Coleção “Os Pensadores” – Nova Cultural

A coleção “Os Pensadores” foi uma iniciativa única no Brasil de publicação das obras mais influentes do pensamento ocidental. Foi publicada originalmente pela editora Abril Cultural, na década de 1970. Nas últimas décadas, a Abril Cultural separou-se do grupo Abril, passando então a se chamar Nova Cultural. Atualmente, a coleção “Os Pensadores” publica obras de referência obrigatória para a grande maioria dos cursos universitários de ciências humanas no Brasil, especialmente os de filosofia. Ao todo, são mais de 50 volumes publicados, dos quais consegui reunir boa parte em arquivo PDF aqui.

Devido a um problema técnico, porém, os arquivos tiveram de ser removidos do servidor. Fazendo uma busca no Google, quase todos os resultados direcionam seus links para o Charlezine. Como os arquivos foram removidos, as respectivas páginas para as quais os links apontam não existem mais. Como tenho os arquivos em meu computador, eu bem que poderia subir tudo novamente para o servidor e reativar os links, mas, depois de uma busca mais apurada, consegui encontrar quatro páginas que disponibilizam as obras em PDF e resolvi disponibilizá-las aqui para facilitar a vida de vocês (e a minha).

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Façam bom proveito!

Conheça a Biblioteca Nacional

O vídeo a seguir foi divulgado há exatos 5 anos, em 29 de outubro de 2010, por ocasião do bicentenário da Fundação Biblioteca Nacional, no centro histórico do Rio de Janeiro. Pelo mesmo motivo, nesta data se comemora também o Dia Nacional do Livro aqui no Brasil. A Biblioteca Nacional é a maior biblioteca do país e recebe, por lei, um exemplar de cada livro publicado no Brasil. Todo o seu acervo fica disponível à consulta pública. Parada obrigatória pra quem for dar uma passadinha na cidade maravilhosa.

Se eu já li todos os meus livros

Crônica do poeta e professor Hildeberto Barbosa Filho, publicada no jornal A União do dia 09 de novembro de 2014 para todo o Estado da Paraíba.


“O senhor já leu tudo isso?”, perguntou-me a repórter da TV Correio, espantada com a quantidade de livros de minha biblioteca. Dubitativo, respondi-lhe que, em certo sentido, sim, em certo sentido, não. Não, se vejo a leitura como um processo linear e gradativo que vai da primeira à última página de um livro. Enquanto uma experiência fechada, circunscrita a uma visão completa de conteúdo e temática, reitero que não. Vivesse eu mais cem anos e pudesse ler 24 horas por dia, talvez não desse conta nem de um terço dos 15 mil volumes que acumulei ao longo da vida. Portanto, em face desse conceito de leitura, cerrado, contínuo, absoluto, é claro que não poderia ter lido todos os meus livros.

Não obstante, digo que sim, se pensarmos a leitura em sua natureza aberta, circular e flexível; a leitura como uma espécie de convívio, uma aventura cotidiana que se repete e se renova no contato com a estimulante variabilidade dos livros, em seus diferentes formatos e em seus múltiplos assuntos. Diria mesmo que existe uma modalidade de livros que não se prestam ao apelo excessivo daquela leitura totalizante. Enciclopédias, dicionários, antologias, manuais, sobretudo os didáticos, com seu caráter propedêutico e informativo, me parecem exemplos irrefutáveis. Ninguém leu tais volumes completos, muito embora os possa ter sempre à mão. Certos livros são como jornais e revistas: buscamos neles apenas as informações necessárias ao nosso interesse cognitivo, momentâneo ou permanente, sem que os leiamos por completo.

Outros livros podem nos prender tão somente por um capítulo, um prefácio, uma introdução, uma bibliografia, uma citação, enfim, por um dos elementos que compõem o corpo do texto ou dos paratextos, que também falam, a exemplo das dedicatórias, epígrafes, notas de rodapé e agradecimentos. Ler parte de um livro é lê-lo de alguma maneira; é tê-lo num lugar preciso dentro do território imaginário e real da nossa biblioteca particular. Isso, sem que eu me reporte às idiossincrasias de um leitor apaixonado, que só em olhar ou apreciar, mesmo á distância, a silhueta de um livro na moldura de uma estante, já o está lendo, na medida em que o conhece e o reconhece como um objeto sagrado, um objeto de amor.

Arrumar os livros, limpar-lhes a poeira, protegê-los de seus inimigos inevitáveis (traças, fungos, mofo), encapá-los, folheá-los, proceder-lhes a leitura de reconhecimento, como dizem os especialistas, enfim, cuidar deles como entes vivos, como companhia silenciosa e surpreendente, constitui também uma forma de leitura. Uma leitura toda feita de carícias, corpórea, afetuosa, erótica… Uma leitura que, mesmo submetida ao lavor diário e ao desafio incolor da rotina, só dá prazer. Um prazer que não se esgota e nem sabe a saciedade. Sim: desse modo, caríssima repórter, li todos os meus livros!

Biblioteca Pública Digital da América

Reunir todo o conhecimento já produzido pela humanidade, em pedra, placas de argila, peles de animais, papiros, pergaminhos, papel ou bits, é uma das ambições mais nobres e difíceis. Dos idealizadores da Biblioteca de Alexandria, no século 3 a.C., aos tecnófilos do Vale do Silício, passando pelos iluministas do século 18, muitos já se dedicaram a esse sonho. Com os esforços de grandes instituições para converter seus arquivos ao formato digital, surgiram novas tentativas de concretizá-lo. A recém-inaugurada Biblioteca Pública Digital da América é a mais recente delas – e um dos projetos mais ambiciosos.

Pôsteres da Segunda Guerra Mundial, a Declaração da Independência dos Estados Unidos escrita à mão por Thomas Jefferson e manuscritos de poesias originais de Emily Dickinson são alguns dos destaques do acervo de 2,4 milhões de itens, disponíveis gratuitamente para internautas de todo o mundo no site dp.la. Não é preciso fazer nenhum cadastro para acessar o conteúdo. A base de dados reúne arquivos digitalizados de museus, bibliotecas e outras instituições americanas. A expectativa é que essa coleção aumente muito nos próximos meses, à medida que outras bibliotecas do país se juntem à nova DPLA e que as antigas continuem a digitalizar seus acervos.

A página surge como uma reação ao Google Book Search, um ambicioso projeto do Google para digitalizar todos os livros do mundo. Até agora, mais de 30 milhões de obras já saíram de prateleiras e foram para o acervo digital. Apenas obras de domínio público ou sem restrições legais podem ser lidas na íntegra. É possível acessar apenas alguns trechos de obras protegidas por direitos autorais. Por oferecer aos leitores a possibilidade de comprar as obras, e definir o preço com seus parceiros comerciais, o Google foi alvo de críticas. As motivações comerciais também fizeram com que outras instituições impedissem o uso de seus dados pelo Google. Para evitar armadilhas dessa natureza, os idealizadores da DPLA dizem que o conhecimento deve ser gratuito, acessível para todos e defendem a superioridade técnica do projeto. “Teremos melhores descrições e materiais que não aparecem numa busca no Google. Será uma experiência muito superior”, assegura Dan Cohen, diretor executivo da DPLA.

O projeto foi criado pela Universidade de Harvard, sem a ajuda do governo americano. Embora alguns técnicos da Biblioteca do Congresso tenham participado, o financiamento coube a fundações sem fins lucrativos, além do Instituto de Museus e Bibliotecas, uma agência independente. O maior desafio, porém, não foi financiar a biblioteca, e sim superar as barreiras legais para digitalizar os acervos. Problemas semelhantes foram enfrentados pelo Google, quando a empreitada de digitalizar milhões de livros foi limitada após decisões judiciais favoráveis às editoras. Em diversos países, a Justiça entendeu que o projeto não tinha respaldo legal. Com o trabalho de especialistas, a DPLA pretende evitar os erros cometidos pelo Google. Até 2014, seus organizadores querem firmar uma aliança com autores de livros fora de circulação, para fazer com que suas obras ressurjam na internet. “A vida comercial de um livro é muito limitada”, diz Darnton.

A inspiração para o projeto veio da Europeana, uma biblioteca digital europeia criada em 2008, que atualmente agrega 20 milhões de itens de 20 mil organizações europeias. Com o advento da DPLA, baseada nos mesmos padrões tecnológicos, os organizadores das duas bibliotecas já sonham com a fusão das coleções para criar um grande acervo mundial. “Num futuro próximo, podemos ter um sistema de bibliotecas transatlântico. Reuniremos recursos de toda a Europa e dos EUA para torná-los disponíveis a todo o mundo. Também espero a participação da América do Sul. Desejo que um dia as bibliotecas públicas do Brasil também façam parte disso”, afirma Darnton.

No Brasil, há poucos acervos digitais. Esforços públicos e privados têm sido somados para mudar isso. Uma das iniciativas foi a formação, em 2011, da Rede Memorial. Ela reúne bibliotecas, museus, arquivos e outros institutos para discutir o acesso aberto ao conhecimento, padrões de tecnologias de digitalização e formas de obter investimentos. Uma das principais articuladoras é a recém-inaugurada Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, da Universidade de São Paulo (USP), que desenvolveu um sistema para implantação e gerenciamento de bibliotecas digitais. “Esperamos que, nos próximos dois anos, o país tenha um volume considerável de materiais digitalizados para criar um site semelhante ao da Europea­na”, afirma Pedro Puntoni, diretor da Brasiliana USP, que conta com mais de 3 mil títulos digitalizados.

Fonte: Época.

Templos da leitura: conheça bibliotecas espetaculares ao redor do mundo

Biblioteca do Monastério Real de San Lorenzo de El Escorial (Espanha) – Localizado nas proximidades de Madri, o monastério existe desde 1584. Fundada pelo rei Filipe 2°, a biblioteca foi idealizada para guardar o acervo real. Hoje tem mais de 40 mil volumes impressos, além de cerca de 1.300 manuscritos latinos. Na foto, o salão principal, com 54 metros de profundidade, 9 metros de largura e 10 metros de altura, tem o teto coberto por afrescos Jose Maria Cuellar/Flickr
Biblioteca do Monastério Real de San Lorenzo de El Escorial (Espanha) – Localizado nas proximidades de Madri, o monastério existe desde 1584. Fundada pelo rei Filipe 2°, a biblioteca foi idealizada para guardar o acervo real. Hoje tem mais de 40 mil volumes impressos, além de cerca de 1.300 manuscritos latinos. Na foto, o salão principal, com 54 metros de profundidade, 9 metros de largura e 10 metros de altura, tem o teto coberto por afrescos. Fotografia: Jose Maria Cuellar/Flickr
Biblioteca de livros raros e manuscritos Beinecke da Universidade de Yale (EUA) – Um dos maiores edifícios do mundo inteiramente dedicado aos livros e manuscritos raros, a biblioteca tem espaço na torre central para 180 mil volumes e nas estantes de livro subterrâneos para mais de 600 mil volumes. Hoje o edifício contém cerca de 500 mil volumes Lauren Manning/Flickr
Biblioteca de livros raros e manuscritos Beinecke da Universidade de Yale (EUA) – Um dos maiores edifícios do mundo inteiramente dedicado aos livros e manuscritos raros, a biblioteca tem espaço na torre central para 180 mil volumes e nas estantes de livro subterrâneos para mais de 600 mil volumes. Hoje o edifício contém cerca de 500 mil volumes. Fotografia: Lauren Manning/Flickr
Biblioteca do Mosteiro de Admont (Áustria) – Esse é um mosteiro beneditino localizado na cidade de Admont. Contém a maior biblioteca monástica no mundo. A abadia é conhecida por sua arquitetura barroca, arte e manuscritos. O teto é adornado por afrescos feitos por Bartolomeo Altomonte entre 1775 e 1776. Eles mostram imagens do juízo final, céu e inferno. O acervo da biblioteca é composto por cerca de 200 mil volumes. Os tesouros mais valiosos são os mais de 1.400 manuscritos (o mais antigo do século 8) e os 530 incunábulos (livros impressos antes de 1500) Ognipensierovo/Flickr
Biblioteca do Mosteiro de Admont (Áustria) – Esse é um mosteiro beneditino localizado na cidade de Admont. Contém a maior biblioteca monástica no mundo. A abadia é conhecida por sua arquitetura barroca, arte e manuscritos. O teto é adornado por afrescos feitos por Bartolomeo Altomonte entre 1775 e 1776. Eles mostram imagens do juízo final, céu e inferno. O acervo da biblioteca é composto por cerca de 200 mil volumes. Os tesouros mais valiosos são os mais de 1.400 manuscritos (o mais antigo do século 8) e os 530 incunábulos (livros impressos antes de 1500). Fotografia: Ognipensierovo/Flickr
Biblioteca Geral Histórica, da Universidade de Salamanca (Espanha) – A origem da biblioteca data do século 13, quando nasceu o centro de estudo Salmantino. Já como biblioteca universitária, o prédio recebeu no século 18 a maior parte do acervo do Colégio Real da Companhia de Jesus de Salamanca Divulgação/Universidade de Salamanca
Biblioteca Geral Histórica, da Universidade de Salamanca (Espanha) – A origem da biblioteca data do século 13, quando nasceu o centro de estudo Salmantino. Já como biblioteca universitária, o prédio recebeu no século 18 a maior parte do acervo do Colégio Real da Companhia de Jesus de Salamanca. Fotografia: Divulgação/Universidade de Salamanca
Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra (Portugal) – Criada em 1513, a biblioteca tem cerca de 1,5 milhão de obras. Dentre elas, há volumes raros como a primeira edição do poema épico “Os Lusíadas”, de Camões, e a Bíblia Hebraica Ilustrada. O edifício de estilo barroco foi construído com madeiras exóticas e ouro Wikimedia Commons
Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra (Portugal) – Criada em 1513, a biblioteca tem cerca de 1,5 milhão de obras. Dentre elas, há volumes raros como a primeira edição do poema épico “Os Lusíadas”, de Camões, e a Bíblia Hebraica Ilustrada. O edifício de estilo barroco foi construído com madeiras exóticas e ouro. Fotografia: Wikimedia Commons
Biblioteca do Monastério de Strahov (República Tcheca) – A biblioteca histórica conserva mais de 200 mil volumes entre os quais 3.000 manuscritos. A biblioteca de Strahov é composta por duas salas e uma grande galeria. O destaque é para a ornamentação do teto na sala teológica Rafael Ferreira/Flickr
Biblioteca do Monastério de Strahov (República Tcheca) – A biblioteca histórica conserva mais de 200 mil volumes entre os quais 3.000 manuscritos. A biblioteca de Strahov é composta por duas salas e uma grande galeria. O destaque é para a ornamentação do teto na sala teológica. Fotografia: Rafael Ferreira/Flickr
Biblioteca Mitchell ou Biblioteca Pública de New South Wales (Austrália) – Construída em 1910, a maior parte do acervo da biblioteca pública é sobre história da Austrália, cultura e literatura. O acervo contém cerca de 5 milhões de itens, entre livros, imagens, músicas, jornais e microfilmes Christopher Chan/Flickr
Biblioteca Mitchell ou Biblioteca Pública de New South Wales (Austrália) – Construída em 1910, a maior parte do acervo da biblioteca pública é sobre história da Austrália, cultura e literatura. O acervo contém cerca de 5 milhões de itens, entre livros, imagens, músicas, jornais e microfilmes. Fotografia: Christopher Chan/Flickr
Biblioteca Nacional (China) – Esta enorme biblioteca tem espaço para 12 milhões de livros. A coleção de livros pode ser vista de todos os andares da biblioteca. A capacidade da sala de leitura do edifício é de cerca de 2 mil pessoas Wikimedia Commons
Biblioteca Nacional (China) – Esta enorme biblioteca tem espaço para 12 milhões de livros. A coleção de livros pode ser vista de todos os andares da biblioteca. A capacidade da sala de leitura do edifício é de cerca de 2 mil pessoas. Fotografia: Wikimedia Commons
Real Gabinete Português de Leitura (Rio de Janeiro) – Criado em 1837 por um grupo de portugueses, o Real Gabinete Português reúne cerca de 350 mil volumes no acervo. O local recebe de Portugal um exemplar de cada obra publicada naquele país, e tem também obras impressas em outros países.Com ar sóbrio e estilo manuelino, o gabinete serviu de cenário para inúmeras gravações, como a do filme “O Xangô de BakerStreet” Ruy Barbosa Pinto/Flickr
Real Gabinete Português de Leitura (Rio de Janeiro) – Criado em 1837 por um grupo de portugueses, o Real Gabinete Português reúne cerca de 350 mil volumes no acervo. O local recebe de Portugal um exemplar de cada obra publicada naquele país, e tem também obras impressas em outros países.Com ar sóbrio e estilo manuelino, o gabinete serviu de cenário para inúmeras gravações, como a do filme “O Xangô de BakerStreet”. Fotografia: Ruy Barbosa Pinto/Flickr

Fonte: UOL.

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