500 anos da Reforma Protestante

Em comemoração pelos 500 anos da Reforma Protestante, a Igreja Presbiteriana do Brasil lançou um site no qual reunirá artigos, imagens e informações sobre os eventos comemorativos. Compartilho a seguir informações muito breves extraídas desse site acerca dos aspectos econômicos, políticos, educacionais e culturais da Reforma.

 

A REFORMA E A POLÍTICA

O movimento do século 16 produziu uma nova concepção acerca da igreja, buscando resgatar algumas ênfases do cristianismo antigo. A igreja passou a ser vista primordialmente, não como uma instituição, mas como a “comunhão dos fiéis”, o conjunto dos seguidores de Cristo. Com isso, as primeiras comunidades protestantes se tornaram ambientes de intensa participação democrática. Os fiéis tinham forte atuação no culto, nas assembleias deliberativas, na eleição dos pastores e outros oficiais. Esse estilo participativo logo se transferiu para a área política, a gestão dos interesses da sociedade mais ampla. Ao mesmo tempo, surgiu uma intensa reflexão sobre as obrigações e limites dos governantes e os deveres e direitos dos cidadãos.

Assim, não é de admirar que nações protestantes como Inglaterra e Estados Unidos tenham se tornado o berço das modernas democracias que tantos benefícios têm trazido ao mundo. A maior parte das confissões de fé protestantes inclui seções sobre o estado, reconhecendo a importância das instituições públicas, mas rejeitando a onipotência estatal. Os protestantes, em especial os calvinistas, tiveram participação decisiva em três grandes revoluções contra a tirania: a independência holandesa, a “Revolução Gloriosa” inglesa e a Revolução Americana. Historicamente, os protestantes têm defendido a tolerância, a liberdade de consciência e a separação entre a igreja e o estado.

 

A REFORMA E A ECONOMIA

No início do século 20, Max Weber publicou seu influente livro A ética protestante e o espírito do capitalismo. O sociólogo alemão defendeu a tese de que a teologia e a ética calvinistas foram fatores importantes no desenvolvimento do capitalismo moderno. Embora alguns de seus argumentos sejam questionáveis, é inegável que os valores de disciplina, frugalidade e apego ao trabalho apregoados pela Reforma contribuíram para a prosperidade das nações protestantes. Ao mesmo tempo, a ética protestante se voltou contra as mazelas do chamado “capitalismo selvagem”, como a obsessão pelo lucro e o desprezo pelos direitos dos trabalhadores.

Refletindo sobre os ensinos da Bíblia acerca de temas como dinheiro, riqueza e pobreza, os reformadores também deram ênfase aos deveres de compaixão e solidariedade para com os menos afortunados, de busca incessante de uma sociedade mais justa e fraterna. São exemplos disso as constantes gestões de Calvino junto aos órgãos dirigentes de Genebra no sentido de que fossem coibidas práticas econômicas lesivas aos pobres, como a cobrança de juros extorsivos e a retenção dos estoques de alimentos para forçar a elevação artificial dos preços.

 

A REFORMA E A EDUCAÇÃO

Vários princípios da Reforma geraram um profundo interesse pela educação. A norma de Sola Scriptura exigia que a Bíblia fosse lida, estudada e ensinada. Para tanto, era preciso que as pessoas fossem alfabetizadas e instruídas, e que os pastores, os ministros da Palavra, recebessem sólida formação intelectual. O preceito do “Sacerdócio universal dos fiéis”, ou seja, o entendimento de que todo cristão é um ministro de Deus, fez com que se eliminasse a distinção entre clero e leigos, levando os crentes a um forte envolvimento com a vida da igreja. Além disso, surgiu um novo conceito de vocação que valorizava todas as atividades humanas como oportunidades de serviço a Deus e ao próximo.

Em consequência, desde o início os reformados se dedicaram à criação de escolas, como a Academia de Genebra, fundada por João Calvino em 1559. À medida que o movimento se difundiu, primeiro na Europa e depois nos outros continentes, os protestantes disseminaram o interesse pela educação e multiplicaram suas instituições de ensino. Surgiram, assim, algumas universidades que hoje se encontram entre as mais prestigiadas do mundo, como Harvard, Yale e Princeton, nos Estados Unidos. Na América Latina, o melhor exemplo é a Universidade Presbiteriana Mackenzie, com sede em São Paulo. O teólogo e educador morávio Jan Amos Comenius (1592-1670) é considerado um dos pais da educação moderna.

 

A REFORMA E A CULTURA

Cultura pode ser entendida como o conjunto de conhecimentos, comportamentos, crenças, instituições e outros valores transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade. Também inclui todas as atividades e realizações humanas. Em sua obra Cristo e Cultura (1951), o teólogo americano Richard Niebuhr fez uma famosa tipologia da relação entre fé cristã e cultura ou entre igreja e sociedade, identificando cinco possibilidades: “Cristo contra a cultura”, “Cristo da cultura”, “Cristo acima da cultura”, “Cristo e cultura em paradoxo” e “Cristo, o transformador da cultura”. Para ele, os dois últimos tipos foram exemplificados, respectivamente, pelos reformadores Martinho Lutero e João Calvino.

Da perspectiva protestante e reformada, a cultura humana, em suas diferentes manifestações, é muito relevante, mas não pode ser um valor supremo, inquestionável. Ao lado de elementos de grande beleza, riqueza e criatividade, por vezes existem nela fatores perniciosos, negadores da dignidade humana, das boas relações do ser humano com o seu semelhante e com o meio em que vive. A guerra, o racismo e a violência têm sido traços culturais de muitos povos. Assim, a fé cristã muitas vezes se encontra em paradoxo, em conflito, com certas expressões culturais, mas também almeja a elevação, o aperfeiçoamento e a redenção da cultura humana.

Veja também:
Links de teologia reformada
Dia da Reforma e filme de Lutero

O besteirol dos 500 anos

Artigo de opinião do escritor baiano João Ubaldo Ribeiro (1941-2014), publicado no jornal O Estado de S. Paulo do dia 23 de abril de 2000, exatamente um dia depois das comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil.

descobrimento

Levando-se em conta nossa pitoresca realidade contemporânea, até que a quantidade de besteiras ditas e escritas sobre o controvertido aniversário do Brasil não dá para surpreender. O que chateia um pouquinho é que diversas dessas besteiras continuarão a perseguir-nos pela vida afora, algumas talvez trazendo conseqüências indesejadas. A principal delas, naturalmente, é a de que o Brasil começou em 1500, quando nem mesmo no nome isso aconteceu, posto que éramos uma ilha quando os portugueses primeiro viram as terras daqui e, durante muito tempo, o Brasil que duvidosamente existia não tinha nada a ver com o Brasil de hoje.

A impressão que se tem é que, do povo às autoridades e mesmo aos entendidos, acha-se que o Brasil já estava no mapa, com as fronteiras e características atuais, no momento em que Cabral chegou. Teria tido até um nome nativo, já proposto, pelos mais exaltados, para substituir “Brasil”: Pindorama, designação supostamente dada pelos índios ao nosso país. Não sou historiador, mas também não sou tão burro assim para acreditar que os índios tinham qualquer noção geopolítica, ou alguma idéia de que pertenciam a um “país” chamado Pindorama. Não havia qualquer país, é claro, nem sequer a palavra Pindorama devia fazer sentido para os ocupantes que os portugueses encontraram aqui, se é que ela era usada mesmo. No máximo, significaria o único mundo conhecido deles. Parece assim que os nossos índios administravam impérios e cidades como os dos maias, astecas ou incas, quando na verdade, que perdura até hoje, viviam neoliticamente e a maioria esgotava os numerais em três – era o máximo que conseguiam contar e o resto se designava como “muito”.

Como corolário disso, vem a tese de que fomos invadidos. Com perdão da formulação pouco ortodoxa da pergunta, quem fomos invadidos? Todos nós, salvante os mais ou menos 400 mil índios que sobraram por aí, somos descendentes dos invasores, inclusive os negros, que não vieram por livre e espontânea vontade, mas também não viviam aqui na época de Cabral e hoje constituem parte indissolúvel de nossa, digamos assim, identidade. Imagino que haja quem pense que, diante de uma delegação portuguesa, algum diplomata ou general índio tenha argumentado que se tratava da ocupação ilegal de um Estado soberano do Oiapoque ao Chuí e que aquilo não estava certo, cabendo talvez a intervenção das Nações Unidas.

Se a História tivesse tomado rumos um pouquinho diferentes, nossa área hoje podia estar subdividida em vários países diferentes, uns falando português, outros espanhol, outros holandês, outros francês. Do Tratado de Tordesilhas às capitanias hereditárias, aos movimentos separatistas e à ação do barão do Rio Branco, muita coisa se passou para que nos tenhamos tornado o Brasil que somos hoje. Ninguém chegou aqui e descobriu o Brasil já pronto e acabado (se é que podemos falar assim mesmo agora), isto é uma perfeita maluquice. O Brasil, é mais do que óbvio, se construiu lentamente e às vezes aos trancos e barrancos.

Compreende-se que nativos de países como o Peru, o México e outros, notadamente na América Central, se sintam invadidos. Até hoje são numerosos e discriminados, muitos nem falam espanhol e, quando aportaram os conquistadores, tinham cidades maiores do que as européias. (3) Mas nós? Quem, com a notável exceção do amigo pataxó e da jovem senhora xavante que ora me lêem, foi aqui invadido? Vamos supor, já jogando no terreno da absoluta impossibilidade, que o chamado mundo civilizado ignorasse a existência destas terras até hoje. Teríamos aqui, não o Brasil, mas uns 4 milhões de nativos de beiço furado e pintados de urucu e jenipapo (nada contra, até porque furamos as orelhas, nos tatuamos e usamos batom, é uma questão de estilo), que não falavam as línguas uns dos outros, matavam-se entre si com alguma regularidade e cuja tecnologia não era propriamente da era informática. Brasil mesmo, nenhum.

Mas está ficando politicamente correto, suspeito eu que por motivos incorretíssimos, abraçar a tese da invasão do Brasil. “Nós fomos invadidos, fomos invadidos!”, grita em português brasileiro, a única língua que sabe, um manifestante mulato, em Porto Seguro. Será possível que não se perceba a vastidão dessa sandice? Daqui a pouco – e aí é que mora o perigo – entra na moda de vez e os resquícios das nações indígenas que ainda subsistem deverão aspirar à soberania sobre os territórios que ocupam. Como na Europa Oriental, cada etnia quererá ter seu Estado e sua autonomia, com bandeira, hino, moeda (dólar, para facilitar) e passaporte. Que beleza, forma-se-á por exemplo, depois de um plebiscito entre os índios, o Estado Ianomâmi, completamente independente e ocupando área bem maior do que muitos outros países do mundo juntos, reconhecido pelas organizações internacionais e protegido pelo grande paladino da liberdade dos povos, os Estados Unidos, que mandariam missionários e ajuda econômica e tecnológica e, dessa forma, investiriam desinteressadamente numa área tão pobre em recursos econômicos e que tão pouca cobiça desperta, como a Amazônia. E, se protestássemos, a Otan bombardearia o Viaduto do Chá, a ponte Rio-Niterói e o Elevador Lacerda, como advertência.

Cometeram-se e cometem-se crimes inomináveis contra os índios, que devem ter seus direitos assegurados. Também cometeram-se e cometem-se crimes contra grande parte dos brasileiros não-índios, outra vergonha que precisa ser abolida. Mas isso não tem nada a ver com a tal invasão, assim como a outra série de besteiras intensamente veiculada, segundo a qual, se não houvéssemos sido colonizados pelos portugueses, estaríamos em melhor situação, assim como estão em melhor situação a antiga Guiana Inglesa, o Suriname, a Indonésia, a Nigéria, a Somália, o Sudão e um rosário interminável de ex-colônias europeias, quando na verdade se trata de um caso claro de o buraco achar-se bem mais embaixo. Como é que se diz “babaquice” em tupi-guarani?

João Pessoa: 430 anos

Veja também: Nova York e João Pessoa registram mesma temperatura na noite de Natal

A minha cidade de João Pessoa está completando hoje 430 anos desde a sua fundação, em 05 de agosto de 1585. Sendo a terceira capital mais antiga do Brasil, obviamente a cidade tem muita história. Mas, como dá para perceber na reportagem do Jornal Hoje (Globo) abaixo, o turismo daqui gira em torno do sol. É claro que tem mais coisas interessantes para ver, mas, basicamente, os turistas vêm aqui para ver o amanhecer onde o sol nasce primeiro, na Ponta do Seixas, extremo oriental das Américas; e depois atravessam Cabedelo para ver o pôr do sol das margens do rio Paraíba, na praia do Jacaré. Como costuma brincar o humorista pernambucano Murilo Gun, se houver um eclipse solar, a economia de João Pessoa para e o PIB do município cai pela metade.

Veja também: Paraíba: muito mais que sol e mar

Devido às belezas naturais e à boa qualidade de vida, muita gente também escolhe João Pessoa como destino para morar e aproveitar a aposentadoria. Durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Eco-92), João Pessoa recebeu o título de “segunda capital mais verde do mundo”, ficando atrás apenas de Paris. O cálculo baseia-se na relação entre o número de habitantes e a quantidade de árvores na zona urbana. A cidade ainda foi considerada pela organização International Living como uma das melhores cidades do mundo para se desfrutar a aposentadoria. No ranking da organização, a capital paraibana aparece ao lado de Fortaleza como as únicas cidades brasileiras citadas. Veja uma reportagem do SBT Brasil sobre isso:

Aproveitando a ocasião, veja abaixo quatro vídeos: duas relíquias que mostram imagens antigas de João Pessoa, e duas reportagens contando o surgimento da cidade e as curiosidades do seu centro histórico. Mas antes, um aviso: Se você conhece João Pessoa, vai ficar encantado vendo como eram as principais ruas, praças e lugares históricos da cidade – devido ao progresso, alguns lugares estão irreconhecíveis. Mas se você não conhece a cidade, talvez fique um pouco perdido e talvez pareça que as imagens não tenham muito sentido. Em suma, talvez esses vídeos interessem apenas aos meus conterrâneos. Porém, é possível que você fique curioso e queira vir conhecer essa terra. Se este for o seu caso, sinta-se sempre bem-vindo.


Este primeiro vídeo, de pouco mais de 10 minutos, é o mais antigo. Ele mostra como era a cidade de João Pessoa entre os anos de 1959 e 1963, durante a administração do então prefeito Luiz Gonzaga de Miranda Freire. Nessa época, a capital paraibana tinha uma população de apenas 172 mil habitantes.

Nesta reportagem da TV Câmara de João Pessoa, a historiadora Anal Leal conta, direto do rio Sanhauá, como aconteceu a colonização destas terras pelos portugueses, a fundação da cidade e como era a vida por aqui nos seus primeiros séculos de existência.

Finalmente, esta reportagem do programa Vida Melhor, do canal Rede Viva, leva você em um passeio pelos principais pontos turísticos do centro histórico de João Pessoa.

Parabéns pra você: a origem da música

birthdayHoje é meu aniversário. Estou completando 25 anos. Assim como eu, no dia de hoje, apenas no Brasil, estima-se que outras 400 mil pessoas estão aniversariando. É bem provável que todas essas celebrações tenham uma única coisa em comum: a música “Parabéns a Você”. Ela é, com certeza e com folga, a melodia mais conhecida e mais cantada no país em todos os tempos, e dificilmente algum dia terá uma concorrente à altura. O que quase ninguém sabe é que sua história começa nos Estados Unidos, em 1875. Duas professoras primárias da cidade de Louisville, no Estado de Kentucky, as irmãs Mildred e Patricia Smith Hill, resolveram compor uma quadrinha para seus alunos cantarem quando chegassem à escola, pela manhã. O resultado foi Good Morning To All (“Bom dia para todos”), uma simples e despretensiosa melodia em que o título era também a letra inteira, repetida 4 vezes em tons diferentes.

Meio século mais tarde, em 1924, uma editora musical americana lançou um livro de partituras, o Celebration Songs. Como na época não havia uma música própria para ser tocada em aniversários, a editora “emprestou” a melodia das irmãs Smith Hill e rebatizou-a como Happy Birthday To You (“Feliz aniversário para você”). De novo, quase nada aconteceu. Mas, 9 anos depois, em 1933, a canção foi usada como tema de uma peça teatral na Broadway, em Nova York, não por acaso intitulada Happy Birthday To You. A letra original tinha apenas uma frase (happy birthday to you), repetida 4 vezes – sendo que, na terceira linha, o to you era substituído por um dear (querido) e acrescido do nome do aniversariante.

A música se espalhou pelo mundo e chegou ao Brasil no final da década de 1930. Aqui era cantada nas festinhas das famílias ricas, em inglês mesmo. Só que tinha alguém que não estava achando graça nenhuma naquela invasão musical alienígena. Era o cantor Almirante, pseudônimo de Henrique Foréis Domingues, que também apresentava, na Rádio Tupi do Rio de Janeiro, um programa de grande audiência sobre música brasileira. Nacionalista fervoroso, Almirante se sentia incomodado com aquela coisa de brasileiro ficar enrolando a língua e, em 1942, decidiu promover um concurso para escolher uma letra “mais nossa” para a melodia americana.

Uma das 5 mil cartas que chegaram à Rádio Tupi veio da cidade paulista de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba. Foi escrita em apenas 5 minutos por Bertha Celeste Homem de Mello, filha única de um casal de fazendeiros, formada em farmácia, casada e mãe de uma filha. O júri encarregado da escolha era composto por membros da Academia Brasileira de Letras: Olegário Mariano, Cassiano Ricardo e Múcio Leão, e os 3 se encantaram com o versinho de Bertha porque era um dos poucos que tinha 4 linhas diferentes (a maioria preferiu repetir a mesma frase 4 vezes). Bertha tinha 40 anos quando escreveu “Parabéns a Você”. Depois de se tornar conhecida em todo o Brasil, doutorou-se em Letras e dedicou-se à poesia (a coletânea de sua obra está no livro Devaneios). Aos 54 anos, mudou-se para a cidade vizinha de Jacareí-SP, onde lecionou por mais 10 anos e onde viria a falecer em agosto de 1999, aos 97 anos, de pneumonia.

Além de passar boa parte da vida contando a história de seu famoso verso, Bertha insistia para que as pessoas o cantassem direito. Quem canta – como muita gente faz – “Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida”, está cometendo 3 erros (gravíssimos, na opinião de Bertha): na primeira linha, o certo é “parabéns a você” e não “pra você”. Na segunda, o correto é “nesta”, e não “nessa”. E, na terceira, “muita felicidade” é no singular e não no plural. Ah, e aquela coisa de “é pique, é pique, é pique, é hora, é hora, é hora” que muita gente canta no final da canção não tem nada a ver nem com a melodia original, nem com dona Bertha. Poetisa de respeito, ela jamais escreveria uma barbaridade dessas.

Com informações de: Superinteressante.

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