Bilionário russo promete possibilitar a imortalidade humana até 2045

Segura firme aí: faltam só 32 anos para você poder se tornar imortal! Bom, não exatamente você, com corpo e tudo, mas apenas a sua consciência. É o que propõe o projeto 2045 Initiative, patrocinado por um bilionário russo. A notícia já circulou em 2012 no Discovery News, mas voltou a repercutir no Mashable no mês passado.

NOTA: Na minha concepção antropológico-filosófica, penso que a consciência humana (mente, alma, espírito, inteligência, nous, psique, ou como preferir chamar) sempre foi imortal ou, pelo menos, transcendente ao corpo.  Mas os cientistas envolvidos no projeto em questão adotam um ponto de vista cético e materialista; portanto, pretendem tornar possível a imortalidade da consciência através dos avanços da ciência.

avatar-project

Um magnata russo está planejando alcançar a imortalidade cibernética nas próximas décadas. A ideia é muito mais séria do que pode parecer à primeira vista, tanto que o multimilionário já tem uma equipe inteira de profissionais trabalhando no desenvolvimento de unidades holográficas funcionais com capacidade de carregar um cérebro artificial humano. Agora, o russo está tentando reunir mais bilionários ao redor do mundo interessados em colaborar financeiramente com o intento. O homem por trás do projeto 2045 Initiative — descrita como uma organização sem fins lucrativos — é Dmitry Itskov. A lista de metas e prazos que o russo estipulou para o desenvolvimento da obra é um tanto ambiciosa. Segundo a imagem acima, divulgada no site oficial do projeto, as ações preteridas são as seguintes:

  • Até 2020: a criação, com sucesso, de um avatar para o qual um cérebro humano possa ser transplantado.
  • Até 2025: conseguir transplantar com sucesso o cérebro de uma pessoa no final da vida para o avatar.
  • Até 2030: criar um cérebro artificial.
  • Até 2035: conseguir, com sucesso, transplantar o cérebro artificial para o avatar.
  • Até 2040: a criação de um corpo holográfico.
  • Até 2045: finalmente transplantar o cérebro artificial humano para o avatar holográfico, representando o ser imortal.

Veja o vídeo de apresentação do projeto (áudio em inglês):

Senso-percepção virtual

senso-percepcao-virtualO desafio de desenvolver próteses motoras mais eficientes, capazes não apenas de obedecer aos comandos do cérebro, como também captar informações sensoriais externas, está mais próximo de ser vencido. Um sistema criado por um pesquisador brasileiro permitiu que macacos movimentassem um braço virtual apenas com o pensamento e, após tocarem objetos mostrados na tela de um computador, distinguissem as diferentes texturas associadas a eles. O feito foi descrito em um artigo publicado no site da revista Nature pela equipe do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, professor da Universidade Duke, nos Estados Unidos. Nicolelis trabalha há anos em um projeto – chamado “Walk Again” (“Andar novamente”, em tradução livre) – para o desenvolvimento de uma espécie de veste robótica que permitiria a pacientes tetraplégicos recuperar seus movimentos e já obteve outros resultados relevantes.

Até então, os sistemas que fazem a comunicação direta da atividade cerebral com dispositivos externos (chamados de interfaces cérebro-máquina) eram uma via de mão única. Ainda não era possível devolver ao cérebro informações como as obtidas pelo tato. Essas interfaces dependiam quase exclusivamente de um feedback visual. O novo sistema (agora denominado interface cérebro-máquina-cérebro) extrai movimentos de comando das áreas motoras do cérebro ao mesmo tempo em que leva para áreas envolvidas na percepção do toque informações que permitem distinguir sensações. Para obter essa comunicação bidirecional, os pesquisadores implantaram microfios em duas áreas do cérebro de dois macacos: o córtex motor e o córtex somatossensorial.

Em uma primeira etapa, os macacos foram treinados a manipular, por meio de um joystick, um cursor de computador ou um braço virtual de forma a alcançar até 3 objetos dispostos na tela para identificar um deles previamente definido, o que lhes garantiria uma recompensa. Em seguida, o joystick foi desconectado e a manipulação passou a ser feita diretamente pela atividade dos neurônios do córtex motor. Os objetos, visualmente idênticos, eram diferenciados apenas pelo que os pesquisadores chamaram de texturas artificiais. A percepção de cada textura era gerada por um padrão específico de pulsos elétricos transmitido ao córtex somatossensorial sempre que os macacos passavam o braço virtual sobre um dos objetos. Veja o vídeo que mostra testes com o braço virtual controlado pelo cérebro:

A equipe observou ainda que a atividade dos neurônios do córtex motor representava os movimentos do cursor ou do braço virtual mesmo quando esses dispositivos estavam apenas sendo observados pelos macacos. Esses resultados, segundo os cientistas, apoiam sua ideia de que uma prótese de um membro pode ser incorporada ao circuito cerebral. Os pesquisadores acreditam que, no futuro, o uso dessas interfaces de comunicação bidirecional pode não se limitar a próteses de membros e incluir uma série de outros dispositivos. “As interfaces cérebro-máquina-cérebro podem efetivamente liberar o cérebro das restrições físicas do corpo”, avaliam no artigo. “Os macacos exploram objetos com a mão virtual e adquirem um sexto sentido”, resume Nicolelis em sua página no Twitter.

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Com informações de: G1.


Cientistas conseguem fazer ratos de comunicarem por telepatia

A mais recente proeza dos cientistas da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e do Instituto Internacional de Neurociência de Natal (IINN), no Rio Grande do Norte, parece saída de obra de ficção científica: eles conseguiram transferir informações entre os cérebros de dois ratos. Não, você não leu errado. Se já era possível conectar o cérebro de mamíferos a máquinas, os cientistas consideraram que podiam tornar o desafio um pouco mais complicado. Ligaram o cérebro de um rato a uma máquina e esta ao cérebro de outro roedor. Deu certo. O resultado do trabalho está descrito em artigo publicado no último dia 28 de fevereiro na revista Scientific Reports. No primeiro experimento, realizado na Universidade Duke, dois ratos tiveram microcircuitos implantados no córtex motor e no córtex tátil – áreas do cérebro relacionadas com os movimentos voluntários e a sensação de toque, respectivamente. O primeiro animal, chamado de “codificador”, foi treinado, sozinho, para realizar tarefas que exigiam a escolha correta entre duas opções de estímulos táteis ou visuais. Em um dos desafios, por exemplo, o roedor ganhava uma recompensa ao acionar uma alavanca sinalizada com uma luz.

Veja também: Senso-percepção virtual

Sua atividade cortical, manifestada por meio de impulsos elétricos, foi gravada, analisada e transferida para a área correspondente no cérebro do segundo rato, o “decodificador”, que aprendeu a tomar decisões de comportamento similares a partir apenas das informações fornecidas pelo cérebro do rato codificador. “Criamos a primeira forma de conexão cérebro-cérebro”, afirma o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, que liderou o trabalho, em entrevista à CH On-line. Assista ao vídeo, em inglês, e veja um infográfico dos experimentos em que um rato transmite seu aprendizado ao outro:

telepatia nicolelis

No segundo teste, os roedores foram colocados em locais separados, mas seus cérebros permaneceram continuamente conectados. O primeiro rato passou a receber uma recompensa extra quando o segundo era bem-sucedido nas tarefas. O resultado foi um comportamento ainda mais preciso em ambos. “Houve uma interação entre os cérebros dos animais, algo que não havíamos previsto”, diz Nicolelis. Depois de deixar os ratos praticando as tarefas por algum tempo, os pesquisadores analisaram a atividade cerebral de ambos. “Percebemos que os neurônios do córtex tátil do segundo animal passaram a responder não só a estímulos mecânicos de seus próprios bigodes, mas também dos bigodes do primeiro”. Apesar da interação entre os sistemas nervosos, o neurocientista explica que não há uma comunicação em nível consciente. “O segundo rato não tem ciência da existência do primeiro”.

Os pesquisadores mostram no trabalho que a transferência de informações entre cérebros não tem limite de distância. Em outro teste, eles repetiram os procedimentos anteriores, porém com os ratos separados por 6,5 mil quilômetros de distância: enquanto o codificador estava na sede do IINN, em Natal-RN, o decodificador estava em um laboratório da Universidade Duke, no estado da Carolina do Norte (EUA). Os dados foram transferidos por meio da internet. Apesar de o tempo de transmissão dos impulsos elétricos ter aumentado em 10 vezes, os resultados foram semelhantes aos obtidos nos experimentos anteriores. De acordo com o neurocientista, embora nos experimentos as transferências tenham sido feitas em tempo real, as informações do cérebro do rato codificador poderiam também ser gravadas e armazenadas em um computador para serem decodificadas em outro momento pelo segundo animal. Ele afirma ainda que teoricamente a troca de informações funciona também entre outras partes do cérebro.

Para Nicolelis, a grande importância do feito está em avançar no conhecimento sobre os limites da plasticidade cerebral. “Futuramente a mesma tecnologia poderá ser utilizada na reabilitação de pacientes que perderam a atividade em determinadas áreas do cérebro, por trauma ou derrame, por exemplo”, acrescenta. “Podemos pensar na reconexão das diferentes regiões por meio de uma interface eletrônica”. Nesse caso, explica, a interligação seria feita dentro de um mesmo cérebro. Teoricamente, a transferência de informação pode ser feita também entre dois cérebros humanos, mas o neurocientista afirma que não há qualquer interesse em fazer esse tipo de experimento. Para ele, a tecnologia, aplicada em ratos ou macacos – outra espécie que deve ser utilizada futuramente –, é suficiente para o que se pretende com os estudos. Ele considera não haver possibilidade de questionamentos éticos no uso de animais.

O procedimento descrito no artigo teria outro emprego promissor, na visão de Nicolelis: a criação de um sistema de computação orgânico, que poderia revolucionar a área de processamento de dados. “Estamos começando um experimento para testar uma arquitetura de informação que não seja algorítmica, que está por trás do funcionamento dos computadores que usamos hoje”. O sistema funcionaria a partir da ligação entre redes de cérebros de animais, que seriam utilizados para troca, processamento e armazenamento de informações. Além de Nicolelis, assinam o artigo Miguel Pais-Vieira, Mikhail Lebedev e Jing Wang, todos da Universidade Duke, e Carolina Kunicki, do IINN, que ficou responsável pela transferência de equipamentos para Natal e realização da parte dos experimentos no Brasil.

Infográfico: IstoÉ.

5 falhas mais comuns do pensamento

Que a mente humana é capaz de processar uma quantidade incrível de estímulos, todo mundo sabe. Mas o fato é que a nossa cognição (o processo responsável por processar e armazenar informações) não é perfeita, o que resulta em várias distorções no raciocínio. Essas falhas do pensamento acontecem com todo mundo – o que vai fazer a diferença é o modo como cada um lida com elas. Listamos aqui 5 das mais comuns (e interessantes). Dê uma olhada e depois diga se já não aconteceram com você.


1. Pareidolia

Sabe quando alguém cisma que está vendo a imagem de um santo em uma mancha na janela ou quando você distingue o formato de animais em nuvens? Esse fenômeno se chama pareidolia e acontece quando interpretamos um estímulo totalmente vago (uma imagem, som ou outros tipos de sinais) como algo cheio de significado. Tudo por causa da mania do cérebro em procurar padrões em tudo. O teste de Rorschach – aquele das pranchas com manchas de tinta em que você tem de dizer o que está vendo – foi criado para explorar a pareidolia e sua possibilidade de revelar o que há na mente.


2. Falácia do jogador

A “falácia do jogador” ou “falácia de Gambler” é a tendência a achar que eventos relacionados a probabilidades podem ser influenciados por eventos aleatórios anteriores. Para entender: você joga uma moeda 3 vezes e em todas elas dá coroa. Em que apostaria na quarta vez? A tendência é acharmos que, se já saiu coroa 3 vezes, a próxima deverá ser cara. Mas a probabilidade, é claro, continua sendo a mesma: há 50% de chance de sair cara e 50% de sair coroa, não importa quantas vezes tenha saído cada um dos lados. Pode parecer óbvio, mas esse erro de pensamento é responsável por fazer com que muita gente perca dinheiro em jogos de azar.


3. Ilusão do controle

Você sabe por que as pessoas que estão jogando dados em um cassino costumam soprá-los ou agitá-los bem antes de lançá-los à mesa? Tudo culpa da chamada ilusão do controle. Trata-se da tendência de acreditar que podemos controlar ou, pelo menos, influenciar acontecimentos sobre os quais não temos nenhum controle. Quando acertam o resultado do lançamento de um dado, por exemplo, a pessoa interpreta isso como a confirmação de que tem algum controle sobre o evento, sem considerar que havia, de fato, 1/6 de chance de acertar. Essa falha cognitiva está ligada à superstição e é responsável por fazer as pessoas repetirem certos rituais, como soprar os dados, usar um “anel da sorte” ou coisa do tipo, achando que isso poderá influenciar o futuro.


4. Desconto hiperbólico ou gratificação instantânea

O que você prefere: ganhar R$ 500 hoje ou R$ 1.000 daqui a 6 meses? A maioria das pessoas dá uma de criança nessa hora e preferiria garantir os R$ 500 na hora a esperar 6 meses, mesmo que seja para receber uma quantia 2 vezes maior. O viés do desconto hiperbólico ou gratificação instantânea faz com que sempre prefiramos benefícios imediatos a gratificações posteriores, mesmo que isso envolva perdas. É o que ocorre com quem prefere comprar algo a prazo em vez de poupar e esperar um pouco para pagar à vista, ainda que os juros a serem pagos quase dobrem o valor da mercadoria.


4. Efeito placebo

Esse é famoso. O efeito placebo ocorre quando uma substância sem nenhuma propriedade medicinal é dada a um doente com a promessa de que irá curá-lo e acaba realmente melhorando os seus sintomas. Esse fenômeno é tão forte que chegam a ocorrer alterações fisiológicas na pessoa – mas, diferente de um tratamento de verdade, esses efeitos são passageiros. Por isso, o efeito placebo é usado em testes para determinar se determinados medicamentos funcionam ou não.

Fonte: Superinteressante.

Entenda o efeito placebo

Placebo (do latim placere, significando “agradar”) é como se denomina um medicamento ou procedimento que apresenta efeitos terapêuticos apenas devido aos efeitos fisiológicos da crença do paciente de que está a ser tratado. O dicionário médico Hooper cita o placebo como “o nome dado a qualquer medicamento administrado mais para agradar do que beneficiar o paciente”. Saiba mais no vídeo abaixo:

Ilusão de ótica – falso movimento

Não dá pra acreditar 100% no nosso cérebro. Ilusões de ótica como as listadas abaixo “enganam” o sistema visual humano fazendo-nos ver o que não está presente na imagem ou fazendo-nos vê-la de um modo errôneo. Elas são criadas pela forma como o olho forma imagens e percebe cores, mas também se devem a “tilts” do cérebro. Algumas são de carácter fisiológico, outras de carácter cognitivo. Há ainda as brincadeiras geométricas e os truques de perspectiva que enganam nossos olhos e a nossa mente. Mas neste post selecionei apenas as ilusões de falso movimento.

NOTA: Embora não pareça, todas as imagens deste post são estáticas.

DDjOo

Com o molhar fixo no ponto ao cento da imagem, mova sua cabeça para frente e para trás, aproximando e afastando a vista da tela.
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