Apenas 32,8% dos professores têm formação específica na área em que atuam

Mais um índice negativo foi divulgado na semana passada para reforçar as deficiências da educação básica no Brasil: apenas 32,8% dos professores que ensinam nas séries finais do ensino fundamental (5º ao 9º anos) têm licenciatura na área em que atuam. Os dados são do Censo Escolar 2013 e foram compilados pela ONG Todos Pela Educação. A situação, que já é preocupante, fica mais grave na disciplina de artes, que tem apenas 7,7% dos docentes com formação específica. Nas turmas de filosofia, só 10% dos professores tem curso superior na área. A matéria menos prejudicada é a de língua portuguesa, que tem 46,7% dos professores com formação.

DISCIPLINAPORCENTAGEM DE FORMADOS NA ÁREA EM QUE ATUAM
Matemática
35,9%
Língua Portuguesa
46,7%
Ciências
34,2%
História
31,6%
Geografia
28,1%
Filosofia
10,0%
Artes
07,7%
Educação Física
37,7%
Língua Estrangeira
37,6%

Uma das metas do Plano Nacional de Educação, ainda em discussão na Câmara dos Deputados, prevê que 100% das escolas tenham professores com formação específica em nível superior na área em que atuam em 2022. As regiões Norte e Nordeste apresentam as piores taxas: apenas 17,6% e 18,1% dos professores têm curso superior para a disciplina que lecionam, respectivamente. No ensino médio a porcentagem sobe um pouco, mas não passa dos 48,3%. Nessa etapa de ensino, a disciplina de artes novamente é a mais prejudicada, com 14,9% dos professores formados em alguma licenciatura relacionada às artes, que pode ser educação artística, artes visuais, dança, música ou teatro. Ainda de acordo com o Censo Escolar, o Brasil tem 458.807 professores sem diploma de ensino superior – 21,9% de um total de 2.095.013 docentes em atividade. Desses, cerca de 2 mil não terminaram sequer o ensino fundamental!

Fonte: Veja.

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Uma opinião sobre “Apenas 32,8% dos professores têm formação específica na área em que atuam

  • 16 de dezembro de 2014 em 7:08
    Permalink

    Um ponto preocupante dentro da mesma temática é que os cursos de licenciatura tem obtido pouca procura além de ser visto por alguns como uma especie de “quebra galho ” até passar em algum concurso melhor. Observo também, que há em se tratando da PNE uma preocupação com aumento de alunos atendidos não correspondente com melhoria de condições salariais, o que fatalmente ocasionara em turmas com mais alunos e professores ainda mais desmotivados.

    Resposta

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