Não entendo arte contemporânea!

Recentemente soube de um amigo que, em viagem pela Europa, esteve no museu do Louvre, em Paris – o mais famoso do mundo. Ele conta que lá está exposto um quadro muito prestigiado que consiste numa tela toda branca, novinha em folha, inalterada. Abaixo dele, o título: “A Ausência da Arte”. Poucos dias depois, eis que leio (no G1 e na Folha) a seguinte notícia: “Obra de Barnett Newman é vendida por US$ 44 milhões em Nova York”. Junto à manchete estava a imagem abaixo:

Onement VI

Ou seja, o sujeito pinta uma mesa de ping-pong (sem a rede, porque provavelmente ele não saberia pintar uma rede) e isso vale 44 milhões de dólares! Além do valor do quadro, o pintor ainda é chamado, na mesma notícia, de “um dos mais brilhantes representantes do expressionismo abstrato”. PQP! A mão de tinta não ficou nem tão boa assim! O cara que pintou meu apartamento faria melhor! (se acha que estou sendo muito duro com o “artista”, veja outros quadros do sujeito).

Veja também: Como um quadro pode valer milhões?

Na mesma semana, fiquei sabendo que um garoto esqueceu os óculos no chão do Museu de Arte Moderna de São Francisco, nos Estados Unidos, e o objeto foi confundido com uma obra de arte. Como se isso fosse pouco, tem ainda uma peça de teatro chamada “macaquinhos” que está se apresentando pelo Brasil (patrocinada pelo Governo Federal) e gerando polêmica por onde passa. Os atores e atrizes se apresentam completamente nus e fazem performances nas quais exploram, cheiram, enfiam o dedo e cutucam os cus uns dos outros (definitivamente não recomendo procurar isso para assistir no YouTube).

É por exemplos como esses (que estão longe de ser exceção) que digo sem nenhuma vergonha: Não entendo arte contemporânea. De duas, uma: ou eu sou um completo ignorante desprovido de senso estético, ou essa palhaçada não faz sentido mesmo. E eu não estou só por pensar assim. No vídeo abaixo, o jornalista americano Paul Joseph Watson expõe o establishment da arte contemporânea como ele realmente é: “uma grande panelinha de babacas pretensiosos que tentam parecer sofisticados atribuindo sentido a algo que não possui sentido algum”.

Por dois milênios, grandes artistas estabeleceram o padrão de beleza. Agora esses padrões foram abandonados. A arte moderna é uma competição entre o feio e o distorcido; a obra mais chocante vence. O que aconteceu? Como o belo veio a ser aviltado e o mau gosto veio a ser celebrado? No vídeo abaixo, o renomado artista Robert Florczak explica a história por trás dessa mudança e como ela pode ser revertida.

Por fim, deixo-vos com o músico Zeca Baleiro cantando “Bienal”, uma canção-poema que ele escreveu em 1996 por ocasião da 23ª Bienal Internacional de Artes Plásticas, que aconteceu em São Paulo naquele ano e tinha como tema: “A desmaterialização da obra de arte no fim do milênio”.

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2 opiniões sobre “Não entendo arte contemporânea!

  • 22 de outubro de 2013 em 11:51
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    Até que enfim encontrei alguém que concorda comigo sobre essa coisa de arte. Umas coisas que não fazem o menor sentido, ou eu que não entendo mesmo. Você disse tudo, não sei sinceramente o que eles pensam da vida. Eu estou estudando a matéria ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA no meu curso de Jornalismo, fui muito mal na última prova, porque pra mim essa coisa toda não faz o menor sentido. Nunca vou entender como refletir sobre a sociedade olhando para uma roda em cima de um banco, mas o tal do Duchamp diz que sim. Vai saber.

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