Os 10 idiomas mais falados no mundo

Segundo a última edição do livro Ethnologue: languages of the world, o número de línguas faladas no mundo hoje é 6912. Confira na lista abaixo as dez línguas mais faladas no mundo, com seu respectivo número de falantes e alguns países e regiões onde ela é o idioma oficial. Note que o Inglês, considerada hoje a língua franca, o idioma universal, é apenas o terceiro do mundo em número de falantes, atrás do Mandarim e do Hindi, que o superam devido à enorme população da China e da Índia, respectivamente. O nosso querido Português aparece em sexto colocado, com cerca de 218 milhões de falantes.

LÍNGUA

FALANTES

   PAÍSES E REGIÕES

Mandarim

1051 milhões

   China, Malásia e Taiwan

Hindi

565 milhões

   Índia (regiões norte e central)

Inglês

545 milhões

   EUA, Canadá, Reino Unido e Austrália

Espanhol

450 milhões

   Espanha e América Latina

Árabe

246 milhões

   Oriente Médio e norte da África

Português

218 milhões

   Brasil, Portugal, Angola e Moçambique

Bengalês

171 milhões

   Bangladesh e nordeste da Índia

Russo

145 milhões

   Rússia e Ásia Central

Francês

130 milhões

   França, Canadá e alguns países africanos

10º

Japonês

127 milhões

   Japão


As capitais linguísticas do mundo

Substituindo, na lista acima, os idiomas Hindi e Bengali pelo Alemão e o Italiano, acredito obter a lista das 10 línguas mais importantes do mundo (primeira coluna a esquerda na tabela abaixo). Essa escolha não foi arbitrária: embora possuam um maior número de falantes, especialmente na Índia e em Bangladesh, os idiomas Hindi e Bengali não têm a mesma importância cultural que o Alemão e o Italiano têm para o resto do mundo. Tendo obtido essa lista, escolhi, para cada um desses 10 idiomas, por ordem de importância política, econômica, histórica, cultural e demográfica, as três cidades mais influentes nas quais esse idioma é a língua oficial. Chamei-as de “capitais linguísticas do mundo”.

INGLÊS

Nova York (EUA)

Londres (ING)

Los Angeles (EUA)

ESPANHOL

Madri (ESP)

Cid. do México (MEX)

Buenos Aires (ARG)

FRANCÊS

Paris (FRA)

Montreal (CAN)

Bruxelas (BEL)

ALEMÃO

Berlim (ALE)

Frankfurt (ALE)

Munique (ALE)

PORTUGUÊS

São Paulo (BRA)

Rio de Janeiro (BRA)

Lisboa (POR)

ITALIANO

Roma (ITA)

Milão (ITA)

Nápoles (ITA)

RUSSO

Moscou (RUS)

São Petersburgo (RUS)

Kiev (UCR)

ÁRABE

Cairo (EGI)

Teerã (IRÃ)

Dubai (EAU)

MANDARIM

Shangai (CHI)

Pequim (CHI)

Hong Kong (CHI)

JAPONÊS

Tóquio (JAP)

Osaka (JAP)

Nagoia (JAP)

Poema com palíndromos

O poema a seguir é de minha autoria. Digo isso não absolutamente, pois não criei nenhum desses versos. Após reunir todos os palíndromos que encontrei em língua portuguesa (55 no total), isolados e espalhados por diversas fontes, meu trabalho consistiu apenas em organizá-los, dispondo-os numa ordem lógica de modo a dar-lhes sentido semântico. Gostei do resultado e resolvi compartilhá-lo com vocês. O que acharam?

Ame o poema
Soa como caos
Amora me tem aroma
Roma me tem amor
O romano acata amores a damas amadas e Roma ataca o namoro
O teu drama é amar dueto
Saúda e paga o ágape a duas
Raul ama Luar, Luar ama Raul
Ana me rola, calor emana
Ramon ama dama de Ed: a má dama no mar
Ana, case, esse é sacana!
Marujos só juram
A pateta ama até tapa
Luza Rocelina, a namorada do Manuel, leu na Moda da Romana: “anil é cor azul”
Amada dádiva, a luz azula a vida da dama
A diva ávida, dádiva à vida
A miss é péssima!
A cara rajada da jararaca!
Ama fama? Vê lá, leva má fama!
Leon ama Noel, Noel ama Leon
Livre do poder vil
Ah, livre era papai noel: Leon ia papar é ervilha!
Sem o cu, tu comes?
O terrível é ele vir reto!
Roda esse corpo, processe a dor
Sem o dote, é todo mês
E temo-a no caso: no saco não mete
O medo do certo é o treco do demo
Acata o danado e o danado ataca

A grama é amarga
E assim a missa é
Assim, a aluna anula a missa
Assim, a sopa só mereceremos após a missa
Oto come sopa, siri, sapos e mocotó
A babá baba
A rara arara
Eva, asse essa ave!
Ave veloz o leve. Vá!
Me vê se a panela da moça é de aço, Madalena Paes, e vem
E vou ao Batata Boa, ouve?
Morram após a sopa marrom!
A dama admirou o rim da amada
E telas eram usadas à caneta até na casa da Sumaré, Salete!
Zé de Lima, Rua Laura, Mil e Dez
A sacada da casa
A porta rangia à ignara tropa
A mala nada na lama
Asnos levam a amável sonsa
A Varig girava
Salta o Atlas
Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos!
Ias em missa? Logo, o gol assim me sai
O caso da droga da gorda do saco
O pó de cocaína mata maníaco cedo, pô!
Lá vou eu em meu eu oval

Charles Andrade

Origem de expressões populares brasileiras

Extraído dos livros De onde vêm as palavras: origens e curiosidades da língua portuguesa, de Deonísio Silva (1997); e O Dialeto Caipira, de Amadeu Amaral (1982).


Uai: Há controvérsias quanto à origem desse típico dialeto caipira, muito falado nos estados de Minas Gerais e Goiás. Para o filólogo Amadeu Amaral (1875-1929), essa expressão, que indica surpresa ou dúvida, teria surgido da mudança da palavra “olhai” (com o sentido de “preste atenção”). Outra teoria remonta à construção de estradas de ferro com a ajuda dos ingleses, quando os caipiras teriam aportuguesado a palavra “why”, questionando o “porquê” de todo aquele esquema.

Tchê: São duas as teorias que explicam o nascimento dessa expressão tão usada no Rio Grande do Sul. A primeira é de que ela veio de “che” (algo como o nosso “ei”), termo comum entre os argentinos, uruguaios e paraguaios que vivem próximos à fronteira com o Brasil. Outra possibilidade é de que a expressão tenha vindo do idioma guarani, na qual pode significar algo como “eu”, “meu” ou “amigo”.

Diacho: De acordo com o professor e escritor Deonísio da Silva, esse termo é um eufemismo para diabo. Como na cultura popular brasileira citar essa palavra invocaria o próprio capeta, com o tempo, as pessoas foram criando versões “alternativas”, para não correrem esse risco. Essa é a mesma explicação para a popularização de “demo”, em vez de “demônio”. Outro eufemismo com essa origem seria “coisa-ruim”.

Vixe: Não há registros oficiais, mas são várias as referências de que o termo é uma forma reduzida da exclamação católica “Virgem Maria!”, dita em momentos de surpresa ou sustos. Uma forma ainda mais reduzida é o “ixe”, também muita usada em terras tupiniquins. Por aqui ainda temos o “nó”, uma espécie de “abreviação” de Nossa Senhora, e o “afe” ou “aff”, que abrevia a exclamação “Ave, Maria!”.

Eita: Registrada no dicionário Houaiss como uma interjeição que exprime satisfação ou espanto diante de alguma coisa, essa é uma dita “palavra expressiva”, sem origem definida e caracterizada por sons curtos e sem significado. Também grafada como “eta”, sua utilização é muito comum no Nordeste brasileiro.

Oxente: Interjeição utilizada com o significado de admiração ou surpresa. O termo, bastante popular na região nordeste do Brasil, é formado pela aglutinação da expressão “ó, gente!”. É comum, no entanto, ouvir a interjeição “oxe!”, que é uma forma ainda mais abreviada da expressão original que evoluiu da seguinte forma: Ó, gente! – Oxente! – Oxe!


Origens curiosas de algumas palavras

Ametista – Os gregos antigos se surpreenderiam ao saber que usamos essa pedra azul-violeta como um adorno e a guardamos numa caixinha de jóias. Para eles, a ametista era um amuleto para prevenir ressaca. Daí o nome: a, “sem”, e methystos, “embriaguez”.

Assassino – O mais antigo alucinógeno que se conhece é o haxixe, extraído das folhas do cânhamo. Há 18 séculos, os árabes já ficavam doidões mascando suas folhas. Acontece que algumas tribos árabes tinham também o hábito de torturar os inimigos capturados. E faziam isso em clima de festa, mascando haxixe. Essas tribos ficaram conhecidas como “comedoras de haxixe”, que em árabe se escreve hash-shas-hin, daí a palavra “assassino”.

Canário – O simpático passarinho amarelo tem nome de cachorro. Quando chegaram ao que hoje são as Ilhas Canárias, os romanos ficaram surpresos com a quantidade de cães selvagens. Por isso, chamaram o arquipélago de insula canaria, “a ilha dos cães”.

Companhia – As empresas estão ficando cada vez mais impessoais e, além disso, a própria expressão “Companhia Limitada” não deixa de ser uma afronta ao sentido original da palavra. Em latim, cum, “junto”, e panis, “pão”, significava “repartir o pão”. Pois é. Tudo mudou, desde as relações até o cardápio.

Cosméticos – A palavra grega para “ordem” era kosmos. Seu oposto era kaos, “bagunça”. Ao pé da letra grega, toda a parafernália hoje disponível de maquiagem e de produtos cosméticos serviria para consertar uma situação caótica.

Dizimar – Um caso típico de exagero numérico. Se a gente lê que uma população foi “dizimada”, o que se entende é que não sobrou quase ninguém, quando, na verdade, deveriam ter sobrado exatos 90%. “Dizimar” vem do latim decimo, “dez”. Quando havia alguma rebelião em suas legiões, os romanos executavam um de cada dez soldados.

Formidável – Quando alguém nos diz que um trabalho que apresentamos é formidável, nós agradecemos o elogio. Há mil anos, teríamos ficado deprimidos. Porque formidare queria dizer “assustar” em latim.

Ginástica – Quem decide malhar numa academia de ginástica sabe que vai ter, entre outras coisas, que gastar uma boa grana com equipamentos e roupas especiais. Os gregos achariam isso um desperdício de dinheiro, porque a palavra gymnos queria dizer, pura e simplesmente, “nu”. E gymnazo, de onde derivou “ginástica”, era “treinar pelado”.

Histérica – Para os gregos, as mulheres eram emocionalmente mais instáveis que os homens e, na falta de uma explicação mais científica, atribuíram essa instabilidade ao fato de elas possuírem útero, ou hystera.

Insulto – Um ataque físico é uma agressão, enquanto um ataque moral é um insulto. Mas houve um tempo em que o insulto era exatamente o mais físico dos ataques: a palavra vem do latim in, “em cima” e salio, “pulo”. Insultar era, literalmente, voar no pescoço do oponente. Quem disse que não estamos ficando mais civilizados?

Medíocre – Esse termo difamatório e seu irmão, “ordinário” eram, até há bem pouco tempo, usados com o sentido de “normal”. Ordinário é algo que está em ordem e medíocre é qualquer coisa que se situa na média. A mudança é o reflexo da competição acirrada dos tempos modernos: hoje em dia, ser igual aos outros ou atuar na média é uma tremenda desvantagem.

Nepotismo – A prática de arrumar uma boquinha para os parentes ganharem um troco sem precisar fazer muita coisa é um hábito antigo. O que mudou foi o grau de parentesco: nepotis era “sobrinho” em latim. Hoje, vale qualquer parente, até primo em quinto grau.

Precário – Precis, em latim, era “oração”, ou “prece”. Antigamente se acreditava que algo conseguido precariamente, ou seja, através da fé, era mais do que sólido. A mudança no sentido da palavra mostra que, com o tempo, os povos foram se convencendo de que ter fé é bom, mas insuficiente: além de rezar, é preciso fazer algo mais prático para conseguir se aprumar na vida.

Químico – Os árabes passaram séculos tentando encontrar uma maneira de transformar metais em ouro. Da palavra árabe para “ouro”, al-kimia, derivaram duas ciências: a própria alquimia, meio esotérica, e a química, mais científica, que se expandiu e hoje parece capaz de transformar qualquer coisa em qualquer coisa, menos metais em ouro.

Senador – A palavra latina senex quer dizer “velho”. É dela que vem, por exemplo, “senil”. Aqueles que conseguiam chegar à velhice sem caducar passavam a ser considerados sábios. E os povos antigos respeitavam esses velhinhos, tanto que eram reunidos numa espécie de Clube da Terceira Idade, a quem os jovens iam pedir opiniões e conselhos. Daí vieram os “senadores”, ou “associação de velhos”.

Sarcófago – Impressiona perceber que os sarcófagos egípcios conservaram as múmias quase intactas por milhares de anos. Mas os egípcios atribuiriam esse fato a uma falha de projeto. A palavra vem do grego sarx, “carne” e phagein, “comer”. Ou seja, a finalidade do sarcófago não era a de preservar o corpo do falecido, mas facilitar sua decomposição. Ou então, se não for isso, quem inventou a palavra estava falando grego.

Virilidade – Virtus, em latim, significa “virtude”. Por exemplo, falar com perfeição, ter excelentes padrões de moralidade, combater com coragem. A “virilidade”, ou a soma das virtudes, tanto se aplicava ao homem quanto à mulher. Mas aí o tempo foi passando, passando e “virilidade” se tornou sinônimo de “masculino”. Para a mulher, teve que ser criada a variação “virtuosa”.

Fonte: Superinteressante.

Os 20 livros mais vendidos da história

booksNão foi fácil montar essa lista. Para alguns livros, como os clássicos antigos, é muito difícil calcular o número de exemplares vendidos, pois na época ainda não havia o conceito de comprar um livro, o que não significa que eles não foram reproduzidos milhões de vezes. Outros títulos acabam sendo difíceis de se contar por conterem muitos volumes, o que, se contabilizado como uma obra única, causaria uma concorrência desleal com os demais.

Além do mais, por falta de informações confiáveis e precisas, ficaram de fora da lista os dicionários, o famoso Guinness Book (Livro dos Recordes) e clássicos como O Peregrino, A Divina Comédia, Os Três Mosqueteiros, O Livro dos Mártires, Robinson Crusoé, além de toda a obra de Shakespeare. Mesmo assim, consegui fechar essa lista. Abaixo você confere os 20 livros mais vendidos da história com título, autor, ano de publicação, número aproximado de exemplares vendidos e uma breve sinopse de cada um. Que tal aproveitar para passar numa livraria e aumentar esses números?


20. O Alquimista (Paulo Coelho) – 1988 – 65 milhões

O Alquimista é o livro de lingua portuguesa melhor colocado nesta lista. Apesar de todas as críticas e questionamentos sobre o autor, o fato é que esse livro o colocou em evidência no mundo da literatura e foi traduzido para dezenas de idiomas. O livro narra a história de um jovem pastor chamado Santiago que, após ter um sonho repetido, decide partir em uma longa viagem da Espanha ao Egito, pois, segundo o sonho, é lá, junto às pirâmides, onde ele irá encontrar um tesouro enterrado. Ao iniciar sua jornada ele se vê lançado em uma imprevisível busca por esclarecimento sobre os grandes mistérios que acompanham a humanidade desde o início dos tempos.

19. O Apanhador no Campo de Centeio (Salinger) – 1951 – 65 milhões

Essa obra permanece sendo uma das mais influentes da literatura americana. O livro narra um fim de semana na vida de Holden Caulfield, estudante de um internato para rapazes. Ele volta para casa mais cedo no inverno depois de ter recebido más notas em quase todas as matérias e ter sido expulso da escola. No regresso para casa, decide dar umas voltas, adiando assim o confronto com a família. Holden vai refletindo sobre a vida, repassa sua peculiar visão de mundo e tenta definir alguma diretriz para o seu futuro. Antes de enfrentar os pais, procura algumas pessoas importantes para si, como um professor, uma antiga namorada, a sua irmãzinha, e tenta explicar-lhes a confusão que passa pela sua cabeça.

18. Harry Potter e a Câmara Secreta (J.K. Rowling) – 1998 – 77 milhões

Neste livro, Harry surpreende os amigos Ron e Hermione ao demonstrar sua capacidade de falar com cobras. Segundo uma antiga lenda, o herdeiro de Salazar Sonserina abriria a câmara secreta para libertar o mortal basilisco, monstro que é misto de serpente e galo. A trama se desenrola com Harry tentando provar que não controla a serpente assassina e descobrir o verdadeiro responsável por abrir a câmara.

17. O Código da Vinci (Dan Brown) – 2003 – 80 milhões

O Código Da Vinci causou polêmica ao questionar a divindade de Jesus Cristo. A maior parte do livro desenrola-se a partir do assassinato de Jacques Saunière, curador do museu do Louvre. Robert Langdon, Sophie Neveu e Leigh Teabing vivem várias aventuras ao tentar desvendar códigos que deem resposta aos enigmas que Jacques Saunière deixou antes de morrer.

16. O pequeno Principe (Antoine de Saint-Exupéry) – 1943 – 80 milhões

O Pequeno Príncipe é um romance que a princípio aparenta ser um livro para crianças, mas tem um grande teor poético e filosófico. É a terceira obra literária mais traduzida no mundo, tendo sido publicado em 160 línguas ou dialetos diferentes.

15. Ela, a Feiticeira (Henry Rider Haggar) – 1887 – 83 milhões

O livro narra as aventuras Leo Vincey e Horace Holly em uma região inexplorada da África onde eles encontram uma civilização obediente a uma misteriosa feiticeira chamada Ela.

14. As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira… (C.S. Lewis) – 1950 – 85 milhões

Neste livro são narradas as aventuras de quatro irmãos que, fugindo de Londres durante a 2ª Guerra Mundial, vão até a casa de um professor que morava no campo. Lá, encontram, dentro de um guarda-roupa, uma passagem que liga nosso mundo ao mundo de Nárnia.

13. O Caso dos Dez Negrinhos (Agatha Christie) – 1939 – 100 milhões

A história passa-se numa ilha deserta situada na costa de Devon, sendo que ela é narrada totalmente na terceira pessoa e descreve a vivência de dez estranhos que foram atraídos para a mansão da ilha por um misterioso homem e sua esposa. Um por um, começam a ser assassinados misteriosamente.

12. O Sonho da Câmara Vermelha (Cao Xueqin) – Séc. 18 – 100 milhões

O tema principal gira em torno de um triângulo amoroso entre a personagem principal, Jia Baoyu, que ama seu primo adoentado Lin Daiyu, porém está predestinada a se casar com outro primo, Xue Baochai. Este triângulo amoroso tem como pano de fundo o declínio do clã (família) Jia, cujos antepassados foram feitos duques, e no início do romance, este clã está entre as mais ilustres famílias de Pequim, na China.

11. O Hobbit (J.R.R. Tolkien) – 1937 – 100 milhões

Este livro conta a história de um hobbit chamado Bilbo Bolseiro, que nunca pensara em sair de sua toca grande e confortável, até ser apanhado de surpresa por um mago chamado Gandalf e 13 anões. Estes queriam recuperar os seus tesouros que tinham sido roubados por um dragão chamado Smaug. Assim, eles saem em busca da Montanha Solitária com o objetivo de recuperar o que lhes pertence, vivendo muitas aventuras durante todo caminho, que envolvem aranhas gigantes, elfos, trolls e outros seres fantásticos.

10. O Livro de Mórmon (Joseph Smith Jr.) – 1830 – 120 milhões

Para a Igreja dos Santos dos Últimos Dias, o Livro de Mórmon é uma escritura que complementa a Bíblia, considerado um “Outro Testamento de Jesus Cristo”.

9. Harry Potter e a Pedra Filosofal (J.K. Rowling) – 1997 – 120 milhões

A história começa com uma espécie de caos organizado no mundo, quando pessoas começam a sair a caminhar pelas ruas com roupas estranhas e corujas não param de voar pelo céu, fatos que ganham o espaço nos jornais, na televisão e nas rádios. Porém, o que as pessoas não sabiam era que esses estranhos eram nada mais nada menos que bruxos e bruxas, festejando a queda de um grande bruxo das trevas, Lord Voldemort, e as corujas eram usadas para levar cartas de um bruxo para o outro.

8. Escotismo para Rapazes (Robert Baden-Powell) – 1908 – 150 milhões

O livro contém orientações e conhecimentos importantes para um escoteiro: orientação espacial, tocaia, comida selvagem, primeiros socorros, organização de um acampamento, etc. Mas também sobre cidadania, carácter, importância do serviço ao próximo, etc.

7. O senhor dos Anéis (J.R.R. Tolkien) – 1955 – 150 milhões

A história de O Senhor dos Aneis ocorre em um tempo e espaço imaginários, a Terceira Era da Terra Média, que é um mundo inspirado, segundo Tolkien, numa Europa mitológica, habitado por humanos e por outras raças humanóides: elfos, anões e orcs. O nome, no inglês moderno Middle-Earth (Terra-Média), é derivado do inglês antigo Middangeard: o reino onde humanos vivem na mitologia Nórdica e Germânica.

6. Um Conto de Duas Cidades (Charles Dickens) – 1859 – 200 milhões

“Um Conto de Duas Cidades” narra a estória dos Manette, uma família nobre francesa, que como muitas outras, se exilou na Inglaterra antes da Revolução Francesa. Os acontecimentos se desenrolam simultaneamente em Londres e Paris, contando a vida dessa família e as peripécias da Revolução e seus antecedentes, incluindo o sentimento de vingança que se apossou da população pobre da França.

5. O Conde de Monte Cristo (Alexandre Dumas) – 1844 – 200 milhões

Romance histórico escrito por Alexandre Dumas. O jovem Edmond Dantes podia se considerar uma pessoa de sorte: seria promovido a capitão de um navio e iria casar com Mercedes, a mulher de seus sonhos. Mas uma rede de intrigas faz com que seja preso injustamente. Durante os anos que passou preso, prepara a sua vingança.

4. Dom Quixote (Miguel de Cervantes) – 1605 – 500 milhões

Este livro introduz o realismo sóbrio na literatura moderna. O protagonista da obra é Dom Quixote, um pequeno fidalgo castelhano que ficou louco (literalmente) porque leu muito romance de cavalaria e agora pretende imitar seus heróis preferidos. O romance narra as suas aventuras em companhia de Sancho Pança, seu fiel amigo e companheiro, que tem uma visão mais realista. A ação gira em torno das três incursões da dupla por terras de La Mancha, de Aragão e de Catalunha. Nessas incursões, ele se envolve em uma série de aventuras, mas suas fantasias são sempre desmentidas pela dura realidade. O efeito é altamente humorístico.

3. Alcorão (Maomé) – 650 D.C. – 800 milhões

Texto sagrado do Islã que traz supostas revelações de Alá (divindade muçulmana) para Maomé no início do século VII. Os seguidores de Maomé começaram a escrever as revelações após sua morte, em 632 d.C., sendo recopiladas no reinado de Omar, em 650 e transformadas no Alcorão como é conhecido hoje.

2. O Livro Vermelho (Mao Tse-tung) – 1964 – 820 milhões

As citações das obras de Mao Tse-tung, ou como é comumente chamado, o “Livro Vermelho”, é uma explicação pessoal de Mao Tse-Tung sobre a ideologia do Partido Comunista Chinês. O Livro Vermelho compreende 427 citações, divididas em 33 capítulos. As citações eram em negrito ou em vermelho para serem bem destacadas, daí o nome. É também chamado de “Reflexões do presidente Mao” por muitos chineses.

1. Bíblia Sagrada – século 15 a.C. até século I d.C. – mais de 6 bilhões

Dividida em 66 livros e com cerca de 40 autores que escreveram em épocas diferentes, a Bíblia é de longe a obra mais lida de todos os tempos (muitas vezes não compreendida, mas certamente bastante lida). Atualmente existem traduções completas da Bíblia para mais de 440 línguas. Veja também: Por que a Bíblia católica tem mais livros?

Por que ler os clássicos?

Crônica de Camila Kehl publicada no Diário de Canoas.

Os clássicos se tornam clássicos por uma série de razões. Mesmo pertencendo a uma época, eles são atemporais. O fato de se passar em determinado período ou pincelar sobre determinado acontecimento histórico não faz com que uma obra fique datada, estigmatizada e, dentro de alguns anos, ultrapassada – só contribui para agregar valor a um enredo. Referências a um ano, local ou marco que situem um acontecimento no tempo e no espaço convidam a estudar e a contemplar o passado da humanidade, e a conhecer o que até então possivelmente ignorávamos. A essência das novas descobertas descortinadas pela literatura trazem, sempre, um tom e um vínculo eternos com a arte.

Para que um clássico seja considerado clássico, é avaliado o estilo de narrativa de um escritor, o valor da forma, a cadência da prosa, a qualidade do texto, a consistência do enredo, a grandiosidade das ideias, a veracidade das personagens. Os clássicos não viram clássicos porque são chatos, como eu pensava enquanto ainda estava no colégio e os professores tentavam fazer com que pré-adolescentes gostassem de ler com Vidas Secas. Não dá para esfregar Camões nos narizes de meninos e meninas que ainda não completaram 15 anos e esperar que estes sorriam encantados e passem a estudar mais a fundo a literatura portuguesa. A maioria, claro, não vai reagir de forma positiva.

Isso porque gostar de livros clássicos exige, em primeiro lugar, um tipo muito centrado de maturidade; uma vontade de aprender e de acumular o conhecimento ideal, ou que se convencionou chamar ideal, desprovida daquela pontada de anarquia e rebeldia que os mais jovens têm e que, evidentemente, contesta também, e principalmente, este campo. Em segundo lugar, para se entender e amar as obras imortais, há que se ter perseverança e paciência, e direcionar ambas a um patamar maior e que pode ser denominado como o do saber. Em terceiro lugar, podemos afirmar ainda que isso não seja uma regra, que o livro clássico não é simples de ser lido; ele geralmente pertence à outra época, sobre a qual é necessário algum tipo e algum acúmulo de entendimento.

Os clássicos nem sempre divertem e entretêm. Mas todos, em igual medida, são necessários para uma sólida formação cultural. Discordo veementemente dos que apregoam que a leitura deve ser simplesmente um prazer e obedecer única e exclusivamente aos momentos de lazer. Ora, só nos parece fácil – e, portanto, divertido – algo que não exige muito de nossa capacidade intelectual. É evidente que algumas obras servem exclusivamente aos momentos de relaxamento, e por isso mesmo pouco têm a acrescentar e contribuir; simplesmente figuram como um elemento pertencente ao conjunto das cadeiras de praia, do mar, do sol e da água de coco. É o caso dos livros de autoajuda, daqueles romances comprados em banca de jornal, e dos de temática fantástica, com vampiros, lobisomens, anjos e demônios, que se proliferam com uma rapidez assombrosa nas prateleiras das livrarias.

É a perseverança de seguir adiante com um livro complicadíssimo que nos faz crescer intelectualmente. É o desafio que instiga, que amplia horizontes, que move o interesse. O ato de abrir um dicionário ou um livro de história para entender uma obra de ficção é a confirmação de que esta cumpriu parte do seu propósito. E aqueles que ainda não têm intimidade com o mundo da leitura, devem começar o reconhecimento de terreno pelos clássicos? De forma alguma. Mas, em nome do crescimento pessoal, e para duelarem consigo mesmos, um dia devem tentar.


Fotografias de grandes centros urbanos antes de 1870 mostram cidades aparentemente desertas. É claro que havia, no momento de captura da imagem, várias pessoas, cavalos e carruagens passando pela cena, em todas as direções. Mas, devido ao longo e demorado processo que a tecnologia da época exigia, ficavam gravados apenas objetos estáticos. Essa é uma boa metáfora para os clássicos. Muita coisa já foi escrita na história da humanidade, mas apenas algumas delas tiveram o mérito de permanecer relevantes através dos séculos. Sobre esse assunto, veja esse trecho da obra Heróstrato, do aclamado poeta português Fernando Pessoa (1845-1900):

“Algumas obras morrem porque nada valem; estas, por morrerem logo, são natimortas. Outras têm o dia breve que lhes confere a sua expressão de um estado de espírito passageiro ou de uma moda da sociedade; morrem na infância. Outras, de maior escopo, coexistem com uma época inteira do país, em cuja língua foram escritas, e, passada essa época, elas também passam; morrem na puberdade da fama e não alcançam mais do que a adolescência na vida perene da glória. Outras, como exprimem coisas fundamentais da mentalidade do seu país ou da civilização a que pertence, duram tanto quanto dura aquela civilização; essas alcançam a idade adulta da glória universal. Mas outras duram além da civilização cujo sentimento expressa. Essas atingem aquela maturidade de vida que é tão mortal como os deuses, que começam mas não acabam, como acontece com o Tempo; e estão sujeitas apenas ao mistério final que o destino encobre para todo o sempre.”


Veja a seguir os 14 aforismos apontados pelo escritor italiano Italo Calvino para definir o que é um clássico na literatura. Todos foram extraídos da introdução à obra Por que ler os clássicos, publicada no Brasil em 1993 pela editora Companhia das Letras.


  1. Os clássicos são aqueles livros dos quais, em geral, se ouve dizer “estou relendo” e nunca “estou lendo”.

  2. Dizem-se clássicos aqueles livros que constituem uma riqueza para quem os tenha lido e amado; mas constituem uma riqueza não menor para quem se reserva a sorte de lê-los pela primeira vez nas melhores condições para apreciá- los.

  3. Os clássicos são livros que exercem uma influência particular quando se impõem como inesquecíveis e também quando se ocultam nas dobras da memória, memetizando-se como inconsciente coletivo ou individual.

  4. Toda releitura de um clássico é uma leitura de descoberta como a primeira.

  5. Toda primeira leitura de um clássico é na realidade uma releitura.

  6. Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer.

  7. Os clássicos são aqueles livros que chegam até nós trazendo consigo as marcas das leituras que precederam a nossa e atrás de si os traços que deixaram na cultura (ou mais simplesmente na linguagem ou nos costumes).

  8. Um clássico é uma obra que provoca incessantemente uma nuvem de discursos críticos sobre si, mas continuamente as repele para longe.

  9. Os clássicos são livros que, quanto mais pensamos conhecer por ouvir dizer, quando são lidos de fato mais se revelam novos, inesperados, inéditos.

  10. Chama-se de clássico um livro que se configura como equivalente do universo, à semelhança dos antigos talismãs.

  11. O “seu” clássico é aquele que não pode ser-lhe indiferente e que serve para definir a você próprio em relação e talvez em contraste com ele.

  12. Um clássico é um livro que vem antes de outros clássicos; mas quem leu antes os outros e depois lê aquele, reconhece logo o seu lugar na genealogia.

  13. É clássico aquilo que tende a relegar as atualidades à posição de barulho de fundo, mas ao mesmo tempo não pode prescindir desse barulho de fundo.

  14. É clássico aquilo que persiste como rumor mesmo onde predomina a atualidade mais incompatível.

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