Volta às aulas com Charlinho

Milhões de estudantes de todo o país voltarão às aulas este mês para estudar em escolas onde não há biblioteca, laboratório de informática, laboratório de ciências ou quadra de esportes. Segundo dados do Censo Escolar do MEC, em 2010, 15 milhões de estudantes de ensino fundamental e médio (39% do total) frequentavam escolas sem biblioteca. A inexistência de laboratórios de informática era realidade para 9,5 milhões (24%), enquanto 27 milhões (70%) estavam matriculados em escolas sem laboratório de ciências, e 14 milhões (35%) em unidades sem quadra esportiva. Os dados foram divulgados pelo MEC em dezembro do ano passado e consideram tanto a rede pública quanto a privada. Esta lamentável realidade afeta diariamente a vida de pessoas como Charlinho*, um garoto de 8 anos que só queria estudar. Acompanhe a triste saga desse brasileirinho em sua incansável jornada em busca de um sonho: ser um aluno.

*Sátira de Hermes & Renato.

Homo (não) Sapiens

Se compararmos a idade do planeta Terra, avaliada em 4,5 bilhões de anos, com a de uma pessoa de 45 anos, então, quando começaram a florescer os primeiros vegetais, a Terra já teria 42 anos. Ela só conviveu com o homem moderno nas últimas 4 horas e, há cerca de uma hora, viu-o começar a plantar e a colher. Há menos de um minuto percebeu o ruído de máquinas e de indústrias e foram nesses últimos 60 segundos que se produziu todo o lixo do planeta! Veja nos dois casos a seguir, a gravidade desse problema ecológico.

predador

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A ilha de Midway

A ilha de Midway, como o nome sugere, fica no meio do caminho entre a Ásia e a América no Norte, no Oceano Pacífico. Trata-se, na verdade, de um atol de apenas 6,2 km², que recebe um trágico conjunto de correntes marinhas que fazem o lixo despejado pelos humanos nas praias e no mar, composto 90% por plástico, navegar pelo oceano até o estômago dos pássaros que lá habitam, cujo morador mais ilustre é o albatroz. Pesquisas mostram que praticamente todos os pássaros que vivem no atol têm plástico em seus aparelhos digestivos. Dos cerca de 1,5 milhão de albatrozes que habitam a ilha, pelo menos 1/3 morre em consequência disso. Desde 2009, Chris Jordan – um artista de Seattle (EUA), cidade da costa oeste americana que deve ser responsável por grande parte desse lixo – se dedica ao projeto Midway: Message from the Gyre, uma série de fotografias de filhotes de albatroz mortos pelos objetos de plástico ingeridos na costa da Midway Island. O trailer abaixo é uma pequena amostra do passo seguinte, um documentário previsto para o final de 2013, que está sendo financiado por doações de pessoas do mundo todo via internet.

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NOTA: Na Segunda Guerra Mundial, ironicamente, o atol de Midway foi palco de uma das mais sangrentas batalhas navais da história. Seis meses após o ataque japonês a Pearl Habor, a marinha norte-americana destruiu a japonesa na que foi considerada a mais importante da campanha no Pacífico durante a Segunda Guerra. Por sua localização estratégica, assim como Pearl Habor, Midway também hospedava um base militar para proteger a costa norte-americana. Hoje é um sintoma do estado doentio da civilização.

Fonte: Blog do Tas.

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O lixão do Pacífico

A reportagem fala por si: não tenho muito a comentar. O primeiro impulso que tive foi procurar por culpados. Chineses? Japoneses? Americanos? Não adianta. Aquela montanha de plástico e culpa no meio do Pacífico é como coração de mãe: sempre cabe mais um. Talvez no meio de todo o lixo, uma tartaruga marinha desavisada encontre aquele canudo que deixei cair semana passada no chão da lachonete. Apenas fica aquele sentimento de culpa e vergonha pela minha espécie.

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O planeta Terra é você!

O fantástico mundo dos seus pais

As reportagens abaixo são verdadeiros marcos para a história da informática. Todas elas são do tempo de escrever em máquina de datilografia, estudar na enciclopédia empoeirada da biblioteca, rebobinar a fita VHS, juntar a família para “bater um retrato” e depois levar o filme da câmera para revelar. Relembre o fantástico mundo dos seus pais:

Termodinâmica do inferno

Um professor de Termodinâmica Aplicada, do curso de Engenharia Química da UFBA, é conhecido por fazer perguntas intrigantes do tipo “Por que os aviões voam?” em suas provas finais. Sua única questão numa dessas provas foi a seguinte:

O inferno é exotérmico ou endotérmico?
Justifique sua resposta.

Vários alunos justificaram suas opiniões baseadas na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma. Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:


Primeiramente, postulemos que o inferno exista e que esse é o lugar para onde vão algumas almas. Agora, postulemos que as almas  existam e devam ter alguma massa e ocupar algum volume. Logo, um conjunto de almas também tem massa e também ocupa certo volume. Então, a que taxa as almas estão se movendo para fora e a que taxa elas estão se movendo para dentro do inferno? Podemos assumir seguramente que, uma vez que uma alma entra no inferno, ela nunca mais sai de lá. Por isso, não há almas saindo. Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada no que dizem as diferentes religiões que existem no mundo. Algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você vai para o inferno. Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno. Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno.

Agora, vamos olhar a taxa  de mudança de volume no inferno. A Lei de Boyle diz que, para a temperatura e a pressão no inferno serem as mesmas, a relação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser constante. Existem, então, duas opções: (1) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir, portanto é EXOTÉRMICO. (2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada de almas, então temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno congele, portanto é ENDOTÉRMICO. Se nós aceitarmos o que a menina mais gostosa da UFBA me disse no primeiro ano: “Só irei pra cama com você no dia que o inferno congelar”, e levando-se em conta que AINDA NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações amorosas com ela, então a opção 2 não é verdadeira. Por isso, o inferno é exotérmico!


Não preciso nem dizer que o cara tirou dez na prova, né?

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