Amizade pós-moderna

281_feed_amigosA partir de análises feitas com primatas no início da década de 1990, o antropólogo Robin Dunbar, professor de psicologia da Universidade de Oxford, na Inglaterra, estabeleceu uma relação entre o tamanho do neocórtex, a área do cérebro responsável pelo pensamento consciente, e o número máximo de pessoas com quem é viável manter relações sociais. Evidências estatísticas, como o número de habitantes de comunidades primitivas e a quantidade de soldados em uma unidade do exército, serviram de base para que o britânico calculasse que é possível interagir de maneira mais profunda com, no máximo, 150 pessoas — em outras palavras, esse é o número de indivíduos com quem você se sentiria confortável para tomar uma cerveja após um encontro inesperado no bar.

E, de acordo com as últimas pesquisas do antropólogo, esse “teto social” evolutivo imposto pelo cérebro continua o mesmo apesar das mudanças de comportamento causadas pelas redes sociais. “Pedimos aos usuários para enumerar quantas pessoas da lista de contato eles viram ao menos uma vez no ano e observamos que as redes não conseguem expandir o número de relações pessoais”, diz Dunbar. O psicólogo Diogo Araújo de Sousa, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, exemplifica esse quadro: “Se você pedir para uma pessoa que faça uma lista de convidados para a festa de formatura, ela não usará toda a sua lista de amigos do Facebook”.

Fonte: Galileu.

No vídeo abaixo, o renomado sociólogo polonês Zygmunt Bauman faz uma análise sobre os benefícios e malefícios do Facebook para esta geração.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Deixe uma resposta:

%d blogueiros gostam disto: