A ciência não é uma invenção moderna

arquimedesDos dois semestres que cursei na graduação em Psicologia do Unipê, algo que continua muito vivo na memória é a ênfase que os professores davam a um fato que para eles é indiscutível: a Psicologia, assim como toda ciência, nasceu lá pelo século 19. Antes disso, para eles, não se pode falar em “ciência” propriamente dita. Na formação do profissional contemporâneo, todo o resto da história da ciência, todos os séculos que antecederam essa época são negligenciados, ignorados, negados. Era no máximo “proto-ciência”, algo como uma pré-história da verdadeira ciência que surgiu com o iluminismo e o positivismo modernos.

A esses professores, penso que ninguém deu uma resposta melhor do que Isaac Newton e Chesterton. O primeiro, ao afirmar que, se conseguiu enxergar mais longe, é porque estava vendo de cima dos ombros de gigantes que o precederam. Chesterton, por sua vez, escreveu em O Defensor: “Ora, pareceu-me injusto que a humanidade se ocupasse perpetuamente em chamar de más todas aquelas coisas que foram boas o suficiente para tornar outras coisas melhores, em eternamente chutar a escada pela qual subiu. Pareceu-me que o progresso deveria ser algo mais além de um contínuo parricídio; portanto, investiguei os montes de entulho da humanidade e encontrei tesouros em todos”. A tabela abaixo exemplifica isso muito bem. Nela, podemos comparar teorias e descobertas científicas consideradas “modernas” e constatar que elas já eram conhecidas na antiguidade clássica.

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