Quem é esse pokemon? As criaturas mais estranhas já encontradas pelo homem

Existem muitas criaturas ainda desconhecidos pelo homem. Seja no fundo do mar ou no interior da floresta amazônica, elas chamam atenção toda vez que são “descobertas”. Mas também há criaturas cuja origem muitas vezes não é entendida ou explicada. Seres extra-terrestres, resultados de experiências científicas malucas, falha genética devido a cruzamentos de espécies diferentes ou erro evolucionista? Veja alguns desses casos:


Criatura da praia de Nova York

Alguns jovens encontraram e fotografaram essa criatura e depois venderam a imagem para jornais. O local da descoberta fica perto de Centro de Controle de Zoonose de Plum Island, Nova York. Logo surgiram teorias sobre o governo estar realizando experiências estranhas. Entre as muitas hipóteses, afirmaram que se tratava de um cachorro ou um guaxinim em decomposição.  Porém, isso nunca foi provado.


Criatura do Panamá

Em setembro de 2009, quatro adolescentes fotografaram essa criatura perto de um rio em Cerro Azul, Panamá.  Segundo eles, o animal começou a persegui-los, então atiraram pedras nele até o matar, depois jogaram seu corpo na água. A única evidência eram as fotos, pois o corpo não foi encontrado. O governo emitiu uma nota afirmando que se tratava de uma preguiça em avançado estado de decomposição.


Criatura da Tailândia

Uma série de imagens surgidas em 2007 retratava uma espécie de cerimônia na qual aldeões tailandeses estavam ao redor de uma criatura desconhecida. A cerimônia seria para se livrar de uma possível influência maligna trazida pela criatura. Por isso, seu corpo foi coberto com talco. Embora os membros lembrem cascos, o restante do corpo não parece nada com uma vaca.


Criatura da Louisiana

Em 10 dezembro de 2010, a rede de televisão americana NBC mostrou essa fotografia que um caçador havia tirado depois de voltar e para seu acampamento em Berwick, Louisiana. Tudo estava destruído e ele culpou a criatura, que sumiu na floresta depois de ser fotografada. A primeira reação foi afirmar que era uma imagem manipulada, mas especialistas que tiveram acesso não puderam provar se era realmente falsa.


Criatura do México

Em maio de 2007, Mario Moreno Lopez, um agricultor na cidade de Metepec, México, encontrou esta criatura na armadilha que tinha preparado para apanhar ratos perto de sua casa. Mario morreu pouco tempo depois de sua descoberta, quando seu carro pegou fogo espontaneamente. Os bombeiros disseram que o fogo estava a uma temperatura excepcionalmente alta para um incêndio normal. Imediatamente surgiram teorias de que ele fora atacado por alienígenas, já que a região é conhecida por supostas aparições de discos voadores.

Marcelo Gleiser no Canal Livre falando sobre vida extraterrestre, ciência e religião

Entrevista concedida por Marcelo Gleiser, professor de física e astronomia na Universidade de Dartmouth, nos Estados Unidos, ao programa Canal Livre, da Band.
Na ocasião, ele falou sobre a probabilidade e as consequências de existir vida fora da Terra, sobre a relação entre ciência e religião, e sobre os limites éticos da ciência.




Veja também: Cientistas discutem procedimentos padrão em caso de contato alienígena


BÔNUS 1: Programa Canal Livre (Band) exibido no dia 23 de março de 2014, com a presença de Douglas Galante, doutor em astronomia pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), e do professor emérito da USP, Sylvio Ferraz Mello, doutor em ciências matemáticas pela Academia de Paris e Doutor Honoris Causa do Observatório de Paris. Apresentação de Boris Casoy, com a presença dos jornalistas Fernando Mitre e Ulisses Capozzoli na bancada.


BÔNUS 2: Garoto filósofo de 9 anos falando sobre a vida, o universo e tudo o mais. Não sei se um adulto escreveu o texto e ele apenas decorou ou se esses questionamentos são de fato dele, mas esse garotinho fala sobre problemas filosóficos bem intrigantes (além de ser um pouco engraçado ver uma criança com preocupações tão sofisticadas).


BÔNUS 3: Neil deGrasse Tyson em “A mais humana das atividades”.


O que não se pode conhecer

Artigo de Marcelo Gleiser.

Quanto podemos saber sobre o mundo? Tudo? Ou existem limites fundamentais para o que a ciência pode explicar? Esse é o tema do meu novo livro, A Ilha do Conhecimento: Os Limites da Ciência e a Busca por Sentido. Vemos apenas uma ínfima fração do Cosmos. Muito do que existe é invisível, mesmo quando aumentamos nossa percepção com telescópios, microscópios e outros instrumentos. Todo instrumento também tem alcance limitado. Como muito da natureza permanece oculto, nossa visão de mundo se baseia só na fração da realidade que podemos analisar. O conhecimento é uma ilha, cercada pelo oceano do desconhecido. A ciência permite acessar partes desse desconhecido e, com isso, a ilha cresce. Mas cresce também a fronteira com o desconhecido: surgem novas questões, que nem poderíamos ter antecipado. Imagine a biologia antes do microscópio, ou a astronomia antes do telescópio. A questão essencial é se existem regiões inacessíveis aos métodos da ciência. A resposta é um sonoro “sim”.

Existem limites intrínsecos às leis da natureza. Por exemplo, a velocidade da luz, sendo a maior que existe, impõe limites sobre o quanto podemos saber do Universo. Visto que o Cosmos surgiu há cerca de 13,8 bilhões de anos e vem expandindo, a informação que podemos receber fica contida numa bolha, com raio dado pela distância que a luz viajou nesse tempo. O Universo pode continuar além desse “horizonte”, mas não podemos ver o que está por lá. A física quântica oferece outro limite, devido ao princípio de incerteza. Não podemos conhecer a posição e a velocidade de uma partícula com precisão acima de um certo valor. Isso revela um mundo estranho, onde objetos podem ser partícula e onda: sua natureza depende do experimento que, por sua vez, depende do observador. Com a física quântica perdemos a objetividade no nível essencial da matéria. Processos ocorrem aleatoriamente; podemos determiná-los apenas usando probabilidades. Finalmente, temos os limites da mente. Não entendemos a natureza do consciente humano. Será possível construir uma simulação do cérebro? Como entender o cérebro, se não podemos “sair” dele? Basta simular neurônios e sinapses? Dos confins do Cosmos ao mundo dos átomos à natureza da mente, vivemos cercados de mistérios.

Cientistas já discutem os procedimentos padrão em caso de contato alienígena

Há décadas mandamos sinais (deliberados ou acidentais) ao espaço, além de procurar por emissões de sinais enviados por alienígenas. Mas qual seria o plano caso um dia ouvíssemos alguma coisa? Se isso acontecer, é mais provável que os cientistas da Seti (sigla em inglês para Search for Extra-Terrestrial Intelligence, ou “Busca por Inteligência Extraterrestre”) percebam primeiro os sinais. Este grupo de cerca de 20 cientistas monitora constantemente o universo na esperança de captar comunicações alienígenas, geralmente contando com recursos parcos e sendo ridicularizados. Eles buscam por algo estranho nos sinais dos maiores telescópios do mundo. A Seti começou com um único homem e um telescópio, em 1959. Hoje, computadores são usados para vasculhar ondas de rádio, enviando para astrônomos possíveis indícios de vida alienígena.

Mas o que aconteceria caso fosse detectada uma comprovada comunicação alienígena? Teorias da conspiração defendem que os governos impediriam a divulgação desta informação, mas o principal astrônomo da Seti, Seth Shostak, pensa diferente. “A ideia de que os governantes iriam manter isso em segredo para evitar pânico não faz sentido”, diz ele. A primeira coisa a ser feita caso os computadores detectem algo seria confirmar a autenticidade com outros telescópios, o que levaria alguns dias. “Neste período, você pode ter certeza de que muita gente falaria sobre isso em e-mails ou blogs: o assunto não ficaria secreto”. É provável, portanto, que a notícia de um contato alienígena fosse divulgada primeiro por um astrônomo da Seti. Em 1997, um “alarme falso” mostrou a reação provável. “Observamos este sinal durante todo o dia e a noite, aguardando alguém de algum governo se manifestar. Nem mesmo políticos locais telefonaram. Os únicos interessados eram da imprensa”, revelou Shostak. Não há nenhum plano de ação detalhando quais organismos internacionais devem ser informados primeiro. “O protocolo é simplesmente fazer o anúncio”, diz Shostak.

As Nações Unidas têm um pequeno escritório em Viena chamado Office for Outer Space Affairs (UNOOSA), ou “Escritório para Assuntos do Espaço Sideral”. Os cientistas da Seti tentam sem sucesso há anos estabelecer um plano comum de ação. Perguntados o que aconteceria no caso de mensagem alienígena, a UNOOSA respondeu que seu mandato atual “não inclui nada referente à questão colocada”. Portanto, o planejamento fica a cargo de pessoas como Paul Davies, da Universidade do Arizona (EUA), que lidera a equipe de pós-detecção da Seti. Mas não sabemos que tipo de informação estaria contida em algum sinal. E sua decodificação poderia levar anos ou mesmo décadas. E o que eles poderiam dizer? Poderia ser uma saudação simples, como um “Olá, terráqueos, estamos aqui”. Poderia ser algo totalmente transformador e revolucionário, como a forma de controlar o processo de fusão nuclear, que resolveria a crise energética mundial.

Pergunte a qualquer um na comunidade Seti se deveríamos responder e o consenso é de que sim. Mas o que dizer e como é motivo de discórdia. “Quando lidamos com uma mente alienígena – o que eles poderiam apreciar, o que eles considerariam interessante, belo ou feio – será muito relacionado com o desenho de sua arquitetura neurológica que realmente não podemos adivinhar”, diz Davies. “Portanto, a única coisa que devemos ter em comum pode ser no terreno da matemática e da física”. De volta ao instituto Seti na Califórnia, o diretor de composição de mensagens interestelares, Doug Vakoch, concorda. “É difícil entender como alguém poderia construir um transmissor de rádio se não souber que dois mais dois são quatro”, diz ele. “Mas como usamos este conhecimento em comum para comunicar algo que é mais idiossincrático para outras espécies? Como diremos a eles como é ser humano?”.

Alguns cientistas da Seti argumentam que, uma vez que saibamos para onde mandar um e-mail interestelar, poderíamos simplesmente enviar todo o conteúdo da internet por meio de um raio laser. Alienígenas teriam então informação bastante para construir padrões, identificar linguagens e ver imagens, de todos os tipos, sobre o que é ser humano. Mas Vakoch acredita que mandar um “carregamento de dados digitais” seria uma aproximação “feia”. “Deve existir algo mais elegante para dizer sobre nós mesmos do que isso”. Poderíamos expressar nossa ideia de beleza, embora de forma simples, ao enviar um sinal representando a sequencia de Fibonacci, na qual cada número é a soma dos dois anteriores: 1, 2, 3, 5, 8, 13 e assim por diante. Em uma sequência vista em galáxias espirais e como algumas conchas nautilus crescem, uma constante algébrica conhecida como Proporção Áurea, esteticamente prazerosa e usada na arquitetura clássica.

Vakoch também espera mostrar características possivelmente idiossincráticas como o altruísmo. Para isto, ele preparou uma animação simples de uma pessoa ajudando outra a subir um penhasco. Mas qualquer mensagem precisaria de consenso internacional antes de ser enviada, coisa que só seria atingida por meio de negociações se um sinal realmente for captado. Até lá, ele pretende continuar pensando no que dizer. “Talvez mais importante do que se comunicar com extraterrestres, este exercício de compor mensagens é uma oportunidade para refletir sobre nós mesmos, sobre com o que nos importamos e como expressamos o que é importante para nós”, diz.

Fonte: BBC Brasil.

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