Qual é o preço do planeta Terra?

Sim, alguém calculou. Não que haja compradores em potencial para o planeta, é claro. Mesmo assim, o astrofísico americano Greg Laughlin, da Universidade da Califórnia, criou uma fórmula matemática para chegar ao valor da Terra – e aos de outros planetas também. O nosso, no caso, vale três mil trilhões de libras (é uma cifra tão fora da realidade que parece até besteira converter, mas, em todo caso, fica em torno de oito mil trilhões de reais). Na fórmula entram a idade, o tamanho, a temperatura, a massa e outras informações pontuais sobre cada planeta. O fim da conta não surpreende: a Terra é o mais valioso do universo. Já Marte, por exemplo, que vem ganhando o carinho da comunidade científica por ser, além do nosso, o planeta mais imediatamente habitável do Sistema Solar, vale apenas 10 mil libras. Os cálculos não são perda de tempo (não completa, pelo menos): a ideia do pesquisador ao criar a fórmula não era apenas brincar de Banco Imobiliário espacial. Ela vem sendo usada por ele para avaliar as descobertas de novos exoplanetas (planetas localizados fora do nosso Sistema Solar) feitas pela Nasa. “É uma maneira de eu poder quantificar o quão empolgado devo ficar em relação a qualquer planeta em particular”, explica Laughlin. Descoberto em 2007, o Gliese 581 C, por exemplo, entusiasmou os cientistas logo de cara por parecer o mais similar à Terra – mas a conta final do astrofísico americano deu a ele a etiqueta de apenas 100 libras (olha aí, exoplaneta em promoção!). Já outro, o KOI 326.01, encontrado mais recentemente, foi estimado por ele em cerca de 150 mil libras.

Fonte: Superinteressante.

Quando o homem pisou na lua

Assista abaixo uma reportagem de 1974 e um documentário de 1989 sobre a missão Apollo 11, nossa maior aventura espacial até hoje.

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BÔNUS: Apolo 11 em 100 segundos

Em 1969, mais precisamente no dia 20 de julho daquele ano, a missão conhecida como Apollo 11 se lançou ao espaço, sob a pressão de ser a quinta tentativa de realizar o feito de alunagem, ou seja, o pouso na Lua. Esta meta foi proposta pelo então presidente norte-americano John F. Kennedy, em plena guerra fria, como um ato simbólico de conquista do espaço. Tripulada pelos astronautas Edwin ‘Buzz’ Aldrin, Michael Collins e Neil Armstrong, a Apollo 11 ficou famosa também por toda cobertura e transmissão da mídia, desde seu lançamento até o momento em que Neil Armstrong, comandante da nave, pisou pela primeira vez na Lua. Chama atenção, neste acontecimento histórico, sua grandiosidade no que diz respeito à evolução tecnológica. Lançada ao espaço da Flórida, sob o olhar de milhares de espectadores, a Apollo 11 é um marco histórico inesquecível.

A genialidade de Nikola Tesla

O ano era 1898. Dentro de um tanque, um robô-navio obedecia ordens e fazia cálculos de todo tipo. A multidão assistia em êxtase. Já o inventor, Nikola Tesla, não via nada demais. Ele sabia que tudo não passava de um truque feito com outra invenção sua: o controle remoto. Mesmo assim, afirmou: “Este é o primeiro de uma raça de robôs que fará o trabalho braçal para a humanidade”. Tesla era uma celebridade na sua época. Grande parte de sua fama vinha de uma briga contra Thomas Edison, um dos maiores inventores de todos os tempos. O motivo era que Tesla havia criado ferramentas para tornar viável o uso da corrente alternada, um modo eficiente de transmitir energia a grandes distâncias, mas mais perigoso em caso de acidentes. Edison (que baseava suas tecnologias na corrente contínua) inventou a cadeira elétrica para mostrar os perigos da “corrente assassina de Tesla” para os seres humanos. Não teve sucesso. A corrente alternada até hoje é o que corre nos fios de alta tensão do planeta, mas a fama de diabólico perseguiria Tesla até o fim de seus dias.

Ele colaborava para isso. Em 1898, criou uma máquina de terremotos. Era um aparelho que detectava a frequência de vibração de um objeto e o fazia oscilar nesse ritmo. Com ela, fez uma viga de metal chacoalhar quase a ponto de romper-se e, pouco depois, repetiu a experiência no próprio laboratório. A vizinhança chamou a polícia e Tesla destruiu a marteladas a “invenção que podia partir o planeta em dois”. Seu plano final era transmitir eletricidade pela crosta terrestre, de forma que qualquer pessoa no mundo pudesse ligar uma lâmpada simplesmente enfiando-a na terra. Em maio de 1899, criou um laboratório que eletrificou os terrenos em volta. Acabou falindo em menos de um ano, quando queimou a usina elétrica local e teve de pagar indenizações. A partir daí, Tesla tornou-se puro folclore. Disse ter recebido sinais de rádio alienígenas (na verdade, os sinais vinham de astros e Tesla estava, sem querer, descobrindo o princípio do radiotelescópio). Quebrado, passou o resto de seus dias buscando sem sucesso alguém que bancasse seus experimentos. Sua imagem, no entanto, ficou eternizada: o pesquisador de idéias estranhas, cercado por torres que lançam raios, foi a grande inspiração para a figura do cientista louco de filmes e quadrinhos.

Fonte: Superinteressante.

Extraterrestres existem ou não?

Opinião de Marcelo Gleiser (professor de física e astronomia do Dartmouth College, nos Estados Unidos, e autor de vários livros) para a revista Galileu.


É bem verdade que, hoje, a lista de medos que afligem a sociedade é muito mais imediata que a possibilidade de alienígenas virem aqui nos destruir. Mas muita gente, inclusive o famoso físico Stephen Haw­king, vem alertando para essa possibilidade, alegando que é melhor ficarmos quietos por aqui, sem revelar nossa posição. Será que esses temores procedem? Apesar da popularidade do assunto e dos vários depoimentos de visões de óvnis e de sequestros realizados por extraterrestres, o fato é que nada sabemos sobre a existência de vida fora da Terra. Em seu livro O mundo assombrado por demônios, Carl Sagan argumenta que os medos relativos a ETs refletem medos antigos, antes atribuídos a demônios alados e espíritos maléficos vindos dos céus.

Infelizmente, se houve visitas de extraterrestres à Terra, não temos evidência oficial, aceita pela comunidade científica como incontroversa. Por exemplo, alguma liga metálica que não exista aqui, ou algum tipo de circuito tão avançado que demonstre uma engenharia muito diferente da nossa. Fotos e depoimentos pessoais não funcionam como provas. Com isso, o que podemos fazer é inferir a possibilidade de vida extraterrestre a partir do que conhecemos da vida aqui, nosso único ponto de referência. Sabemos hoje que a maioria das estrelas tem planetas a sua volta e que uma fração pequena delas tem planetas rochosos, com características semelhantes às da Terra: água líquida (em planetas que estão na “zona habitável” da estrela), possivelmente carbono e oxigênio. Mas a vida não é uma receita de bolo; para que seus ingredientes se misturem da forma certa, uma série de condições tem de ser satisfeita. E, mesmo supondo que essas condições sejam reais em vários mundos, é necessária também uma estabilidade climática para que as criaturas vivas possam sobreviver e, através do processo de mutação e seleção natural, se diversificar com o tempo. Isso significa que a vida é um fenômeno raro no cosmo – e a vida inteligente mais rara ainda, considerando que diversas barreiras precisam ser ultrapassadas para se passar de bactérias a seres capazes de criar tecnologias.

Fora a raridade da vida, temos a questão das dificuldades técnicas das viagens interestelares. As distâncias são enormes. Chegar até a estrela mais próxima do Sol com nosso foguete mais rápido demoraria em torno de 100 mil anos! Se os ETs existem e podem realizar viagens interestelares em tempo viável, devem ter tecnologias que sequer podemos imaginar. Essas tecnologias devem também protegê-los da radiação cósmica, extremamente nociva aos humanos. E há por fim a questão dos efeitos de viagens prolongadas no metabolismo, estrutura óssea e sistema psíquico dos exploradores. Juntando tudo isso, não é de surpreender que não recebamos visitas frequentes de vida inteligente. Tampouco é claro que existam outras inteligências nesta galáxia, se bem que a ciência não pode eliminar essa possibilidade. Afinal, a ausência de evidência não é evidência de ausência, como dizia Carl Sagan. Sem dúvida. Mas parece que temos outros medos bem mais imediatos para nos preocupar.

Palestras do prof. Adauto Lourenço

Cosmovisões sobre as origens

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A origem do Universo

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A origem da vida #1: biologia e genética

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A origem da vida #2: paleontologia e datação

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Os dinossauros e o homem

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Vida fora do planeta Terra

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Geologia e hidrodinâmica

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Implicações religiosas do criacionismo

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