostra um garoto de 9 anos que será aprovado para o 3º ano do Ensino Fundamental mesmo sem saber escrever o próprio nome ou recitar o alfabeto. A situação deste garoto, como a de outros milhares pelo Brasil afora, retrata bem a política educacional adotada pelo governo brasileiro nos últimos anos, que, numa tentativa de disfarçar os altos índices de analfabetismo e reprovação, toma medidas ridículas, como aprovar os alunos a todo custo, mesmo sem aprendizado satisfatório. Leia a matéria completa no G1.

Veja também: 38% dos universitários brasileiros são analfabetos funcionais

Dicas de estudo #8 – Lúcia Helena Galvão

Palestra ministrada pela diretora da Nova Acrópole de Brasília, professora Lúcia Helena Galvão. Mais do que dicas e técnicas de estudo, ela ensina sabedoria para a vida.


Planejamento do tempo


Outros posts da série dicas de estudo:

1 – A atitude correta
2 – O ciclo do aprendizado
3 – Individual e ativo
4 – Educação egoísta
5 – Concentração e foco
6 – As quatro etapas
7 – Pierluigi Piazzi
8 – Lúcia Helena Galvão
9 – Como estudar sozinho em casa
10 – Como estudar para uma prova

São Paulo será 6ª cidade mais rica do mundo até 2025, segundo estimativas internacionais

Veja também: População de São Paulo comparada

A cidade de São Paulo deve se tornar a sexta mais rica do mundo até 2025, segundo ranking compilado pela consultoria econômica internacional PwC. De acordo com o estudo, a capital paulista, atualmente na décima posição, deve crescer em média 4,2% ao ano até 2025, ultrapassando cidades como Paris, Osaka e Cidade do México. Com um crescimento semelhante, o Rio de Janeiro deve passar da 30ª para a 24ª posição. Outras sete cidades brasileiras (Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Fortaleza e Salvador) devem figurar entre as 150 cidades com maior PIB no mundo em 2025.

O estudo destaca ainda o crescimento acelerado das economias emergentes, que deve elevar de 39 para 48 o número de cidades de países em desenvolvimento entre as 100 mais ricas do mundo. “Se olharmos para a projeção de crescimento do PIB de 2008 para 2025 das maiores cidades de países emergentes e de países desenvolvidos, a comparação é impressionante. Cidades como Xangai, Pequim e Mumbai, por exemplo, têm um crescimento projetado de 6% a 7% ao ano em termos reais, enquanto cidades como Nova York, Tóquio, Chicago e Londres devem crescer somente em torno de 2% ao ano em média”, observa John Hawksworth, diretor do setor de macroeconomia da PwC.

A cidade de Mumbai, centro financeiro da Índia, deve ser, entre as 30 primeiras, a que mais posições subirá no ranking, segundo o levantamento, saindo da atual 29ª posição para a 11ª em 2025. No mesmo período, a capital da China, Pequim, deve saltar do 38º para o 17º lugar, enquanto Xangai, o centro financeiro chinês, deve subir da 25ª para a 9ª posição. O ranking das cidades com o maior crescimento estimado do PIB até 2025 é liderado por duas cidades do Vietnã (Hanoi e Ho Chi Min), com uma elevação média de 7% no período. Entre as 30 cidades com o maior crescimento econômico no período estão ainda 12 indianas e 9 chinesas. As três primeiras posições do ranking (Tóquio, Nova York e Los Angeles) devem se manter inalteradas até 2025. O estudo da PwC foi baseado nas estimativas de população e crescimento das Nações Unidas, da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e de governos locais.


As 10 cidades mais ricas do mundo em 2012:

1. Tóquio (Japão)

2. Nova York (EUA)

3. Los Angeles (EUA)

4. Chicago (EUA)

5. Londres (Inglaterra)

6. Paris (França)

7. Osaka (Japão)

8. Cidade do México (México)

9. Filadélfia (EUA)

10. São Paulo (Brasil)


Estimativa das cidades mais ricas do mundo em 2025:

1. Tóquio

2. Nova York

3. Los Angeles

4. Londres

5. Chicago

6. São Paulo

7. Cidade do México

8. Paris

9. Xangai

10. Buenos Aires

24. Rio de Janeiro

51. Brasília

85. Porto Alegre

89. Belo Horizonte

112. Curitiba

132. Recife

141. Fortaleza

149. Salvador


As 45 cidades mais ricas das Américas:

Segundo ranking da PwCdas 45 metrópoles com maior PIB do continente americano, mais da metade (23 delas) ficam nos Estados Unidos. Fora dos EUA, a cidade mais bem colocada no ranking é São Paulo, na quarta colocação, atrás apenas das americanas Nova YorkLos Angeles e Chicago. A segunda cidade brasileira melhor colocada é o Rio de Janeiro, na 18ª posição. Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Fortaleza e Salvador também aparecem entre as 45 mais ricas do novo mundo. Veja:

PosiçãoCidadePaísPIB (bi US$)capital nacional
1Nova York EUA$ 1406
2Los Angeles EUA$ 792
3Chicago EUA$ 574
4São Paulo Brasil$ 477
5Filadélfia EUA$ 388
6Cidade De Mexico México$ 388
7Washington DC EUA$ 375
8Boston EUA$ 363
9Buenos Aires Argentina$ 362
10Dallas EUA$ 338
11Atlanta EUA$ 304
12São Francisco EUA$ 301
13Houston EUA$ 297
14Miami EUA$ 292
15Toronto Canadá$ 253
16Detroit EUA$ 253
17Seattle EUA$ 235
18Rio de Janeiro Brasil$ 201
19Phoenix EUA$ 200
20Minneapolis EUA$ 194
21San Diego EUA$ 191
22Denver EUA$ 165
23Montreal Canadá$ 148
24Baltimore EUA$ 137
25St. Louis EUA$ 126
26Tampa EUA$ 123
27Santiago Chile$ 120
28Cleveland EUA$ 112
29Brasília Brasil$ 110
30Portland EUA$ 110
31Lima Peru$ 109
32Monterrey México$ 102
33Bogotá Colômbia$ 100
34Pittsburgh EUA$ 99
35Vancouver Canadá$ 95
36Guadalajara México$ 81
37Porto Alegre Brasil$ 66
38Belo Horizonte Brasil$ 61
39Medellín Colômbia$ 50
40Curitiba Brasil$ 44
41Puebla México$ 42
42Caracas Venezuela$ 41
43Recife Brasil$ 35
44Fortaleza Brasil$ 25
45Salvador Brasil$ 10

PIB de São Paulo comparado ao de países:

Todos os países vizinhos da América do Sul, além de grandes nações europeias como Suécia, Noruega, Bélgica, Polônia, Áustria, Dinamarca, Grécia, Finlândia, Portugal e Irlanda ficam no chinelo comparadas à cidade de São Paulo. Segundo o Wikipedia, o PIB atual da capital paulista é de 1,4 trilhões de reais. Feita a devida conversão, isso equivale a aproximadamente 537 bilhões de dólares. A tabela a seguir traz uma lista de países que têm um PIB menor do que isso e informa a posição de cada país no ranking do PIB e o seu respectivo valor (em milhões de dólares). Repare que apenas a cidade de São Paulo possui um PIB mais de três vezes maior que o de todo o Uruguai!

21 Suécia520.256
22 Noruega499.827
23 Irã483.780
24 Bélgica476.796
25 Argentina474.812
26 Polónia470.354
27 Taiwan466.054
28 Áustria391.469
29 África do Sul390.919
30 Tailândia376.989
31 Colômbia365,402
32 Emirados Árabes361.912
33 Venezuela337.979
34 Dinamarca309.180
35 Malásia307.178
36 Nigéria272.550
37 Chile268.278
38 Singapura267.941
39 Hong Kong260.471
40 Egito255.001
41 Grécia254.978
42 Finlândia247.189
43 Israel246.780
44 Filipinas240.664
45 Paquistão230.525
46 Portugal210.620
47 Argélia206.545
48 Irlanda204.710
49 Cazaquistão200.642
50 Peru200.292
51 República Checa193.513
52 Catar184.566
53 Ucrânia180.174
54 Kuwait174.628
55 Romênia171.401
56 Nova Zelândia166.923
57 Vietnã137.681
58 Iraque130.574
59 Hungria129.959
60 Bangladesh118.639
61 Angola114.833
62 Marrocos97.173
63 Eslováquia91.186
64 Líbia85.109
65 Equador80.927
66 Azerbaijão71.043
67 Omã79.974
68 Sri Lanka59.773
69 República Dominicana59.133
70 Bielorrússia58.125
71 Croácia57.493
72 Luxemburgo55.287
73 Myanmar54.049
74 Uzbequistão51.622
75 Sudão51.583
76 Bulgária50.806
77 Guatemala50.296
78 Uruguai49.716

Documentário sobre a cidade de São Paulo


Chegando em São Paulo (GRU Airport)

Com informações de: PwCBBC Brasil e Wikipedia.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Pág. 1 de 11
%d blogueiros gostam disto: