Físicos e biólogos estão fazendo metafísica em plena era “pós-metafísica”, diz Cirne-Lima

Trecho de um artigo do filósofo e professor gaúcho Carlos Roberto Velho Cirne-Lima.

Na filosofia, o século 20 nasceu sob o impacto da destruição da metafísica; Deus está morto, proclamou Nietzsche, a razão está em cacos. Estamos numa era pós-metafísica. O positivismo lógico do Círculo de Viena, o atomismo de Bertrand Russel e a pluralidade dos jogos de linguagem de Wittgenstein fizeram da filosofia terra arrasada. Metafísica ou filosofia primeira, com queriam Aristóteles, os clássicos da Idade Média e do Idealismo Alemão, o vento do século a levou; sobrou apenas a Ética, a doutrina sobre o dever-ser.

Todas as demais disciplinas, antes filosóficas, se é que sobreviveram, devem ser colocadas lado a lado com a física, a química, a astronomia, a biologia, a linguística; lado a lado, em pé de igualdade, com a mesma dignidade e a mesma amplitude. Uma ciência universal que paire sobre as ciências particulares e as fundamente é algo, embora belo, obsoleto. Também o Deus de eras anteriores foi destronado e reduzido a mero produto da fértil imaginação humana; vivemos a era da secularização.

Onde a filosofia recua, porém, avançam os cientistas oriundos principalmente da biologia e da física. Os filósofos não ousam mais falar de metafísica, de filosofia primeira, mas os físicos estão aí a postular, a pesquisar e a construir uma Grand Unified Theory que deveria juntar numa só teoria válida para todo o universo a relatividade e a mecânica quântica. Eles falam abertamente de uma Theory of Everything, teoria sobre toda e qualquer coisa, ou seja, uma teoria geral do universo. Os físicos falam sem medo, escrevem sem maiores reservas, onde nós filósofos há mais de um século calamos.

Mais audazes que os físicos são ainda os biólogos, que elaboraram uma General System Theory; em cima desta e com os mesmos pressupostos neoplatônicos surge agora a Complexity Theory, as teorias sobre Artificial Life, as teorias sobre sistemas evolutivos complexos, etc. Físicos e biólogos querem, sim, desenhar uma ciência que explique não apenas áreas particulares do saber, mas a totalidade do universo; eles estão fazendo metafísica em plena era pós-metafísica.

A história por trás da ordem das letras nos teclados de computador

Usados inicialmente para retransmitir códigos morse, os teclados evoluíram até chegar ao padrão atual, o “QWERTY”. Alguns países, como França e Alemanha, têm arranjos diferentes para as letras. É o que mostra em menos de três minutos este vídeo produzido pelo jornal Nexo.

Arqueólogos gregos acreditam ter encontrado o túmulo de Aristóteles em sua cidade natal

AristotleArqueólogos gregos acreditam ter descoberto o túmulo de Aristóteles em escavações realizadas durante mais de duas décadas na antiga cidade de Estagira, local de nascimento do filósofo. “Não temos provas, mas indícios muito fortes que beiram a certeza”, declarou o diretor das escavações, Konstandinos Sismanidis, a veículos de imprensa locais. Sismanidis apresentou nesta quinta (26) os resultados no congresso internacional “Aristóteles – 2.400 anos”, realizado na Universidade de Salônica.

Após analisar dois manuscritos que faziam alusão à transferência das cinzas do filósofo para sua cidade natal, a equipe de Sismanidis chegou à conclusão de que uma construção descoberta em 1996 nas citadas escavações não pode ser outra coisa senão o mausoléu de Aristóteles. Os arqueólogos que trabalhavam em Estagira desde o início dos anos 1990 ficaram surpresos que, no meio de uma fortificação do período bizantino, houvesse destroços de uma edificação, cujas características não coincidiam com essa época nem com eras posteriores. As descobertas no interior das ruínas da construção – moedas de Alexandre, o Grande, e de seus sucessores – situam seu erguimento no começo do período helenístico. Os destroços do teto achados neste sítio arqueológico demonstraram que a construção tinha sido coberta com telhas da fábrica real, o que demonstra que se tratava de um prédio público. O local fica entre uma galeria do século V a.C. e um templo de Zeus do século VI a.C., dentro da antiga cidade, perto de sua ágora, e com vista panorâmica. No piso do local há um retângulo de 1,30 por 1,70 metro, o que corresponde a um altar.

Todas estas indicações e o fato de que a forma da construção não permitia atribuir-lhe outro uso que não o de um túmulo, fizeram os arqueólogos suspeitar de que se tratava de um mausoléu. Finalmente, chegaram à conclusão de que provavelmente a pessoa à qual era dedicado o mausoléu era Aristóteles, com a ajuda de dois documentos antigos: uma tradução em árabe do século XI d.C. de uma biografia do filósofo grego e o manuscrito N. 257 da Biblioteca Nazionale Marciana, de Veneza. Ambos os documentos dizem que, quando Aristóteles morreu em 322 a.C. na cidade de Calcis, os moradores de Estagira transferiram suas cinzas para uma urna de cobre, a puseram em um mausoléu e a ao lado delas construíram um altar.

Fonte: G1 e News 247.

O argumento cosmológico Kalam

O argumento cosmológico Kalam para a existência de Deus propõe o seguinte: (1) Tudo que começa a existir tem uma causa. (2) O universo começou a existir. (3) Logo, o universo tem uma causa para a sua existência. Obviamente que essa causa deve ser externa e anterior a ele mesmo. Deve existir além de seus limites, a saber, do tempo e do espaço; sendo portanto atemporal e imaterial. Ou seja, algo parecido com a noção filosófica de Deus. Entenda melhor este argumento no vídeo abaixo.

Veja também: Debates sobre a existência de Deus

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Em um debate realizado nos Estados Unidos, o Dr. William Lane Craig explica, em apenas 4 minutos, o argumento cosmológico em favor da existência de Deus.

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