A dura vida de uma subcelebridade

Da sede humana por fofocas nasceu uma das profissões mais controversas do mundo: os paparazzi. Armados apenas com um câmera fotográfica, eles enfrentam perigos, baixos salários e a ira dos artistas para registrar cada mínimo passo das celebridades. E por falar em celebridades, a maioria não gosta da perseguição inconveniente desses “profissionais”. Mas no outro extremo, há uma categoria de “famosos” que não se importam de ser fotografados em cenas constrangedoras. São as subcelebridades – que às vezes até pagam aos paparazzi para que façam seus flagras. Nesse grupo se encaixam mulheres-frutas, ex-BBBs, panicats, funkeiras, rainhas de bateria e aquelas que ninguém se lembra de onde vieram, mas todo mundo já viu com pouca roupa. Elas ou suas assessoras ligam e avisam que a subcelebridade vai estar em tal lugar e encomendam o flagra.

“Elas ficam passando bronzeador, entram no mar e deixam escapar um peito do biquíni”, conta o paparazzi Adílson Lucas. Sem convites para festas ou programas de TV, essas celebridades dependem dos paparazzi para existir. Depois de feitas as fotos, alguns jornais populares, como Extra e Meia Hora, sempre acabam publicando. Algumas mais bem assessoradas encomendam e pagam verdadeiros ensaios aos paparazzi. Renata Frisson (sim, frisson), a Mulher Melão, é uma catarinense bancada pela família para investir na carreira de fruta no Rio de Janeiro e pega pesado na produção. Em 2008, em uma ação pioneira, ela encomendou ao fotógrafo Phillipe Lima, da AgNews, um ensaio sensual entre os taxistas da rodoviária Novo Rio. O ensaio fez tanto sucesso nos jornais populares locais que um ano depois ela voltou à rodoviária para receber a faixa (produzida por ela mesma, claro) de rainha dos taxistas.

Parece absurdo, mas não podemos esquecer que toda a atividade dos paparazzi e das revistas e jornais que publicam seu trabalho é motivada por um mercado de fofocas multibilionário. Tudo o que os famosos fazem interessa a um monte de gente: o que vestem, o que comem, com quem se relacionam… Sai tudo naquelas revistas que você costuma ler nos salões de beleza e nas salas de espera dos consultórios. O mercado da mediocridade e da futilidade só existe porque tem um público fiel que o financia.

Com informações de: Superinteressante.

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