O papel da filosofia na educação

Palestra ministrada pela diretora da Nova Acrópole de Brasília, professora Lúcia Helena Galvão, sobre o papel da filosofia na educação. Encontre tempo e ouça com atenção.

Sobre as recentes mudanças “drásticas” no sistema educacional brasileiro

Comentário irônico do professor Pier (Pierluigi Piazzi) sobre as recentes mudanças “drásticas” no sistema educacional brasileiro. O trecho foi extraído do livro Estimulando inteligência (São Paulo: Aleph, 2014, pp. 23 e 24).

Veja também: O que mudou na educação em 40 anos

Ao tomar conhecimento do vergonhoso resultado do Brasil no exame internacional PISA, as “autoridades de ensino” correram para repará-lo imediatamente. Adotaram uma providência “importantíssima”; eu diria até “crucial”. Em ocasiões anteriores, toda vez que se detectava o óbvio, ou seja, que o sistema educacional brasileiro é uma catástrofe, os “gênios” de Brasília sempre preconizavam “mudanças drásticas”. A primeira mudança foi denominar os cursos primário e ginásio de 1º grau, e o colegial de 2º grau; o que, é claro, manteve tudo catastroficamente ruim. Mas, pelo menos, eliminou-se o exame de admissão, que era a maior evidência da incompetência do sistema educacional brasileiro. Depois, ao verificar a inutilidade desta “drástica mudança”, os “gênios” resolveram fazer outra, mais “drástica” ainda: denominaram o 2º grau de “ensino médio” (talvez por ser indicativo de “mediocridade”), e o 1º grau de “ensino fundamental”, criando uma terrível confusão, ao ter que diferenciar o “Fundamental I” do “Fundamental II”, impedidos que estavam de usar a terminologia normal: primário e ginásio.

Pressionados pelo vergonhoso resultado do PISA 2003, partiram, como já disse, para mais uma mudança. Alguém deve ter dito, numas das reuniões dos “gênios” de Brasília: “Olha pessoal, não dá mais para apenas mudar o nome. O povo já começou a desconfiar”. Provavelmente, depois de algumas horas remoendo e sugerindo absurdos, em uma atividade frenética que não poderíamos chamar de brainstorm (pois isso pressupõe a existência de um brain), finalmente alguém viu surgir uma luz no fim do túnel: “Pessoal, se não dá mais para mudar o nome, vamos mudar o número!”. E batizaram, no ensino fundamental, a primeira série de “segundo ano”, a segunda série de “terceiro ano”, e assim sucessivamente. Puxa! Nem as maiores mentes da história da humanidade teriam conseguido um lance de gênio como esse! Eu sempre brinco dizendo que deve existir algum acordo secreto entre o MEC (Ministério da Educação) e os pintores das placas colocadas em frente às escolas deste país.

Dicas de estudo #8 – Lúcia Helena Galvão

Palestra ministrada pela diretora da Nova Acrópole de Brasília, professora Lúcia Helena Galvão. Mais do que dicas e técnicas de estudo, ela ensina sabedoria para a vida.


Outros posts da série dicas de estudo:

1 – A atitude correta
2 – O ciclo do aprendizado
3 – Individual e ativo
4 – Educação egoísta
5 – Concentração e foco
6 – As quatro etapas
7 – Pierluigi Piazzi
8 – Lúcia Helena Galvão
9 – Como estudar sozinho em casa
10 – Como estudar para uma prova

Sobre o significado de “alma gêmea”

Palestra ministrada pela diretora da Nova Acrópole Brasília, professora Lúcia Helena Galvão, na qual ela corrige o uso equivocado de expressões como “alma gêmea” e “amor platônico” à luz do seu significado original na filosofia clássica.

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