Extinção da tartaruga gigante de Galápagos

Veja também: Extinção do rinoceronte negro

Em 1859, o naturista britânico Charles Darwin teve a ousadia de publicar a primeira edição do livro “A Origem das Espécies”, onde argumenta em favor de sua famosa teoria da evolução das espécies. Em seus estudos, Darwin mostrava que a diversidade biológica é o resultado de um processo de descendência com modificação, onde os organismos vivos se adaptam gradualmente através da seleção natural e as espécies se ramificam sucessivamente a partir de formas ancestrais, como os galhos de uma grande árvore. Em uma de suas viagens pelo mundo, Darwin ficou maravilhado com o arquipélago de Galápagos, no Equador, onde notou que as diferenças na aparência das tartarugas das diferentes ilhas de Galápagos forneciam uma boa base científica para a sua teoria. Uma das espécies mais importantes estudadas por ele é até hoje conhecida pelos biólogos pelo nome de Chelonoidis nigra abingdoni, a tartaruga gigante de Galápagos. Essas tartarugas eram abundantes nas Ilhas Galápagos até o final do século 19, quando começaram a ser caçadas por pescadores e marinheiros, atraídos pela carne do animal. Foi aí que começou seu processo de extinção.

Em meados do século passado, quando a espécie já era praticamente dada como extinta, um macho enorme foi identificado na ilha de Pinta em 1972, por um cientista húngaro. O animal foi carinhosamente chamado de Solitário George, já que era o único conhecido de sua espécie. Desde então, o animal se tornou um símbolo das Ilhas Galápagos, que atraem atualmente cerca de 180 mil visitantes por ano. Depois de inúmeras e infrutíferas tentativas para que se reproduzisse com fêmeas de outras espécies, o animal foi encontrado sem vida no último domingo (24), no Centro de Criação de Tartarugas Terrestres (CCTT) da ilha Santa Cruz, informou o Parque Nacional Galápagos (PNG) em um comunicado. George morreu com idade estimada de mais de 100 anos; muito novo, já que sua espécie deve viver cerca de 200 anos. Fausto Llerena, funcionário do Parque Nacional de Galápagos que cuidou de George durante 40 anos, diz que foi pego de surpresa pela morte da tartaruga, já que ela parecia estar bem de saúde. O corpo do animal será submetido a uma autópsia para determinar a causa da morte e depois será embalsamado, para ser lembrado por gerações futuras. Segundo Edwin Naula, diretor do parque, o objetivo é preservar o corpo de George para as próximas gerações e, assim, manter viva a mensagem de preservação do meio ambiente.

Com informações de: BBC Brasil.

Ao descobrir a América, Cristóvão Colombo nem imaginava, mas recriou a Pangeia

Nas aulas de ciências ensinaram a você que, há milhões de anos, havia na Terra apenas um continente, chamado de Pangeia – e que, ao longo do tempo, esse enorme pedaço de terra foi se fragmentando e, muito tempo depois, formou os continentes como nós conhecemos hoje. Nas aulas de história, você também aprendeu que Cristóvão Colombo foi um grande navegador espanhol que chegou à América em 1492, liderando uma frota que pretendia chegar à Índia. O que ninguém deve ter contado é que, graças a seus “passeios”, Colombo recriou a Pangeia!

Ao chegar à América, Colombo não só descobriu um novo continente: transformou a natureza de todo o planeta. Os continentes se uniram novamente pela mistura de plantas, animais e micro-organismos que haviam se desenvolvido separadamente. A chegada de Colombo deu início a um processo que unificou a natureza do planeta, deixando-o mais homogêneo. É por causa do intercâmbio causado por Colombo que há tomate na Itália, laranja nos Estados Unidos, chocolate na Suíça e pimenta na Tailândia, diz o jornalista e escritor Charles C. Mann, em seu livro 1493: Uncovering the New World Columbus Created (1493: Descobrindo o Novo Mundo que Colombo Criou, sem edição em português). A bagunça ambiental promovida pelo navegador é considerada pelos ecologistas “o evento mais importante desde a morte dos dinossauros”.

Com informações de: Superinteressante.

Movimento de Extinção Humana Voluntária

A marca de 7 bilhões de pessoas vivendo neste planeta chega trazendo muita preocupação. O planeta está perigosamente sobrecarregado de pessoas! Não apenas isso, mas nós, como espécie, estamos mijando na cheirosa fonte da vida há muito tempo. Esse foi basicamente o tema da Rio+20. Entretanto, para um movimento fundado nos Estados Unidos, não há caminho real para que tantos os seres humanos vivam de forma equilibrada com o planeta, e a única forma de alcançar uma vida feliz para todos é o da extinção. Les Knight, líder do Movimento da Extinção Humana Voluntária, em entrevista ao G1, explica: “Somos uma ameaça à vida na Terra. Já passamos da capacidade de manter uma vida sustentável no mundo há muito tempo. Cada pessoa nova é um fardo para o planeta. Não há motivo para celebrar a chegada a 7 bilhões de pessoas. […] Estamos destruindo a cadeia alimentar e destruindo a nós mesmos. Não é possível saber quando, mas acreditamos que sem um movimento voluntário de extinção, chegaremos a uma situação em que seremos extintos de forma involuntária pela falta de condições do planeta em suportar a população mundial”.

A proposta é menos apocalíptica do que pode parecer. O movimento não defende suicídios coletivos ou um apocalipse voluntário. O Les quer que você morra, mas não agora. A proposta é apenas que você morra de velhice feliz no seu cantinho – mas por favor, não deixe nenhuma cria por aí. É só pararmos de fazer nenéns e deixar que os outros seres humanos vivam suas longas e gananciosas vidas antes de virar pó e finalmente deixar o planeta se recuperar. A extinção ocorreria em menos de um século, quando todos os humanos vivos hoje morressem naturalmente após uma longa vida. O movimento ressalta que evitar a reprodução não é o mesmo que parar de ter relações sexuais, mas apenas incentivar o uso de métodos contraceptivos. Lembra ainda que mesmo quem já tem filhos pode se apegar à ideia do movimento e fazer sua parte. “Não somos contra sexo e não somos contra crianças. Pelo contrário, achamos que precisamos cuidar muito bem das que já existem, e um dos passos para isso é evitar que surjam novas crianças”, explica Knight. Segundo Knight, milhares de pessoas apoiam o VHEMT na internet, mas deve haver milhões de outras pessoas espalhadas pelo mundo que seguem o que é defendido pelo grupo. Mesmo assim, ele sabe que o objetivo central do movimento é mais levantar a discussão, provocar, do que de fato alcançar a extinção. “O movimento não tem chance de ser bem-sucedido”, completa.

Com informações de: G1.

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