O enigmático mundo da nanociência

Quando olhamos para o céu e pensamos na imensidão do universo, nas distâncias extraordinárias entre as galáxias, ficamos admirados, espantados, maravilhados, e tentamos assimilar com bastante dificuldade tais proporções, tão pouco familiares. Da mesma forma, quando pensamos nas coisas extremamente pequenas, percebemos que trata-se de uma realidade igualmente fascinante e inspiradora. O que se esconde no nível atômico da matéria é um mundo enigmático do qual a nanociência se ocupa, e que faz com que muito tempo e dinheiro sejam gastos com nanotecnologia.

20131114-micromacro

Um dos principais objetivos de muitos cientistas ao redor do mundo é desvendar a enigmática realidade que se encontra além do que nossos limitados sentidos podem perceber. Nos últimos anos, cientistas desenvolveram grandes telescópios e outras ferramentas tecnológicas para estudar o extremamente grande e, além disso, também desenvolveram diversos meios para estudar o extremamente pequeno. Contemplamos diariamente belas imagens de galáxias, pulsares, estrelas e planetas; mas vemos muito pouco sobre as estruturas atômicas. Diferente do fácil acesso que a população em geral tem aos telescópios (até via internet), os equipamentos e aparelhos utilizados no estudo do mundo atômico não estão ao alcance da população. Isto contribui para que a contemplação desse microcosmo fique limitado somente a poucas pessoas.

O conhecimento dessas pequenas estruturas é muito importante. A ciência que tem como objetivo compreender e manipular este “universo do pequeno” é a nanociência. Junto com a nanotecnologia, os avanços nesta área estão levando à construção de estruturas nanométricas que, até pouco tempo atrás, eram apenas ideias de ficção científica. São antigos sonhos tecnológicos que vêm se tornando cada vez mais reais, desafiadores e intrigantes. Mas afinal, o que é nano? A primeira coisa a ser dita é que um nanômetro é uma unidade muito, mas muito pequena. Um matemático lhe diria que um nanômetro é 0,000000001 metro. Vamos tentar melhorar isso imaginando um grão de areia de 1 milímetro comparado com uma praia de mil quilômetros de extensão. Conseguiu entender a proporção? Isso é pensar em escala nano. Definitivamente, ao imaginar escalas nanométricas – assim como quando imaginamos os anos-luz astronômicos –, nos damos conta que nossos sentidos não evoluíram para assimilá-las com facilidade. É talvez esse um dos motivos que deixam cientistas tão curiosos.

20131114-escala-nano

A nanotecnologia constitui uma das áreas de pesquisa científica mais proeminentes para o futuro. Grandes descobertas já foram feitas, mas ainda existem muitos mistérios. Esse estudo não somente revelou novas imagens em nível atômico, mas também descobriu que diversos compostos bem conhecidos na nossa escala visível se comportam de uma maneira diferente em escala nanométrica. Dessa forma, átomos apresentam novas propriedades que podem ser aproveitadas para o benefício do homem. A manipulação, controle e “montagem controlada” de átomos já é uma realidade. Por outro lado, uma das características que mais chama a atenção é a interdisciplinaridade desta área que, longe de ser específica ou destinada somente a alguns especialistas, requer diversos tipos de profissionais, assim como diversos conhecimentos de eletrônica, matemática, biologia, bioquímica, informática, química, física, nanoengenharia dos materiais, entre outros. Muito provavelmente, em um futuro não muito distante a exploração na escala nanométrica nos direcionará a uma nova revolução científica e tecnológica.

20131114-nano

Nerdologia sobre nanotecnologia:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Deixe uma resposta:

%d blogueiros gostam disto: