Precisamos repensar nosso urbanismo

Proponho uma experiência simples: Abra o Google Maps, escolha uma cidade brasileira qualquer e dê um zoom em um bairro residencial de classe média. Pela imagem de satélite, você provavelmente verá que a paisagem é predominantemente cinza (de cimento, concreto e asfalto) e marrom (dos telhados), com poucos pontos verdes (das árvores). Solte o bonequinho do Street View em uma rua qualquer e constatará que as casas são todas muradas e com grades. As calçadas são irregulares e desniveladas.

Mooca - SP
Mooca, bairro central de São Paulo

Agora escolha uma cidade aleatória dos Estados Unidos (ou de qualquer outro país desenvolvido no mundo) e dê um zoom em um bairro residencial também de classe média. Pela imagem de satélite, você provavelmente verá que a paisagem é predominantemente verde, por causa das muitas árvores e dos quintais gramados. Solte o bonequinho do Street View em uma rua qualquer e constatará que as casas não têm muros nem grades. As calçadas são todas padronizadas e planas.

Bronx - NYC
Bronx, distrito mais pobre de Nova York

Qual ambiente urbano você considera mais agradável para se viver? Certamente não é aquele com o qual estamos acostumados. Isso significa que precisamos repensar nosso urbanismo, nossa forma de organizar as cidades. É claro que, antes de mudar a cultura dos muros nas casas, precisamos garantir o mínimo de segurança pública. Mas há algo que já podemos começar imediatamente: a questão do verde, a arborização, o cultivo de jardins e gramados. Só isso já transforma surpreendentemente a paisagem urbana, deixando-a muito mais agradável.

O valor das coisas e das pessoas

Crônica de Alex Castro.

Nos países desenvolvidos as coisas são baratas e as pessoas são caras. No Brasil, é o oposto: as coisas são caríssimas, mas as pessoas (ou seja, os serviços que elas prestam) sempre estiveram a preço de banana. Agora, isso está mudando.

Para um americano de classe média, a vida do seu equivalente brasileiro parece vida de rico. Os EUA são a terra do faça-você-mesmo. As meninas se depilam e fazem as próprias unhas. Os amigos se juntam pra pintar as casas uns dos outros. Nas mudanças, o normal é alugar um caminhão e chamar a galera pra carregar caixa. Todos são acostumados desde criança a realizar serviços domésticos: empregada é luxo de milionário. Mas se você é da classe média no Brasil, o mais provável é que contrate profissionais para fazer esses serviços. Afinal, é tão barato, né? Com esse exército de miseráveis aí fora, com certeza dá pra achar alguém que fique de quatro e lave sua privada por uma mixaria.

Por outro lado, para um brasileiro de classe média, a vida do seu equivalente americano também parece vida de rico, mas por outros motivos. Afinal, o gringo pode até lavar suas próprias meias (cruzes!), mas possui uma quantidade de objetos e gadgets sem igual. A começar por seus carros: nos ônibus, só se veem velhos trêmulos, crianças em idade escolar e mendigos. Qualquer pessoa dita able-bodied (ou seja, com o “corpo apto”) tem um carro. Dá pra comprar e manter um carro novo até com salário de garçom.

Pra não falar dos aparelhos eletrônicos de última geração. Um Kindle sai por 114 dólares: para uma garçonete, é quanto ela ganha de gorjeta atendendo duas ou três mesas. Ou seja, qualquer um pode ter. Enquanto isso, nossa pobre classe média escorchada de impostos paga R$ 56 mil por um Honda City made in Brazil, carro que é vendido no México por menos da metade do preço, cerca de R$ 25 mil. O Kindle, ao alcance de qualquer garçonete americana, no Brasil sai por pouco mais de mil reais. Quantos trabalhadores brasileiros podem se dar ao luxo de comprar uma engenhoca que nunca viram, que não é gênero de primeira necessidade, por esse preço? Muito poucos.

Os americanos olham os brasileiros, servidos por um verdadeiro exército de mortos-de-fome que lhes depilam as pernas, pintam as paredes, lavam as cuecas e passam as camisas, e pensam: ricos são esses brasileiros, não eu que toda semana tenho que ficar de quatro e esfregar minha banheira! Os brasileiros olham os americanos, digitando no iMac e jogando no iPhone, conferindo um endereço no GPS e lendo no Kindle, e pensam: ricos são esses gringos, não eu que ainda uso um desktop de 2004!

No começo da década passada, eu tive duas empregadas domésticas. Uma delas fez curso técnico e hoje trabalha em um laboratório. A outra virou banqueteira, e o seu filho está estudando pra ser oficial da Marinha. As leis da economia são implacáveis. Quanto menor for o número de mulheres semi-analfabetas dispostas a lavar privada e depilar perna por uma mixaria, maiores vão ser os preços desses serviços. Se algumas delas se tornam técnicas de laboratório e banqueteiras, as consequências são duas:

Em primeiro lugar, os shoppings, aeroportos e faculdades particulares ficam lotados de gente que, até poucos anos atrás, simplesmente não tinha renda para frequentar esses lugares. Em segundo lugar, as poucas mulheres ainda dispostas a fazer os piores serviços percebem que seu poder de barganha aumentou. Então, o New York Times noticia que as babás vivem ascensão econômica e se juntam à classe média; e a Veja São Paulo informa que agora são as domésticas que ditam as regras do jogo.

Enquanto isso, outras categorias profissionais começam a sumir e já se fala até em saudades do embalador de supermercado. Quem ontem cortaria nossa grama por uma merreca, hoje estuda para ser oficial da Marinha. Quem ontem viria lá de Jardim Pobreza pra depilar nossas pernas, hoje mora no mesmo bairro, pega o mesmo metrô e ainda compra a última mussarela de búfala bem na nossa frente no supermercado!

Enquanto isso, é bom a gente ir se acostumando. Hoje, no Brasil, existem menos pessoas dispostas a lavar o chão o dia inteiro em troca de um prato de comida. Estamos a caminho de nos tornar uma sociedade mais justa, mais humana, mais digna. E, ao longo desse caminho, vamos ter que aprender a cortar nossa própria grama e fazer nossas próprias unhas. Quem sabe você até perceba que nem precisa tanto assim de grama cortada e unha feita. A solução é querer menos coisas e valorizar mais as pessoas.

Graduados – documentário completo

Dividido em três episódios, o documentário a seguir mostra o dia a dia de brasileiros que estudam nas melhores universidades do mundo, como as americanas Harvard, Princeton Yale. O documentário revela a rotina desses jovens que apostaram na aventura do conhecimento em um país estrangeiro, em busca da excelência acadêmica.


Conheça a rotina da Universidade Harvard

Assista abaixo uma série de três reportagens sobre como é o dia a dia numa das melhores universidades do mundo: a americana Harvard.


Universidades de ponta têm menos aulas
e mais tempo livre para estudo

A maioria dos estudantes brasileiros de graduação que foram estudar em universidades de ponta pelo programa Ciência sem Fronteiras do MEC conta que estranhou a quantidade reduzida de aulas das instituições estrangeiras. Um estudante de uma universidade como Harvard, considerada a melhor do mundo, tem em média 15 horas-aula por semana. Para comparar, quem faz engenharia na USP tem quase três vezes mais aulas. A filosofia de universidades como Harvard é que cada hora de aula demanda em média uma hora extra de estudos e leituras do aluno. Além disso, a universidade espera que o aluno se envolva em atividades de pesquisa, empresas-júnior, trabalho sociais e culturais e que pratique esportes. Com tudo isso, a formação fica completa e a grade fica cheia. Enquanto isso, o aluno da USP mal consegue ter tempo para estudar para as disciplinas obrigatórias porque as aulas tomam o dia inteiro. Essa questão é comumente abordada pelos gestores do Ciência sem Fronteiras. Na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que neste ano aconteceu em Recife, o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, discutiu o assunto e defendeu a redução da grade obrigatória de aulas. O problema, de acordo com Guimarães, é fazer com que as universidades brasileiras topem essa redução.

Fonte: Abecedário.

As 10 universidades mais antigas do mundo

Considera-se que a universidade mais antiga do Brasil é a Universidade Federal do Paraná, que iniciou suas atividades em 1912, há mais de 100 anos. Mas enquanto a UFPR era criada, já existiam universidades com mais de mil anos de funcionamento. As pioneiras surgiram como instituições religiosas do mundo islâmico medieval. E, dois séculos depois da fundação da primeira universidade do mundo, no Marrocos, a “moda” se espalhou pela Europa. Veja a lista das 10 universidades mais antigas do mundo:

GAF Merton Sunrise Steve Langton GPC oxford

Universidade de Al-Karaouine (Marrocos) – Fundada em 859 por Fatima al-Fihri (sim, uma mulher!). Foi reconhecida mundialmente por seus estudos em ciências naturais.

Universidade Al-Azhar (Egito) – A segunda universidade mais antiga ainda em atividade fica no Cairo. Fundada em 972, é referência em estudos de literatura árabe.

Universidade Nizamyya (Irã) – Dentre as suas faculdades, a mais famosa é a Al-Nizamiyya of Baghdad, estabelecida em 1065. Acredita-se que as Nizamiyya serviram de modelo para universidades fundadas posteriormente na região.

Universidade de Bolonha (Itália) – É a primeira universidade ocidental, fundada em 1088. O termo “universidade”, aliás, vem de sua criação.

Universidade de Paris (França) – Não se sabe ao certo a data exata de sua fundação, mas estima-se que suas atividades tenham se iniciado em 1096. Em 1970, foi dividida em 13 universidades autônomas, dentre as quais a mais famosa é Sorbonne (fundada em 1257). A Universidade de Paris fechou três vezes em sua história: em 1229, durante uma revolta de seus alunos, em 1940, durante a invasão do exército alemão e em 1968, durante o chamado “Maio Francês”, conhecido como uma revolução cultural.

Universidade de Oxford (Inglaterra)– Assim como na Universidade de Paris, não se sabe a data exata do início de suas atividades. A data mais provável é 1096, apesar de saber-se que já ministravam aulas no local bem antes disso. A instituição se desenvolveu mais rapidamente depois de 1167, quando o rei Henrique II proibiu que ingleses estudassem na Universidade de Paris. Oxford fechou temporariamente duas vezes: a primeira vez em 1209, como protesto pela execução de dois de seus professores, e depois em 1355, na Revolta de Santa Escolástica.

Universidade de Montpellier (França) – Como em Oxford, também acredita-se que já ministravam aulas bem antes de sua data oficial de fundação, em 1150. A Universidade foi fechada durante a revolução francesa em 1793, mas as faculdades de ciência e letras foram restabelecidas em 1810, enquanto as de direito voltaram apenas em 1880.

Universidade de Cambridge (Inglaterra) – A segunda universidade mais antiga de língua inglesa foi criada por dois acadêmicos que deixaram Oxford após uma disputa em 1209. Desde então, as duas instituições cultivam um clima de rivalidade. Atualmente, Cambridge figura na lista das cinco melhores universidades do mundo e é considerada a melhor universidade europeia. Em uma contagem feita em 2009, descobriu-se que ex-alunos de Cambridge possuíam 85 prêmios Nobel.

Universidade de Salamanca (Espanha) – Localizada na cidade homônima, na Espanha, foi criada em 1218 e recebeu o título de Universidade pelas mãos do Papa Alexandre IV em 1225. Hoje, Salamanca é considerada especialista em estudos no campo das ciências humanas, principalmente no estudo de linguagens.

Universidade de Pádua (Itália) – É a segunda Universidade mais antiga da Itália, fundada em 1222 por um grupo de estudantes e professores que deixaram a Universidade de Bolonha em busca de maior liberdade acadêmica. Ficou famosa a partir de 1595, com aulas de anatomia nas quais dissecavam-se corpos humanos em público.

Fonte: Galileu.

A ciência pode explicar tudo?

O vídeo abaixo é um trecho de um dos melhores debates sobre a existência de Deus já realizados. Frente a frente, estão o filósofo e teólogo cristão William Lane Craig e o químico ateu Peter Atkins. Num determinado momento, começa-se a debater filosofia da ciência. Em menos de 3 minutos, Craig dá uma aula de deixar qualquer um boquiaberto!

Nota: Caso queira, você pode assistir ao debate completo no YouTube,
com legendas em português e qualidade de imagem bem melhor.

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