Cartas de Amor – Rubem Alves

Woman reading a letter, by Johannes Vermeer“Todas as cartas de amor são ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas.” (Fernando Pessoa)

Tenho no meu escritório a reprodução de uma das telas mais delicadas que conheço: “Mulher lendo uma carta”, de Johannes Vermeer (1632-1675). Uma mulher, de pé, lê uma carta. O seu rosto está iluminado pela luz da janela. Seus olhos lêem o que está escrito naquela folha de papel que suas mãos seguram, a boca ligeiramente entreaberta, quase num sorriso. De tão absorta, ela nem se dá conta da cadeira ao seu lado e lê em pé mesmo. Penso ser capaz de reconstituir os momentos que antecedem este que o pintor fixou. Pancadas na porta interromperam as rotinas domésticas que a ocupavam. Ela vai abrir e lá estava o carteiro, com uma carta na mão. Pela simples leitura do nome no envelope, ela identifica o remetente. Ela toma a carta e, com este gesto, toca uma mão muito distante. Para isto se escrevem as cartas de amor. Não para dar notícias, não para contar nada, não para repetir as coisas por demais sabidas, mas para que mãos separadas se toquem, ao tocarem a mesma folha de papel.

Barthes cita estas palavras de Goethe: “Por que me vejo novamente compelido a escrever? Não é preciso, querida, fazer pergunta tão evidente, porque, na verdade, nada tenho para te dizer. Entretanto tuas mãos queridas receberão este papel”. Será esta a razão do ridículo das cartas de amor – o descompasso entre o que elas dizem e aquilo que elas realmente querem fazer? Pois o propósito explícito de uma carta é dar notícias, e é por isto que elas são feitas de palavras. Mas o que elas realmente desejam realizar está sempre antes e depois da palavra escrita: elas querem realizar aquilo que a separação proíbe: o abraço. Quem quer que tente entender uma carta de amor pela análise da escritura estará sempre fora de lugar, pois o que ela contém é o que não está ali, o que está ausente. Qualquer carta de amor, não importa o que se encontre nela escrito, só fala do desejo, a dor da ausência, a nostalgia pelo reencontro.

Aquela carta fez tudo parar. A mulher fecha a porta e caminha pela casa sem nada ver, buscando uma coisa apenas, a luz, o lugar onde as palavras ficarão luminosas. Que lhe importa a cadeira? Esqueceu-se de que está grávida. Seus olhos caminham pelas palavras que saíram das mesmas mãos que a abraçaram. Seu corpo está suspenso naquele momento mágico de carinho impossível que aquele pequeno pedaço de papel abriu no tempo do seu cotidiano. Uma carta de amor é um papel que liga duas solidões. A mulher está só. Se há outras pessoas na casa, ela as deixou. Bem pode ser que as coisas que estão nela escritas não sejam nenhum segredo, que possam ser contadas a todos. Mas, para que a carta seja de amor, ela tem de ser lida em solidão. Como se o amante estivesse dizendo: “Escrevo para que você fique sozinha…”. É este ato de leitura solitária que estabelece a cumplicidade. Pois foi da solidão que a carta nasceu. A carta de amor é o objeto que o amante faz para tornar suportável o seu abandono.

Olho para o céu. Vejo a Alfa Centauro. Os astrônomos me dizem que a estrela que agora vejo é a estrela que foi, há dois anos. Pois foi este o tempo que sua luz levou para chegar até os meus olhos. O que eu vejo é o que não mais existe. E será inútil que eu me pergunte: “Como será ela agora? Existirá ainda?”. Respostas a estas perguntas eu só vou conseguir daqui a dois anos, quando a sua luz chegar até mim. A sua luz está sempre atrasada. Vejo sempre aquilo que já foi. Nisto as cartas se parecem com as estrelas. A carta que a mulher tem nas mãos, que marca o seu momento de solidão, pertence a um momento que não existe mais. Ela nada diz sobre o presente do amante distante. Daí a sua dor. O amante que escreve alonga os seus braços para um momento que ainda não existe. A amante que lê alonga os seus braços para um momento que não mais existe. A carta de amor é um abraçar do vazio.

“Ainda bem que o telefone existe”, retrucarão os namorados modernos, que não mais têm de viver o amor no espaço das ausências. Engano. Um telefonema não é uma carta falada. Pois lhe falta o essencial: o silêncio da solidão, a calma da caneta pousada sobre a mesa que espera e escolhe pensamentos e palavras. O telefone põe a solidão a perder. Num telefonema a gente nunca diz aquilo que se diria numa carta. Por exemplo: “Eu ia andando pela rua quando, de repente, vi um ipê-rosa florido que me fez lembrar aquela vez…”. Ou: “Relendo os poemas de Neruda encontrei este que, imagino, você gostará de ler…”. A diferença entre a carta e o telefone é simples: o telefone é impositivo. A conversa tem de acontecer naquele momento. Falta-lhe o ingrediente essencial da palavra que é dita sem esperar resposta. E, uma vez terminado, os dois amantes estão de mãos vazias. Mas a mulher tem nas mãos uma carta. A carta é um objeto. Se não tivesse podido recolher-se à sua solidão, ela poderia tê-la guardado no bolso, na deliciosa espera do momento oportuno. O telefonema não pode esperar. A carta é paciente. Guarda as suas palavras. E, depois de lida, poderá ser relida. Ou simplesmente acariciada. Uma carta contra o rosto – poderá haver coisa mais terna? Uma carta é mais que uma mensagem. Mesmo antes de ser lida, ainda dentro do envelope fechado, tem a qualidade de um sacramento: presença sensível de uma felicidade invisível.

Estes pensamentos me vieram depois de ler as cartas de um jovem cientista, Albert Einstein, à sua amada, Mileva Maric. Foram elas que me fizeram ir ao poema do Álvaro de Campos: ridículas. Todas as cartas de amor são ridículas. Acho que os editores pensaram o mesmo. E como desculpa para o seu gesto indiscreto de tornar público o ridículo que era segredo de dois amantes, escreveram uma longa e erudita introdução que transformou as ridículas cartas de amor em documentos da história da ciência. Valem porque, misturadas ao ridículo de que os amantes se alimentam, se encontram pistas que dão aos historiadores as chaves para a compreensão das “fontes do desenvolvimento emocional e intelectual dos correspondentes”. Não sabendo o que fazer com o amor (ridículo), colocaram-nas na arqueologia da ciência. Foi então que o quadro de Vermeer me fez ver a cena que as cartas escondem. E a mulher com a carta na mão e uma criança na barriga? Ela bem que poderia ser Mileva, grávida de uma filha ilegítima, que foi dada para adoção, e sobre quem nada se sabe. A criança foi dada. Mas as cartas foram guardadas. E que razões poderia ter uma pessoa para guardar cartas ridículas? O seu rosto absorto e os lábios entreabertos nos dão a resposta: para aqueles que amam as ridículas cartas de amor são sempre sublimes. Volto ao poema do Álvaro de Campos e encontro lá o que faltava para fechar a cena: “Afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor são ridículas”.

Templos da leitura: conheça bibliotecas espetaculares ao redor do mundo

Biblioteca do Monastério Real de San Lorenzo de El Escorial (Espanha) – Localizado nas proximidades de Madri, o monastério existe desde 1584. Fundada pelo rei Filipe 2°, a biblioteca foi idealizada para guardar o acervo real. Hoje tem mais de 40 mil volumes impressos, além de cerca de 1.300 manuscritos latinos. Na foto, o salão principal, com 54 metros de profundidade, 9 metros de largura e 10 metros de altura, tem o teto coberto por afrescos Jose Maria Cuellar/Flickr
Biblioteca do Monastério Real de San Lorenzo de El Escorial (Espanha) – Localizado nas proximidades de Madri, o monastério existe desde 1584. Fundada pelo rei Filipe 2°, a biblioteca foi idealizada para guardar o acervo real. Hoje tem mais de 40 mil volumes impressos, além de cerca de 1.300 manuscritos latinos. Na foto, o salão principal, com 54 metros de profundidade, 9 metros de largura e 10 metros de altura, tem o teto coberto por afrescos. Fotografia: Jose Maria Cuellar/Flickr
Biblioteca de livros raros e manuscritos Beinecke da Universidade de Yale (EUA) – Um dos maiores edifícios do mundo inteiramente dedicado aos livros e manuscritos raros, a biblioteca tem espaço na torre central para 180 mil volumes e nas estantes de livro subterrâneos para mais de 600 mil volumes. Hoje o edifício contém cerca de 500 mil volumes Lauren Manning/Flickr
Biblioteca de livros raros e manuscritos Beinecke da Universidade de Yale (EUA) – Um dos maiores edifícios do mundo inteiramente dedicado aos livros e manuscritos raros, a biblioteca tem espaço na torre central para 180 mil volumes e nas estantes de livro subterrâneos para mais de 600 mil volumes. Hoje o edifício contém cerca de 500 mil volumes. Fotografia: Lauren Manning/Flickr
Biblioteca do Mosteiro de Admont (Áustria) – Esse é um mosteiro beneditino localizado na cidade de Admont. Contém a maior biblioteca monástica no mundo. A abadia é conhecida por sua arquitetura barroca, arte e manuscritos. O teto é adornado por afrescos feitos por Bartolomeo Altomonte entre 1775 e 1776. Eles mostram imagens do juízo final, céu e inferno. O acervo da biblioteca é composto por cerca de 200 mil volumes. Os tesouros mais valiosos são os mais de 1.400 manuscritos (o mais antigo do século 8) e os 530 incunábulos (livros impressos antes de 1500) Ognipensierovo/Flickr
Biblioteca do Mosteiro de Admont (Áustria) – Esse é um mosteiro beneditino localizado na cidade de Admont. Contém a maior biblioteca monástica no mundo. A abadia é conhecida por sua arquitetura barroca, arte e manuscritos. O teto é adornado por afrescos feitos por Bartolomeo Altomonte entre 1775 e 1776. Eles mostram imagens do juízo final, céu e inferno. O acervo da biblioteca é composto por cerca de 200 mil volumes. Os tesouros mais valiosos são os mais de 1.400 manuscritos (o mais antigo do século 8) e os 530 incunábulos (livros impressos antes de 1500). Fotografia: Ognipensierovo/Flickr
Biblioteca Geral Histórica, da Universidade de Salamanca (Espanha) – A origem da biblioteca data do século 13, quando nasceu o centro de estudo Salmantino. Já como biblioteca universitária, o prédio recebeu no século 18 a maior parte do acervo do Colégio Real da Companhia de Jesus de Salamanca Divulgação/Universidade de Salamanca
Biblioteca Geral Histórica, da Universidade de Salamanca (Espanha) – A origem da biblioteca data do século 13, quando nasceu o centro de estudo Salmantino. Já como biblioteca universitária, o prédio recebeu no século 18 a maior parte do acervo do Colégio Real da Companhia de Jesus de Salamanca. Fotografia: Divulgação/Universidade de Salamanca
Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra (Portugal) – Criada em 1513, a biblioteca tem cerca de 1,5 milhão de obras. Dentre elas, há volumes raros como a primeira edição do poema épico “Os Lusíadas”, de Camões, e a Bíblia Hebraica Ilustrada. O edifício de estilo barroco foi construído com madeiras exóticas e ouro Wikimedia Commons
Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra (Portugal) – Criada em 1513, a biblioteca tem cerca de 1,5 milhão de obras. Dentre elas, há volumes raros como a primeira edição do poema épico “Os Lusíadas”, de Camões, e a Bíblia Hebraica Ilustrada. O edifício de estilo barroco foi construído com madeiras exóticas e ouro. Fotografia: Wikimedia Commons
Biblioteca do Monastério de Strahov (República Tcheca) – A biblioteca histórica conserva mais de 200 mil volumes entre os quais 3.000 manuscritos. A biblioteca de Strahov é composta por duas salas e uma grande galeria. O destaque é para a ornamentação do teto na sala teológica Rafael Ferreira/Flickr
Biblioteca do Monastério de Strahov (República Tcheca) – A biblioteca histórica conserva mais de 200 mil volumes entre os quais 3.000 manuscritos. A biblioteca de Strahov é composta por duas salas e uma grande galeria. O destaque é para a ornamentação do teto na sala teológica. Fotografia: Rafael Ferreira/Flickr
Biblioteca Mitchell ou Biblioteca Pública de New South Wales (Austrália) – Construída em 1910, a maior parte do acervo da biblioteca pública é sobre história da Austrália, cultura e literatura. O acervo contém cerca de 5 milhões de itens, entre livros, imagens, músicas, jornais e microfilmes Christopher Chan/Flickr
Biblioteca Mitchell ou Biblioteca Pública de New South Wales (Austrália) – Construída em 1910, a maior parte do acervo da biblioteca pública é sobre história da Austrália, cultura e literatura. O acervo contém cerca de 5 milhões de itens, entre livros, imagens, músicas, jornais e microfilmes. Fotografia: Christopher Chan/Flickr
Biblioteca Nacional (China) – Esta enorme biblioteca tem espaço para 12 milhões de livros. A coleção de livros pode ser vista de todos os andares da biblioteca. A capacidade da sala de leitura do edifício é de cerca de 2 mil pessoas Wikimedia Commons
Biblioteca Nacional (China) – Esta enorme biblioteca tem espaço para 12 milhões de livros. A coleção de livros pode ser vista de todos os andares da biblioteca. A capacidade da sala de leitura do edifício é de cerca de 2 mil pessoas. Fotografia: Wikimedia Commons
Real Gabinete Português de Leitura (Rio de Janeiro) – Criado em 1837 por um grupo de portugueses, o Real Gabinete Português reúne cerca de 350 mil volumes no acervo. O local recebe de Portugal um exemplar de cada obra publicada naquele país, e tem também obras impressas em outros países.Com ar sóbrio e estilo manuelino, o gabinete serviu de cenário para inúmeras gravações, como a do filme “O Xangô de BakerStreet” Ruy Barbosa Pinto/Flickr
Real Gabinete Português de Leitura (Rio de Janeiro) – Criado em 1837 por um grupo de portugueses, o Real Gabinete Português reúne cerca de 350 mil volumes no acervo. O local recebe de Portugal um exemplar de cada obra publicada naquele país, e tem também obras impressas em outros países.Com ar sóbrio e estilo manuelino, o gabinete serviu de cenário para inúmeras gravações, como a do filme “O Xangô de BakerStreet”. Fotografia: Ruy Barbosa Pinto/Flickr

Fonte: UOL.

Soltas pelo Papa, pombas “da paz” são violentamente atacadas por outras aves

Neste domingo (26), durante a tradicional celebração do Ângelus, na Praça São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco, junto com duas crianças, soltou duas pombas brancas da janela do Palácio Apostólico, num gesto simbólico pela paz mundial. Segundos após alçar voo, porém, as pombas foram violentamente atacadas em pleno ar por um corvo e uma gaivota. Dezenas de milhares de pessoas viram a gaivota agarrar-se à cauda de uma das pombas, enquanto o corvo bicava repetidamente outra. A pomba atacada pela gaivota só perdeu algumas penas; mas a outra, perseguida pelo corvo, levou muitas bicadas e não se sabe o seu destino. Muitas pessoas presentes no local interpretaram este insólito acontecimento como sendo um mau prenúncio de que tempos de guerra virão. O ataque foi flagrado por um fotógrafo da agência de notícias britânica Reuters. Veja a sequência dessa “batalha aérea” nas fotos abaixo e depois tente responder: Sinal dos tempos ou apenas uma coincidência muito cômica?

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Livro reune as melhores fotografias de natureza e vida selvagem do mundo

O Museu de História Natural de Londres, em parceria com a BBC, acaba de publicar o livro Masters of Nature Photography, uma seleção das melhores imagens das últimas 49 edições do concurso anual Wildlife Photography of the Year. Organizado pelas duas instituições britânicas, o renomado concurso premia todos os anos as 100 melhores fotografias retratando cenas de natureza e vida selvagem. Dez fotógrafos tiveram suas imagens selecionadas para o livro comemorativo, entre eles veteranos consagrados e jovens revelações. Cada um escolheu 10 fotos que julgaram ser mais representativas de seu trabalho ao longo dos anos. Veja algumas das fotos:

Após tirar sua primeira foto com 15 anos, o americano Jim Brandenburg focou seu trabalho na fotografia de animais e lugares selvagens, descrita por ele como “pintar a beleza da natureza com uma câmera”. Com mais de 50 anos de carreira e diversos prêmios, o americano de Minnesota tem atuado cada vez mais na Europa. Nesta imagem, dois cavalos poloneses konik foram retratados na reserva de Oostvaardersplassen, na Holanda, que tenta recriar ambientes pré-históricos da Europa (Foto: Jim Brandenburg /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).
Após tirar sua primeira foto com 15 anos, o americano Jim Brandenburg focou seu trabalho na fotografia de animais e lugares selvagens, descrita por ele como “pintar a beleza da natureza com uma câmera”. Com mais de 50 anos de carreira e diversos prêmios, o americano de Minnesota tem atuado cada vez mais na Europa. Nesta imagem, dois cavalos poloneses konik foram retratados na reserva de Oostvaardersplassen, na Holanda, que tenta recriar ambientes pré-históricos da Europa (Foto: Jim Brandenburg /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).
Criado no Quênia, o fotógrafo Anup Shah sempre esteve em meio à natureza. Mas foi somente de obter um doutorado em matemática pela London School of Economics (LSE), durante uma viagem à Índia, que ele passou a se interessar pelo assunto. Nesta imagem ele retratou a gorila Malui em uma reserva da República Centro-Africana (Foto: Anup Shah /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).
Criado no Quênia, o fotógrafo Anup Shah sempre esteve em meio à natureza. Mas foi somente de obter um doutorado em matemática pela London School of Economics (LSE), durante uma viagem à Índia, que ele passou a se interessar pelo assunto. Nesta imagem ele retratou a gorila Malui em uma reserva da República Centro-Africana (Foto: Anup Shah /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).
Embora só tenha tirado sua primeira fotografia aos 22 anos, o americano Thomas Mangelsen tornou-se um dos nomes de destaque no ramo – chegando a fazer documentários em vídeo para a BBC. A imagem foi feita no Parque Nacional de Katmai, no Estado americano do Alasca, após dias de tentativas ao lado de ursos da região (Foto: Thomas Mangelsen /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).
Embora só tenha tirado sua primeira fotografia aos 22 anos, o americano Thomas Mangelsen tornou-se um dos nomes de destaque no ramo – chegando a fazer documentários em vídeo para a BBC. A imagem foi feita no Parque Nacional de Katmai, no Estado americano do Alasca, após dias de tentativas ao lado de ursos da região (Foto: Thomas Mangelsen /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).
Assim como outros fotógrafos escandinavos, o norueguês Pål Hermansen apresenta um bom domínio de luz, motivado pelas características da região, que conta com as luzes do norte e os meses de longas noites. Seu primeiro livro foi lançado em 1985, e desde então seguiram-se outras 30 publicações. Esta imagem de 2005, tirada em Svalbard, na Noruega, mostra o “café da manhã” de um urso polar (Foto: Pål Hermansen /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).
Assim como outros fotógrafos escandinavos, o norueguês Pål Hermansen apresenta um bom domínio de luz, motivado pelas características da região, que conta com as luzes do norte e os meses de longas noites. Seu primeiro livro foi lançado em 1985, e desde então seguiram-se outras 30 publicações. Esta imagem de 2005, tirada em Svalbard, na Noruega, mostra o “café da manhã” de um urso polar (Foto: Pål Hermansen /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).
Habituado ao frio extremo, Paul Nicklen vive em uma ilha do Ártico canadense desde os quatro anos de idade. Após anos de colaboração com revistas como a ‘National Geographic’, Nicklen é considerado um profissional experiente com expedições de mais de 10 mil quilômetros pelo Ártico no currículo. Nesta imagem, ele retrata um pinguim imperador na Antártida, na região do mar de Ross (Foto: Paul Nicklen/Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).
Habituado ao frio extremo, Paul Nicklen vive em uma ilha do Ártico canadense desde os quatro anos de idade. Após anos de colaboração com revistas como a ‘National Geographic’, Nicklen é considerado um profissional experiente com expedições de mais de 10 mil quilômetros pelo Ártico no currículo. Nesta imagem, ele retrata um pinguim imperador na Antártida, na região do mar de Ross (Foto: Paul Nicklen/Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).
David Doubilet teve sua primeira experiência subaquática aos oito anos de idade, em uma colônia de férias. Desde então desenvolveu uma paixão pela fotografia embaixo d’água, tendo vendido suas primeiras imagens para revistas logo aos 16 anos. Na ilha de Danko, na Antártida, ele flagrou esses pinguins se aventurando pelo gelo (Foto: David Doubilet /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).
David Doubilet teve sua primeira experiência subaquática aos oito anos de idade, em uma colônia de férias. Desde então desenvolveu uma paixão pela fotografia embaixo d’água, tendo vendido suas primeiras imagens para revistas logo aos 16 anos. Na ilha de Danko, na Antártida, ele flagrou esses pinguins se aventurando pelo gelo (Foto: David Doubilet /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).
Nascido na Alemanha, Christian Ziegler tem nutrido uma fascinação por florestas tropicais desde a adolescência. Com 19 anos conheceu a Tailândia e um tempo depois fez um mestrado em biologia tropical. Nesta imagem clicada no Panamá, ele retrata um morcego após inúmeras tentativas (Foto: Christian Ziegler /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).
Nascido na Alemanha, Christian Ziegler tem nutrido uma fascinação por florestas tropicais desde a adolescência. Com 19 anos conheceu a Tailândia e um tempo depois fez um mestrado em biologia tropical. Nesta imagem clicada no Panamá, ele retrata um morcego após inúmeras tentativas (Foto: Christian Ziegler /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).
O holandês Frans Lanting só “se deu conta” de que poderia ser um fotógrafo quando já tinha “vinte e poucos anos”, depois de um diploma em ciências sociais. Com ídolos como Ansel Adams, ele acabou se mudando para a Califórnia, onde vive até hoje, 25 anos depois de ter dado início à carreira. Aqui ele retrata um grupo de elefantes no Parque Nacional de Chobe, em Botsuana (Foto: Frans Lanting /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).
O holandês Frans Lanting só “se deu conta” de que poderia ser um fotógrafo quando já tinha “vinte e poucos anos”, depois de um diploma em ciências sociais. Com ídolos como Ansel Adams, ele acabou se mudando para a Califórnia, onde vive até hoje, 25 anos depois de ter dado início à carreira. Aqui ele retrata um grupo de elefantes no Parque Nacional de Chobe, em Botsuana (Foto: Frans Lanting /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).
Nascido em uma família pobre do Estado americano de Alabama, Michael Nichols tirou suas primeira fotografias aos 19 anos. Algumas de suas obras mais importantes foram feitas ao lado de J Michael Fay, biólogo com quem explorou muitos países da África. Nesta imagem feita no Burundi, ele retrata o chimpanzee Whiskey – o animal foi vítima de uma série de abusos e chegou a ser preso pelo seu dono (Foto: Michael Nichols /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).
Nascido em uma família pobre do Estado americano de Alabama, Michael Nichols tirou suas primeira fotografias aos 19 anos. Algumas de suas obras mais importantes foram feitas ao lado de J Michael Fay, biólogo com quem explorou muitos países da África. Nesta imagem feita no Burundi, ele retrata o chimpanzee Whiskey – o animal foi vítima de uma série de abusos e chegou a ser preso pelo seu dono (Foto: Michael Nichols /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).
Vincent Munier ganhou sua primeira câmera dos pais aos 12 anos de idade, e desde então optou por unir a paixão pelas imagens com a obsessão pela natureza. O francês natural de um vilarejo da região de Lorraine diz ter tido a sorte de poder trabalhar com o que mais ama. Nesta imagem, dois pássaros dançam em Hokkaido, no Japão (Foto: Vincent Munier /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).
Vincent Munier ganhou sua primeira câmera dos pais aos 12 anos de idade, e desde então optou por unir a paixão pelas imagens com a obsessão pela natureza. O francês natural de um vilarejo da região de Lorraine diz ter tido a sorte de poder trabalhar com o que mais ama. Nesta imagem, dois pássaros dançam em Hokkaido, no Japão (Foto: Vincent Munier /Museu de História Natural de Londres/Masters of Nature Photography).

Fonte: BBC Brasil.

Oymyakon, a cidade mais fria do mundo

Se vídeos e fotografias viessem acompanhados de sensação térmica, os leitores já estariam correndo em busca de um grosso casaco ou edredom. Afinal, este post é sobre Oymyakon, a cidade mais fria do mundo. Localizada na República de Sakha, no nordeste da Rússia, esse município remoto – o centro urbano mais próximo, Yakutsk, está a 800 quilômetros de distancia – foi fundado para amparar pastores de renas que utilizavam as águas termais da região para aquecer os rebanhos. Oymyakon fez história de uma maneira bastante peculiar em 1924, quando atingiu a temperatura recorde de 71,2 graus abaixo de zero. Nenhum outro lugar permanentemente habitado pelo ser humano jamais registrou frio tão espantoso. A marca realmente é muito difícil de ser superada. Mesmo assim, pouco serve de consolo aos cerca de 500 moradores o fato de que, no inverno, seja algo corriqueiro os termômetros baixarem dos 50 graus negativos. Assistam no vídeo abaixo, produzido pela Euronews de Portugal, uma ideia de como é a vida por lá:

Um frio tão extremo obriga os habitantes a deixarem seus carros em permanente funcionamento (pois os motores não ligariam novamente caso fossem desligados), produz o congelamento até das tintas das canetas e surpreende os desavisados que saem às ruas com a formação de uma espécie de “gelo facial”. Ah, e esqueçam os celulares, porque as cargas das baterias não resistem a tanto frio. Curiosamente, nos meses de verão – junho a agosto – a temperatura na cidade pode chegar a 30 graus Celsius positivos, e os dias chegam a durar 21 horas (oposto de dezembro, quando duram apenas 3 horas). Oymyakon, que está a 750 metros acima do nível do mar, tem também, portanto, uma das mais elásticas variações térmicas da face da Terra. Assistam a outro vídeo, em que o autor mostra a temperatura atingindo assustadores -52,1ºC.

Veja a seguir uma sequência de fotos da cidade:

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Monumento em Oymyakon erguido durante o período de dominação soviética relembra o recorde mundial de frio atingido pela cidade em 1924: 71,2 graus abaixo de zero.

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Em Oymyakon, o posto de gasolina parece um iglu, e abastece carros que “nunca desligam”.

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Renas e gado bovino, como o que aparece na foto, costumam levar banhos de seus pastores nas águas termais da região.
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Moradora de Oymyakon caminha sobre uma ponte da cidade: o lugar mais frio do mundo, onde o gelo “ataca” o rosto das pessoas. (Fotos: Amos Chapple – Rex Fetures)

Fonte: Veja.

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