Controvérsias históricas sobre o descobrimento do Brasil

Há muitas especulações sobre a chegada de outros navegantes do velho mundo ao território que hoje é o Brasil antes da expedição de Pedro Álvares Cabral em 1500. Na disputa com a Espanha por novas terras, os portugueses supostamente teriam realizados expedições sigilosas, denominadas de “arcanos”. Já em 1325 circulavam na Europa lendas e mapas sobre uma terra assinalada como Hy-Brazil situada além-mar, também chamada de Ilha Brasil, Ilha de São Brandão e Brasil de São Brandão. Veja a seguir outras histórias como essa:

Cabral_Porto_Seguro_1500

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Abubakar II

Segundo o historiador árabe Shihab al-Din al-Umari (1300-1349), autor de Masalik Al-Absar, o mansa do Império do Mali, Aboubakri II (ou Abubakar II), que reinou entre 1310 e 1312, lançou-se ao Atlântico em duas expedições. A última, com 200 pirogas, não retornou. O historiador Van Sertima argumenta que Abubakar II teria sobrevivido à travessia e chegado à América do Sul.

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Vaz da Cunha e Fernandes de Andrade

Pedro Vaz da Cunha, o “Bizagudo”, em 1487, partindo de São Jorge de Mina, teria mapeado a costa do Brasil. No mesmo ano, João Fernandes de Andrade teria feito a mesma viagem desde o Golfo da Guiné.

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Jean Cousin

O navegador normando Jean Cousin teria chegado ao atual Estado do Maranhão e à foz do rio Amazonas em 1488. Tal descoberta seria possivelmente atestada em mapas e serviu de justificativas para as pretensões colonialistas francesas no Brasil.

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Náufragos franceses

Documentos antigos atestam que marinheiros normandos e bretões teriam naufragado nas costas brasileiras em 1491.

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João Coelho da Porta da Cruz

A mando do rei de Portugal,João Coelho da Porta da Cruz teria vindo ao Brasil em 1493 e 1494. Tal expedição seria para verificar as descobertas de Colombo e garantir informações para o tratado de Tordesilhas.

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Duarte Pacheco Pereira

O navegador português Duarte Pacheco Pereira teria chegado aos atuais territórios do Maranhão e do Pará em 1498. Visitou a ilha do Marajó e a foz do rio Amazonas. Tal hipótese é fundamentada em uma intepretação do manuscrito cifrado “Esmeraldo de situ orbis“, de autoria do próprio Pereira.

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Vicente Yáñez Pinzón

Vicente Yáñez Pinzón, navegador espanhol, partiu do porto de Palos de la Frontera, no Sul da Espanha, a 19 de novembro de 1499. Em janeiro de 1500 alcançou a costa brasileira, tendo avistado um cabo que denominou como Santa Maria de la Consolación, local cuja identificação atual é atribuída ao Cabo de Santo Agostinho, o Mucuripe, São Roque e o Cabo Branco. O navegador prosseguiu em sua viagem e, em fevereiro, alcançou a foz do rio Amazonas, que batizou como Mar Dulce. O seu primo, o navegador espanhol Diego de Lepe, teria atingido a costa brasileira em março de 1500.

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Pedro Álvares Cabral

Cabral era o capitão da esquadra que zarpou de Lisboa para as Índias a 9 de março de 1500, pretendendo contornar o continente africano. A certa altura da viagem, tendo já ultrapassado as ilhas Canárias, a sua frota, desviou-se para Oeste a pretexto de desviar de um trecho do Oceano Atlântico conhecido pelas calmarias, ou ausência de vento – a chamada volta do mar. Existe controvérsia sobre o motivo do desvio, pois alguns autores sugerem que os portugueses teriam vindo ao Brasil pelo menos 4 anos antes. Cabral, nessa linha de argumentação, não procurava um caminho seguro para as Índias, porque este já era conhecido, tendo sido percorrido anteriormente pela armada de Vasco da Gama. A 22 de abril de 1500, Cabral aportou onde se transformaria no arraial de Porto Seguro ou então na baía hoje denominada de Santa Cruz Cabrália, mais distante, rumo ao norte, no sul da costa da atual Bahia. A hipótese mais aceita é que isso ocorreu no ilhéu de Coroa Vermelha, onde vivem os índios pataxós. Na carta que escreveu aos reis da Espanha em julho de 1501, o soberano português comunicou-lhes ter Cabral chegado a “uma terra que novamente se descobriu, a que pôs o nome de Santa Cruz, em que achou as gentes nuas como na primeira inocência, mansas e pacíficas, a qual parecem que N. Senhor milagrosamente quis que se achassem”.

Fonte: Wikipedia.

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