Google: o gigante das buscas

Talvez você não se lembre, mas houve um tempo em que as informações eram caras e difíceis de conseguir. Você precisava comprar um jornal, ligar para outras pessoas, fazer perguntas, passear em bibliotecas até encontrar o livro certo ou gastar horas decorando um texto que você não podia esquecer. Daí veio 1998 e tudo isso mudou com uma simples palavra: Google. “Ele tornou as informações mais fáceis e mais próximas da vida das pessoas”, diz Joe Janes, professor da disciplina “Google” na Universidade de Washington (EUA). Números de telefone, datas históricas, biografia de qualquer personalidade, as notícias de 5 minutos atrás, o melhor lugar para se comprar uma casinha de cachorro – qualquer mistério ou desejo urgente pode ser resolvido em poucos minutos com a mais popular ferramenta de busca da internet.

O Google se tornou uma espécie de periférico do nosso cérebro – o principal intermediário entre nós e o enorme manancial de informações disponível na rede. Junto com o celular e a pílula anticoncepcional, é um dos raros casos em que uma tecnologia vira um fenômeno cultural e muda a sociedade. Nos Estados Unidos, ele deu origem a um verbo – as pessoas não procuram informações sobre alguma coisa, elas “googlam”. Também gerou histórias quase épicas, como a de um homem que encontrou o pai depois de 34 anos ou a de uma mulher que, em meio a um ataque cardíaco, achou informações de como salvar a própria vida. Situações semelhantes se repetem no resto do mundo. Depois do Google, o problema não é mais achar o que você quer saber – é saber o que você quer achar. Para o Google, entretanto, tudo isso ainda é pouco. O próximo passo é nada menos do que mudar a internet e a forma como lidamos com nosso computador, nossas tarefas e nossas informações.

NOTA: A palavra Google é uma referência ao maior número cujo nome se conhece, o googol, que é o algarismo 1 seguido de 100 zeros.

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HISTÓRICO

O Google surgiu em 1998, quando Sergey Page e Larry Brin, estudantes da Universidade Stanford (EUA) se reuniram em uma garagem para colocar em prática suas pesquisas no campo de busca de informações. Até então, ferramentas como Altavista dominavam a internet com uma abordagem bastante simples. Os resultados eram organizados de acordo com o número de vezes e o lugar em que uma palavra-chave aparecia no texto – se ela estava incluída no título, por exemplo, ganhava mais pontos. Era só escrever a mesma palavra milhares de vezes em algum canto da página que o lugar entre os primeiros resultados estava garantido. Para piorar, os serviços de busca aceitavam pagamentos para colocar alguns links em destaque, o que fazia de cada busca um misto de serviço e intervalo comercial.

A ideia de Page e Brin era mais difícil de manipular. Eles avaliavam cada site de acordo com o número de links que apontassem para ele. O raciocínio era de que as páginas que fossem muito citadas em outras seriam provavelmente as mais importantes e, portanto, deveriam aparecer no topo das listas de resultados. Não era uma ideia tão nova: os acadêmicos há décadas avaliam a importância de uma publicação pelo número de artigos que fazem referência a ela. Só que, uma vez na rede, o sistema causou uma revolução: não era mais uma equação ou uma pessoa que julgava as páginas, mas sim a própria internet. Valendo-se apenas do boca-a-boca, ele se tornou a maior ferramenta de buscas da internet em menos de 4 anos e fez de seus donos bilionários. Não foi só uma questão de tecnologia. Como disseram Page e Brin em uma carta publicada em 2004 aos seus investidores: “O Google não é uma empresa convencional. Não queremos nos tornar uma”. Em uma época em que as empresas de internet construíam portais com dezenas de serviços, eles ofereciam uma ferramenta de busca com o visual mais simples possível: um logotipo com um espaço em baixo. Preencha a lacuna e ganhe de brinde uma lista de respostas. Deu certo.

Dicas para pesquisar no Google:

  • Use mais de uma palavra para fazer a busca;
  • Se quiser achar uma frase, escreva-a entre aspas;
  • Formule as frases em forma de resposta em vez de pergunta;
  • Use o sinal de menos antes de palavras para eliminá-las da busca;
  • Use * se não quiser (ou souber) especificar um termo no meio de uma frase.
  • Digite uma conta ou equação seguida de = e o Google dá o resultado.

Com informações de: Superinteressante.

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