Cristofobia no Oriente Médio

Veja também: 80 fuzilados na Coréia do Norte por crimes como a posse de Bíblias

cristaos-perseguidos

Notícia 1:

O cristianismo está perto da extinção no Oriente Médio devido às perseguições religiosas. A afirmação faz parte do relatório de um estudo divulgado em dezembro de 2012 pela Universidade de Oxford (Inglaterra). Segundo o estudo, conduzido pelo professor Rupert Shortt, “os cristãos são o grupo religioso mais perseguido do mundo”. Concluiu-se também que a maior ameaça aos cristãos em países do Oriente Médio vem justamente dos muçulmanos; e que muitas vezes a mídia mundial não faz a devida cobertura do assunto por medo de ser taxada de preconceituosa ao atacar grupos islâmicos.

Shortt explica que aproximadamente 200 milhões de cristãos em todo o mundo sofrem com “perseguição, opressão ou prejuízo social devido à sua fé”. Menciona ainda que, nos países onde casos de perseguição aos cristãos são rotineiros, muitos políticos fazem vista grossa para a questão: “Expor e combater o problema, na minha opinião, deveria ser prioridade política em muitos lugares do mundo. Como este não é o caso, a situação nos diz muito sobre uma hierarquia questionável”, afirmou. O estudo cita ainda que a “cristofobia” – termo que intitula o relatório – é resultado do medo que os governos orientais têm em relação à religião cristã. Shortt afirma que muitos governantes vêem o cristianismo como uma ameaça a seus governos. A recente divulgação de um documento do governo chinês, que classifica o cristianismo como uma “doença”, reforça a tese. O risco é que o cristianismo seja extinto justamente na região geográfica de sua origem.

Fonte: The Thelegraph.


Notícia 2:

O Iraque é um país de maioria islâmica e, atualmente, é formado por uma sociedade bastante conturbada, que vive em conflitos de natureza étnica. Durante uma entrevista a um programa de TV, um dos líderes religiosos do país, o aiatolá Ahmad Al Baghdadi Al Hassani afirmou que a minoria cristã terá duas alternativas se continuar no país: “converter-se ao islamismo ou morrer”. A polêmica declaração veio acompanhada de uma ameaça bastante preconizada entre os radicais islâmicos, que entendem ser legítimo raptar e estuprar esposas e filhas de pessoas de religiões diferentes das suas. Al Hassani é tido como um dos mais radicais líderes islâmicos pró-Jihad, que é a “guerra santa” usada como argumento para justificar a violência por parte dos muçulmanos. Recentemente, uma pesquisa feita pela Universidade de Oxford chegou à conclusão que aproximadamente 200 milhões de cristãos sofram perseguição no mundo, e o pior cenário é visto nos países de maioria muçulmana. O relatório da pesquisa apontou que, se nada for feito pelas autoridades, o cristianismo pode ser extinto do Oriente Médio, justamente a localização geográfica de seu surgimento.

Fonte: The Blaze.


Notícia 3:

Um relatório sobre intolerância religiosa divulgado pela Fundação para a Análise e Estudos Sociais (FAES) apresentou um dado alarmante: mais de 20 cristãos morrem diariamente vítimas de perseguição por outros grupos religiosos. O número de mártires chega a quase um por hora, segundo o pesquisador Javier Rupérez, membro da Real Academia de Ciências Morais e Políticas e autor do estudo “A perseguição aos cristãos no século 21”. “Os cristãos no mundo, mais do que qualquer outra comunidade religiosa, constituem hoje um grupo perseguido e ameaçado, com urgência na necessidade de proteção e assistência”, afirmou o pesquisador. O levantamento foi feito a partir da análise de inúmeros artigos, estudos e outras avaliações a respeito de eventos noticiados pela mídia de todo o planeta. Segundo Javier, os casos que aparecem na mídia são apenas a ponta do iceberg: “Eles não são nada. Particularmente, são amostras violentas de uma tendência conhecida e multiplicada por todo o período contemporâneo e não podem ser entendidas como eventos isolados e, portanto, insignificantes”, lamenta.

Além dos países islâmicos da África e do Oriente Médio, há ainda, de acordo com o estudo, os casos de perseguição religiosa em países ou regimes “que tem o ateísmo como estado de crença e a perseguição religiosa como padrão”, como é o caso da Coreia do Norte. Em sua análise, Javier Rupérez informa que o número de cristãos mortos nos últimos 10 anos chega a 100 mil. O relatório traz ainda outros dados a respeito da perseguição religiosa no mundo, e destaca que 75% da população mundial sofre alguma restrição ao exercício da liberdade religiosa. “A perseguição em curso contra os cristãos tem diversas fontes de inspiração e diferentes níveis de insanidade, alguns dos quais estão diretamente relacionados com o plano criminoso para apagar os traços do cristianismo da face da Terra”, disse.

Fonte: Gospel Mais.


Notícia 4:

Autoridades paquistanesas incluíram “Jesus Cristo” em um grupo de palavras obscenas que deverão ser bloqueadas nos torpedos de celular enviados no país. Segundo a agencia de noticias Charisma, o PTA (Autoridade de Telecomunicações do Paquistão) criou uma lista de palavras consideradas obscenas e ordenou que as operadoras de telefonia móvel bloqueassem mensagens que contém qualquer uma dessas palavras. A lista contém 596 palavras na língua local e 1.109 palavras em inglês, que devem ser bloqueadas pelas operadoras. Na lista estão incluídas palavras como “camisinha”, “flatulência”, “absorvente” e “Jesus Cristo”. Muitos questionamentos foram levantados sobre a motivação do Paquistão ao incluir “Jesus Cristo” numa lista de palavras consideradas obscenas. Uma carta não-oficial do PTA diz que a liberdade de expressão pode ser restringida “no interesse e glória do Islã”. A carta fala do equilíbrio entre a liberdade de expressão e da pornografia na Constituição da República Islâmica do Paquistão e explica que o objetivo desta lista é combater o spam, descrito pelo PTA como “a transmissão de mensagens prejudiciais, fraudulentas, enganosas, ilegais ou não solicitadas que são enviadas em massa para qualquer pessoa sem a autorização do destinatário”. O Paquistão figura na lista da ONG Portas Abertas como um dos países onde a perseguição religiosa está mais presente em todo o mundo.

Fonte: Charisma News.


Notícia 5:

Mais de 6 mil bíblias foram confiscadas, sites foram fechados e igrejas foram destruídas por autoridades iranianas em uma ofensiva do governo contra o crescimento do cristianismo no país. Segundo a agência oficial de notícias Mehr, a ação se justifica por que “os missionários cristãos têm feito uma campanha milionária, com publicidade enganosa para que a opinião pública e a juventude se afastem dos ensinamentos do Islã”. O aiatolá Hadi Jahangosha manifestou sua preocupação com a “expansão do cristianismo entre os jovens”, e culpou os meios eletrônicos de comunicação e a facilidade de acesso a literatura cristã pela expansão: “É responsabilidade de todos os cidadãos do Irã que façam algo sobre isso e cumpram seu papel na difusão do Islã puro, lutando contra as culturas falsas e distorcidas do Ocidente”. “O importante neste assunto é que a polícia, os juízes e os líderes religiosos devem estar cientes que os cristãos estão se fortalecendo para enfrentar o Islã, caso contrário, qual o sentido de terem produzido este grande número de Bíblias?”, disse um representante do governo sobre as bíblias confiscadas, que segundo ele “foram produzidas com uma melhor qualidade de papel, em tamanho de livro de bolso”.

Além do confisco de bíblias, o que preocupa a liderança cristã no país é a destruição de igrejas, como aconteceu na cidade de Kerman, onde uma das principais igrejas da cidade foi destruída por autoridades islâmicas locais. A liderança afirma também que o governo Mahmoud Ahmadinejad está preocupado com o grande número de muçulmanos que estão se convertendo ao cristianismo. Segundo eles, o país já tem pelo menos 100 mil cristãos. Outro alvo de ataque do regime iraniano são os sites em língua persa com conteúdo cristão, entre eles a agência Mohabat News. Muitos sites foram tirados do ar com ataques que sobrecarregam os servidores, um tipo de ataque cibernético. E o governo não se preocupa em esconder seus atos: o Ministério da Segurança do Irã anuncia ter eliminado uma rede de internet que, segundo as autoridades, “fazia propaganda antirreligiosa no ciberespaço”. O ministério anunciou também a prisão de várias pessoas envolvidas com esses sites e criou um comitê regulatório para monitorar os usuários de internet no país.

Fonte: Mohabat News.


Notícia 6:

Durante o Jornal do SBT Paraná da última terça-feira (24), o jornalista Paulo Eduardo Martins, da Rede Massa, emissora afiliada do SBT no Paraná, comentou sobre a quantidade de cristãos que estão sendo perseguidos e mortos no mundo e aproveitou para criticar a imprensa que parece evitar divulgar esses dados e denunciar tais casos de intolerância religiosa.

BÔNUS: Matéria da revista Época sobre Cristofobia

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3 opiniões sobre “Cristofobia no Oriente Médio

  • 27 de junho de 2014 em 18:47
    Permalink

    Basta olhar para essa imagem para entender que não há a menor chance da extinção do Cristianismo,quanto mais eles perseguirem os cristãos,mais o Cristianismo vai crescer,isso não me preocupa como cristã, fizeram a mesma coisa com Jesus Cristo,o perseguiram e o mataram e mesmo assim há mais de 2000 mil anos o Cristianismo continua vivo,eles podem fazer o que quiser,mas nenhum homem tem o poder de extinguir o Cristianismo

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    • 18 de dezembro de 2014 em 16:16
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      Muito boa a matéria! Jesus disse: “Sereis odiados de todos por causa do meu nome, aque porém, que perseverar até o fim será salvo” mt 20:22
      Não é fácil!

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  • 10 de setembro de 2014 em 10:43
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    O cristianismo se originou do zoroastrismo, há aproximadamente 1750 anos a.c. (equivale há 1750+2014 anos= 3764 anos).
    Entre as características que fazem parte de uma religião, a que mais chama atenção é a identidade entre o grupo. Identidade essa que está presente em qualquer grupo de qualquer camada social, por exemplo: o grupo dos roqueiros, metaleiros, rappers, pop’s, sertanejos etc.
    É muito mais fácil se esconder atrás de uma doutrina ou uma filosofia determinista pregoada por uma camada ou grupo político-social. Há mais de 200 anos, Kant dissertava sobre a menoridade intelectual humana.
    Chega ser engraçado ver que de 200 anos pra cá as massas nunca tenham chegado à maioridade. Pelo contrário, o que mais se “assiste” são repetições aleatórias de pessoas incapazes de se servirem ao próprio entendimento sem a orientação de outrem.
    Existem dois tipos de entendimento sobre a supra imagem:
    O primeiro está preso nos moldes do pensamento imediato, achando uma barbárie e um escândalo.
    A segunda forma de entendimento é externa à todo tipo de pensamento parâmetro pré-moldado e demonstra o tamanho da maturidade destas crianças, brincando de queimar pessoas, porque não quiseram participar da mesma brincadeira.
    Irônico!

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