A arte de desfazer nós – Helena Beatriz

Na janela da varanda haviam três cortinas de bambu, daquelas de enrolar e desenrolar. Não sei por qual motivo,  se era o vento, o balanço das cordinhas ou algum mistério não decifrado, fato é que frequentemente apareciam nós em toda a extensão dos puxadores. Ao erguer as cortinas de manhã, sempre encontrava um novo nó. Caso estivesse retornando de viagem, eram dezenas deles, muitas vezes sobrepostos. Para desfazê-los tinha de lembrar coisas muito simples. A primeira delas era nunca achar que seria impossível. A segunda era: não se afobar. Quem se afoba corta fio, não desmancha nó. Era preciso ter paciência, muita paciência (quando estava muito ansiosa nem começava – deixava a tentativa para outro momento). A terceira era perseverar, não me preocupando em desfazer todos os nós de uma só vez. Era preciso ser humilde e gastar mais de uma empreitada para desenrolar tudo.

Superadas essas fases, eu sentia o nó nas mãos. Percebia o tamanho, a tensão da corda,  a força do laço. Depois, com as pontas dos dedos, carinhosamente beliscava o fio da corda, procurando onde pudesse ceder. Coisa de se fazer aos poucos. Essa coisa de nós enrolados me lembra, como sempre, do vovô. Já devo ter dito mais de uma vez que ele foi um dos meus melhores amigos – principalmente na vida adulta. Ele ouvia atentamente minhas dúvidas existenciais, draminhas e dramalhões. Claro que eram perguntas sem respostas: eram os piores nós! Tão mais fácil ele pegar a tesourinha das respostas prontas e cortar pela raiz, pronto. Mas não. Ele ouvia, ouvia, ponderava. Costumava ficar em silêncio. Não tinha pressa alguma em desfazer o nó. Mas também não desistia dele (no caso, eu). Sem receita nem ciência. Desfazer nó é arte.

Fonte: Timilique.

A arte de envelhecer

idosos velhiceO tema da velhice foi o objeto de brilhantes filósofos ao longo dos tempos. Um dos melhores livros sobre o assunto foi escrito pelo pensador e orador romano Cícero (106-43 a.C.): A arte do envelhecimento. Cícero nota, primeiramente, que todas as idades têm seus encantos e suas dificuldades. E depois aponta para um paradoxo da humanidade. Todos sonhamos ter uma vida longa, o que significa viver muitos anos. Quando realizamos a meta, em vez de celebrar o feito, nos atiramos em um estado de melancolia e amargura. “Todos os homens desejam alcançar a velhice, mas ao ficarem velhos se lamentam”, escreve. Para Cícero, “os velhos inteligentes, agradáveis e divertidos suportam facilmente a idade, ao passo que a acrimônia, o temperamento triste e a rabugice são deploráveis em qualquer idade”.

Um  ótimo exemplo disso foi a francesa Jeanne L. Calment, que morreu aos 122 anos em 1997. Jeanne foi a pessoa que mais viveu no mundo desde os lendários personagens do Gênesis – como Matusalém (969 anos). “Deus deve ter se esquecido de mim”, brincava sempre a anciã. Em seu 110º aniversário, a francesa disse bem humorada: “Eu só tenho uma ruga, e estou sentada em cima dela neste momento”.

Permanecer intelectualmente ativo é uma forte recomendação de Cícero. “A memória declina se não a cultivamos ou se carecemos de vivacidade de espírito”, disse. Cícero lembra que Sófocles em idade avançada ainda escrevia suas tragédias. No fim da vida, Sócrates aprendeu a tocar lira. Catão, na velhice, descobriu a literatura grega. Machado de Assis, para citar um brasileiro, aprendeu alemão também na velhice, língua na qual escreveu seus melhores romances. “A vida segue um curso preciso e a natureza dota cada idade de suas qualidades próprias”, escreveu Cícero. “Por isso, a fraqueza das crianças, o ímpeto dos jovens, a seriedade dos adultos e a maturidade da velhice são coisas naturais que devemos apreciar cada uma em seu tempo.” Sem dúvida, ler as palavras de Cícero sobre o envelhecimento pode ajudar a aceitar melhor a passagem do tempo. Em outras palavras: ler Cícero dá mais resultado do que Botox!

Com informações de: Revista Época.

Copa Filosófica: Alemanha x Grécia

Já imaginou uma partida de futebol com os maiores pensadores da história da humaninade em campo? O grupo de humoristas britânicos Monty Python imaginou! O resultado é esse divertidíssimo vídeo: uma partida de futebol entre filósofos alemães e gregos. A partida terminou com o placar Alemanha 0 x 1 Grécia. Estiveram em campo nomes como Nietzsche, Kant e Hegel contra Sócrates, Platão e Aristóteles. O único gol da peleja, no Estádio Olímpico de Munique (Alemanha), foi marcado por Sócrates, nos acréscimos do 2º tempo.

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