Conheça 10 cientistas “malucos”

Nem todo gênio é insano e nem todo maluco é genial, mas a combinação de inteligência e excentricidade em altas doses encheu de histórias bizarras as vidas de muitos cientistas e matemáticos famosos. Confira a seguir 10 exemplos escolhidos pela revista Galileu:

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1. George Price (1922 – 1975)

Autor de contribuições importantes na teoria dos jogos e na biologia, Price se converteu ao cristianismo em 1970 e disse que suas novas idéias científicas lhe eram inspiradas por Deus. Dedicou-se ao serviço social em Londres junto aos sem-teto, os quais convidava para dormir em sua casa. Quando a casa que alugava foi desapropriada, passou a viver em squats (comunidade de moradores de rua). Deprimido por não poder mais auxiliar a população sem-teto, cometeu suicídio em 1975.

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2. Isaac Newton (1643 – 1727)

Um dos maiores cientistas de todos os tempos, trabalhava dias seguidos trancado em seu quarto sem comer. Quando ia ao refeitório da Universidade de Cambridge, comia sozinho enquanto rabiscava o chão. Descobriu o cálculo, mas manteve o feito em segredo durante anos por medo de críticas. Era fervoroso estudante de alquimia e envenenou a si mesmo pelo contato com o mercúrio. Celibatário, nunca se casou.

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3. Évariste Galois (1811 – 1832)

Gênio revolucionário e trágico, após o suicídio do pai, participou de movimentos políticos pela república na França. Nunca havia conseguido publicar um trabalho e foi desafiado para um duelo. Na noite anterior à disputa, deixou escrito tudo o que pôde sobre suas descobertas. Morreu com 20 anos, graças ao tiro que levou. É um dos fundadores da teoria de grupos da matemática.

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4. Nicolau Tesla (1856 – 1943)

Inventor brilhante, Tesla é conhecido como o pai do sistema de corrente alternada que tornou possível a eletrificação em larga escala. Era celibatário e dizia que isso era essencial para sua capacidade criativa. Mas tinha uma paixão: pombos. Andava com seus bolsos sempre cheios de milho para alimentá-los e no final da vida dividia com esses animais o pequeno quarto de hotel onde morava. Ao mesmo tempo era obcecado por higiene e temia ser contaminado por germes alheios. Tinha uma relação ritualística com o número três, que o levava a realizar os mesmo atos três vezes e a escolher para se hospedar quartos cujos números fossem múltiplos de três. Não ligava para dinheiro e rasgou um contrato que poderia tê-lo feito multimilionário. Morreu pobre.

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5. Henry Cavendish (1731 – 1810)

Extremamente tímido, sua sorte é que era rico e tinha seu próprio laboratório para pesquisar sozinho, em Londres. Até seus criados eram proibidos de aparecer na sua frente. Mesmo assim, sem falar com ninguém, sem sair de casa e só comendo carne de carneiro, mostrou que os gases podem ser quantificados, que o ar é uma mistura de gases, que a água é um composto, calculou a constante gravitacional G e determinou a densidade da Terra em um valor próximo ao que conhecemos hoje. Avesso a qualquer publicidade, hoje dá nome ao famoso Laboratório Cavendish, em Cambridge, Inglaterra.

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6. Tycho Brahe (1546 – 1601) 

Um dos maiores astrônomos do seu tempo. Nobre e rico, habitava um castelo numa ilha particular na Dinamarca, onde dava festas de arromba. Perdeu parte do nariz num duelo, e o substituiu por uma peça de prata. Tinha um alce doméstico, que tratava como cachorro e que morreu depois de cair bêbado do alto de uma escada. Contratou Johanes Kepler como assistente, mas se recusava a compartilhar com ele seus dados. Somente após a morte de Brahe é que Kepler pôde estudar o material e com ele deduzir as leis dos movimentos planetários, imortalizando a ambos.

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7. Paul Erdös (1913 – 1996)

Húngaro-americano generoso, doava quase tudo o que ganhava para promover a matemática ou ajudar jovens talentosos. Não tinha nada seu a não ser artigos científicos e pertences pessoais em uma mala com a qual vivia pedindo para se hospedar na casa dos colegas, para produzirem matemática juntos. Não conseguindo se interessar por outra coisa, abordava os amigos com problemas e se agitava procurando soluções para eles. No cinema, dormia; no museu, era encontrado no jardim, pensando em equações e números. Dormindo 4 horas por noite, provou o teorema do número primo e foi um dos cientistas mais produtivos da História, com autoria de mais de 1.500 artigos.

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8. Oliver Heaviside (1850 – 1925)

Nunca recebeu educação formal, nunca aceitou trabalhar por dinheiro, era sustentado pela família e pelo estado britânico. Agressivo, preferia passarinhos a companhias humanas, insultava os vizinhos, gostava de lugares escuros e trabalhava em seus ambientes bem fechados, quentes e apertados. Seus contatos eram só com pessoas da família. Foi morar na casa de uma parente e manteve-a em regime fechado, quase como uma escrava por seis ou sete anos, até que fosse libertada pelas sobrinhas. Deixou enormes contribuições para o eletromagnetismo, para os cabos telegráficos e deu base matemática para os modernos circuitos elétricos do nosso dia-a-dia.

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9. Grigori Perelman (1966)

De unhas, barba e cabelos longos, o russo é desligado do mundo, não anda com amigos e se diverte caçando cogumelos na floresta. Uns anos atrás, sozinho colocou um trabalho em um site de matemática na internet e também o enviou, por e-mail, para alguns especialistas selecionados analisarem-no. Assim conseguiu provar a famosa, enigmática e centenária Conjectura de Poincaré da topologia, um dos sete problemas do milênio. Escolhido para receber a Medalha Fields, a maior premiação da matemática, rejeitou-a, como também parece desprezar o milhão de dólares oferecido pela resolução do problema. Para ele, o que importa é a prova matemática, o resto é supérfluo.

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10. Ramanujan (1881 – 1920)

Brilhante matemático autodidata e dono de uma intuição que beirava o misticismo, em 33 anos de vida descobriu cerca de 3.000 teoremas originais. Ainda garoto, largou a escola para se dedicar obsessivamente à matemática. Isso o impediu de entrar para a universidade na sua Índia natal, pois nos exames admissionais bombava em todas as demais disciplinas. Muito religioso, acreditava nos deuses hindus e dizia que uma equação só fazia sentido pra ele quando a enxergava como “um pensamento de Deus”. Casou-se com uma noiva de 12 anos e mudou-se para a Inglaterra, mas sua dieta vegetariana e os invernos rigorosos minaram sua saúde.

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